Encyclopædia Britannica – Wikipédia, a enciclopédia livre
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Início
1
História
Alternar a subsecção História
1.1
Descrição geral
1.2
Edições
1.3
Dedicatórias
2
Avaliação popular e da crítica
Alternar a subsecção Avaliação popular e da crítica
2.1
Reputação
2.2
Prêmios
2.3
Temas
2.4
Crítica
2.4.1
Opiniões
2.4.2
Racismo e sexismo em edições anteriores
2.4.3
Imprecisão
3
Situação atual 
[
quando?
]
Alternar a subsecção Situação atual 
[
quando?
]
3.1
Versão impressa de 2007
3.2
Material impresso relacionado
3.3
Midia eletrônica
4
Responsáveis e colaboradores
Alternar a subsecção Responsáveis e colaboradores
4.1
Colaboradores
4.2
Administração
4.3
Conselheiros editoriais
4.4
Estrutura corporativa
5
Concorrência
Alternar a subsecção Concorrência
5.1
Enciclopédias impressas
5.2
Enciclopédias digitais e mídias ópticas
5.3
Enciclopédias da internet
6
Histórico das edições
7
Referências
8
Ligações externas
Alternar o índice
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Encyclopædia Britannica
Autor(es)
4 411 colaboradores registrados em 2008
Idioma
inglês
País
Reino Unido
(1768–1901)
Estados Unidos
(1901–presente)
Linha temporal
1768–presente
Editora
Encyclopædia Britannica, Inc.
Lançamento
1798
ISBN
1-59339-292-3
A
Encyclopædia Britannica
é uma
enciclopédia
generalista de
língua inglesa
publicada pela
Encyclopædia Britannica, Inc.
, uma editora privada. É amplamente considerada como a mais acadêmica das enciclopédias.
[
1
]
[
2
]
A
Britannica
foi inicialmente publicada entre 1768 e 1771, em
Edimburgo
,
Reino Unido
, e depressa aumentou em popularidade e tamanho, com a sua terceira edição, em 1801, alcançando os vinte volumes.
[
3
]
[
4
]
O aumento de tamanho implicou a contratação de colaboradores, e as suas 9.ª (1875–1889) e
11.ª
edições (1911) são consideradas como marcos no que toca a enciclopédias acadêmicas e de estilo literário. Começando com a 11.ª edição, a
Britannica
foi gradualmente diminuindo e simplificando os seus artigos a fim de os tornar mais acessíveis, e alargar a sua expansão ao mercado nos
Estados Unidos
.
[
3
]
Em 1933, a
Britannica
tornou-se a primeira enciclopédia a adotar a política "em contínua revisão", que resulta em que a enciclopédia seja continuamente reimpressa e cada verbete seja atualizado regularmente.
[
4
]
A edição atual
[
quando?
]
(a 15.ª) tem uma única estrutura dividida em três partes: a
Micropædia
, de 12 volumes, contém verbetes menores (geralmente tendo menos de 750 palavras), a
Macropædia
, de 17 volumes, com longos artigos (tendo de duas a 310 páginas cada) e a
Propædia
, num só volume, que pretende fornecer um esboço do conhecimento humano, de modo
hierárquico
. A
Micropædia
é destinada a pesquisa rápida e a servir como guia para a
Macropædia
; os leitores são aconselhados a estudar o esboço da
Propædia
a fim de entender o contexto do assunto e para encontrar outros artigos, mais detalhados.
[
5
]
O tamanho da
Britannica
tem-se mantido muito constante ao longo dos últimos 70 anos, com cerca de 40 milhões de palavras e meio milhão de tópicos.
[
6
]
Embora a sua publicação tenha sede nos
Estados Unidos
desde 1901, a
Britannica
manteve a ortografia inglesa tradicional.
[
1
]
[
7
]
Ao longo da
História
, a
Britannica
tem tido dificuldade em permanecer rentável — um problema enfrentado por muitas enciclopédias.
[
8
]
Alguns verbetes, em determinadas edições anteriores da
Britannica
, foram acusados de imprecisão, viés ou falta de qualificação dos colaboradores.
[
3
]
[
9
]
A precisão de partes da edição mais recente (de 2005) tem sido igualmente questionada,
[
1
]
[
10
]
embora tais críticas tenham sido contestadas pela gestão da
Britannica
.
[
11
]
Apesar disso, a
Britannica
mantém a sua reputação como fonte de pesquisa confiável. Em 3 de março de 2012, foi anunciado que a
Encyclopædia Britannica
, agora com sede em
Chicago
, não iria publicar mais versões impressas em papel focando-se apenas na sua versão
online
.
[
12
]
[
13
]
História
[
editar
|
editar código
]
Descrição geral
[
editar
|
editar código
]
Frontispício da primeira edição da
Encyclopædia Britannica
A propriedade da
Britannica
mudou muitas vezes ao longo do tempo, tendo passado por vários donos como: a editora
escocesa
A & C Black
,
Horace Everett Hooper
,
Sears Roebuck
e
William Benton
.
[
7
]
O presente dono da Encyclopædia Britannica, Inc. é
Jacqui Safra
, de nacionalidade
suíça
, milionário e
ator
.
[
7
]
Os recentes avanços das
tecnologias da informação
e o aumento das enciclopédias eletrônicas tais como a
Encarta
e a
Wikipédia
reduziram a procura de enciclopédias impressas.
[
14
]
A fim de permanecer competitiva, a
Encyclopædia Britannica, Inc.
tem enfatizado a boa reputação da
Britannica
, reduzindo seu preço e os custos de produção e desenvolvido versões eletrônicas em
CD-ROM
,
DVD
e
World Wide Web
. Desde os primeiros anos da década de 1930, a editora promoveu também trabalhos de referência
spin-off
.
[
4
]
Edições
[
editar
|
editar código
]
A
Britannica
foi impressa em 15 edições oficiais, com suplementos multi-volumes da 3.ª a 5.ª edições (ver a
Tabela
abaixo). Estritamente falando, a décima edição foi apenas um suplemento da 9.ª, assim como as edições 12.ª e 13.ª foram suplementos da 13.ª edição. A 15.ª edição sofreu uma mudança drástica, em termos de organização, em 1985, mas a atualização, versão corrente, continuou conhecida como 15.ª edição.
Ao longo de sua história, a
Britannica
foi desenvolvida com dois objetivos: ser um excelente livro de referências e providenciar material educacional para quem tenha desejo de estudar.
[
8
]
Em 1974, a 15.ª edição adotou um terceiro alvo: sistematizar todo o conhecimento humano.
[
5
]
A história da
Britannica
pode ser dividida em cinco fases principais em que se destacam mudanças maiores, tanto na gestão quanto na reorganização do seu conteúdo. Na primeira fase (edições 1 a 6, 1768–1826), a
Britannica
foi gerida por seus fundadores originais,
Colin Macfarquhar
e
Andrew Bell
,
[
15
]
e por seus amigos e conhecidos, tais como
Thomas Bonar
,
George Gleig
e
Archibald Constable
. A
Britannica
foi primeiramente publicada entre 1768 e 1771 em
Edimburgo
como
Encyclopædia Britannica, ou, Um Dicionário de Artes e Ciências, compilado sob um Novo Plano
. Foi concebida como uma reacção conservadora à provocativa
Encyclopédie
francesa
de
Denis Diderot
(publicada entre 1751 e 1766), que por sua vez havia sido inspirada pela anterior
Chambers Cyclopaedia
. A
Britannica
foi, primeiramente, uma empresa escocesa e tinha como símbolo o
cardo
, o emblema nacional da
Escócia
. A criação da enciclopédia é um dos mais famosos e perseverantes legados do
Iluminismo Escocês
.
[
16
]
Nesta fase, a
Britannica
deixou de ser um conjunto de três volumes (1.ª edição)
[
15
]
compilados por um jovem editor —
William Smellie
—
[
17
]
para se tornar uma obra de vinte volumes escrita por numerosas autoridades. Embora várias outras enciclopédias tenham competido com a
Britannica
, como a
Rees's Cyclopaedia
e a
Encyclopaedia Metropolitana
, de
Samuel Taylor Coleridge
, estes rivais ou faliram, ou ficaram inacabados por desentendimentos entre os editores. No fim desta fase, a
Britannica
tinha constituído uma rede de
ilustradores
, primeiramente entre os conhecidos de seus editores, sendo os mais relevantes Constable e Gleig.
Edições de meados do
século XIX
da
Encyclopædia Britannica
incluíram pesquisas embrionárias, tais como o verbete sobre o Egipto, de
Thomas Young
, que incluía a tradução dos
hieróglifos
na gravura da
Pedra de Rosetta
.
Durante a segunda fase (edições 7 a 9, 1827–1901), a
Britannica
foi gerida pela editora de Edimburgo,
A & C Black
. Embora alguns colaboradores fossem recrutados novamente através relacionamentos, sendo
Macvey Napier
o mais relevante, outros foram atraídos pela reputação sempre crescente da
Britannica
. Os colaboradores muitas vezes vinham de outros países e incluíam algumas das autoridades mais respeitadas nas suas áreas. Na sétima edição foi incluído, pela primeira vez, um índice geral de todos os artigos, prática que se manteve até 1974. O primeiro editor-chefe nascido em
Inglaterra
foi
Thomas Spencer Baynes
, que supervisionou a produção da famosa 9.ª edição; nomeada "Edição Acadêmica", a 9.ª edição é muitas vezes considerada como sendo a
Britannica
mais direcionada ao uso acadêmico alguma vez produzida.
[
1
]
[
3
]
No entanto, no fim do
século XIX
, a 9.ª edição estava desatualizada e a
Britannica
enfrentava sérias dificuldades financeiras.
Na terceira fase (10.ª a 14.ª edições, 1901–1973), a
Britannica
foi gerida por negociantes
estadunidenses
, que introduziram técnicas de venda agressivas, tais como o
marketing direto
e venda
porta a porta
, a fim de aumentar os
lucros
. Os donos norte-americanos simplificaram, gradualmente, os verbetes da
Britannica
, fazendo-a menos acadêmica, mas mais inteligível para o mercado das massas. A décima edição foi rapidamente produzida, como suplemento da 9.ª, mas a 11.ª edição ainda é prezada pela sua excelência; o seu dono,
Horace Everett Hooper
, esforçou-se na busca da sua perfeição.
[
3
]
Quando Hooper entrou em dificuldades financeiras, a
Britannica
passou a ser gerida por
Sears Roebuck
durante cerca de 18 anos (1920–1923, 1928–1943). Em 1932, a vice-presidente de Sears,
Elkan Harrison Powell
, assumiu a presidência da
Britannica
; em 1936, começou a política de revisão contínua (ainda praticada), que faz com que cada verbete seja verificado e possivelmente revisado pelo menos duas vezes em cada década. Esta foi uma grande mudança pois com a prática anterior, os artigos não eram alterados a não ser aquando de uma nova edição, com cerca de 25 anos de intervalo, com alguns artigos sendo transportados de edições anteriores sem alteração.
[
4
]
Powell, agressivamente, desenvolveu novos produtos educacionais, que se baseavam na reputação da
Britannica
. Em 1943, a posse passou de Sears Roebuck para
William Benton
, diretor da
Britannica
até sua morte, em 1973. Benton fundou ainda a
Fundação Benton
, que geriu a
Britannica
até 1996. Em 1968, perto do fim desta fase, a
Britannica
celebrou o seu bicentenário.
Na quarta fase (15.ª edição, 1974–1994), a
Britannica
introduziu a sua 15.ª edição, que foi reorganizada em três partes: a
Micropædia
, a
Macropædia
e a
Propædia
.
[
18
]
Sob influência de
Mortimer J. Adler
(membro do quadro de editores da
Encyclopædia Britannica
desde o seu ingresso na companhia, em 1949, e seu presidente desde 1974; diretor dos planos para realização da 15.ª edição da
Britannica
, desde 1965),
[
19
]
a
Britannica
procurou não só ser uma boa obra de referência e uma ferramenta educacional, mas também sistematizar todo o conhecimento humano. A ausência de um índice separado e o agrupamento de artigos em duas enciclopédias paralelas (a
Micro-
e a
Macropædia
) provocaram uma "tempestade de críticas" sobre a 15.ª edição, inicialmente.
[
1
]
[
20
]
Em resposta, a 15.ª edição foi totalmente reorganizada e indexada para novo lançamento em 1985. A segunda versão da 15.ª edição continua a ser revisada e publicada; a versão mais recente foi impressa em 2007. O título oficial da 15.ª edição é
Nova Encyclopædia Britannica
, e está ainda a ser promovida como
Britannica 3
.
[
1
]
Anúncio da 11.ª edição, em maio de 1913, na revista
National Geographic
Na quinta fase (1994–presente), foram desenvolvidas versões digitais da
Britannica
, lançadas em
disco óptico
e
internet
. Em 1996, a
Britannica
foi comprada à
Fundação Benton
por
Jacqui Safra
, bastante abaixo do seu valor, devido às dificuldades financeiras por que a editora passava. A editora
Encyclopædia Britannica, Inc.
dividiu-se em 1999. Uma parte manteve o nome da companhia e desenvolveu a versão impressa; a outra parte,
Britannica.com Inc.
, desenvolveu as versões digitais. Desde 2001, estas duas companhias partilharam um único
CEO
,
Ilan Yeshua
, que continuou a estratégia de expansão da
Encyclopædia Britannica, Inc.
de
Elkan Harrison Powell
em lançar novos produtos sob a marca
Britannica
.
[
carece de fontes
?
]
Dedicatórias
[
editar
|
editar código
]
A
Britannica
foi dedicada aos monarcas britânicos de 1788 a 1901 e, após sua venda a uma sociedade estadunidense, ao monarca britânico e ao presidente dos EUA.
[
1
]
Assim, a 11.ª edição foi "dedicada, com permissão, a Sua Majestade
Jorge V
, Rei da Grã-Bretanha e Irlanda e dos Domínios Britânicos de além-mar, Imperador da Índia, e a
William Howard Taft
, Presidente dos Estados Unidos".
[
21
]
A ordem destas duas dedicatórias mudou com os poderes relativos dos EUA e da Grã-Bretanha, e com as vendas relativas da
Britannica
nesses países; a versão de 1954 da 14.ª edição é "dedicada, com permissão aos Chefes de Estado das Duas Nações Anglófonas,
Dwight D. Eisenhower
, Presidente dos Estados Unidos, e a Sua Majestade,
Isabel II
".
[
22
]
De acordo com esta tradição, a versão de 2007 da corrente 15.ª edição é "dedicada, com permissão, ao então Presidente dos Estados Unidos,
George W. Bush
, e a Sua Majestade, Elizabeth II".
[
23
]
Avaliação popular e da crítica
[
editar
|
editar código
]
Reputação
[
editar
|
editar código
]
Clichê em cobre feito por
Andrew Bell
, figurando a 1.ª edição
Desde a 3.ª edição, a
Britannica
usufruiu de uma reputação excelente, tanto popular como crítica.
[
1
]
[
2
]
[
24
]
Várias edições, desde a 3.ª a 9.ª foram pirateadas para venda nos EUA,
[
3
]
começando com a
Dobson's Encyclopædia
.
[
25
]
No lançamento da 14.ª edição a revista
Time
batizou a
Britannica
como "O Patriarca das Bibliotecas".
[
26
]
Em um anúncio relacionado, o naturalista
William Beebe
foi citado como dizendo que a
Britannica
estava "além de comparação porque não há nenhum concorrente".
[
27
]
Referências à
Britannica
podem ser encontradas em meio da
literatura inglesa
, notadamente na obra de
Arthur Conan Doyle
, em seu personagem mais conhecido,
Sherlock Holmes
, na história "
The Red-Headed League
". Este
conto
foi realçado pelo
Lord Mayor of Londres
, Gilbert Inglefield, durante o bicentenário da
Britannica.
[
28
]
A obra goza de reputação popular como o sumário de todo o conhecimento humano.
[
29
]
A fim de aprimorar seus conhecimentos, muitos se dedicaram à leitura de toda a enciclopédia, levando de 3 a 22 anos para consegui-lo.
[
3
]
Quando
Fat'h Ali Shah Qajar
se tornou o
Xá
da
Pérsia
, em 1797, foi-lhe ofertado um conjunto completo da 3.ª edição da
Britannica
, que ele leu na íntegra; depois deste feito, ele estendeu o seu título real, incluindo "O Mais Formidável Senhor e Mestre da
Encyclopædia Britannica
”.
[
28
]
O escritor
George Bernard Shaw
afirma ter lido inteira a 9.ª edição — excepto os artigos científicos
[
3
]
— e
Richard Evelyn Byrd
levou a
Britannica
como material de leitura para a sua estadia de cinco meses no
Polo Sul
, em 1934. Mais recentemente,
A.J. Jacobs
, um editor da revista
Esquire
, leu a versão inteira de 2002 da 15.ª edição, descrevendo as suas experiências num livro, em 2004, intitulado
The Know-It-All: One Man's Humble Quest to Become the Smartest Person in the World
(“O Sabe-tudo: A jornada de um homem humilde para se tornar a pessoa mais inteligente do mundo”, em livre tradução). Apenas duas pessoas se conhece como tendo lido duas edições diferentes: o autor
C. S. Forester
[
3
]
e
Amos Urban Shirk
, um negociante estadunidense, que leu a 11.ª e a 14.ª edições, dedicando, para isso, cerca de três a quatro horas e meia por noite para ler a 11.ª.
[
30
]
Vários editores-chefes da
Britannica
provavelmente leram as suas edições na íntegra, tais como
William Smellie
(1.ª edição),
[
31
]
William Robertson Smith
(9.ª edição),
[
32
]
e
Walter Yust
(14.ª edição).
[
33
]
Prêmios
[
editar
|
editar código
]
A
Britannica
tem recebido diversas premiações ao longo de sua existência. A versão on-line ganhou, em 2005, o Prêmio Codie para "Melhor Serviço Online de Informação ao Cliente";
[
34
]
os prêmios Codie são concedidos anualmente pela
Software and Information Industry Association
a fim de reconhecer os melhores produtos entre as categorias de
software
. Em 2006, a
Britannica
foi de novo finalista.
[
35
]
Similarmente, a versão CD/DVD-ROM da
Britannica
recebeu, em 2004, o Prêmio de Distinção, pela
Association of Educational Publishers
,
[
36
]
e prêmio Codie, em 2001 e 2002.
[
37
]
[
38
]
Temas
[
editar
|
editar código
]
Como enciclopédia generalista, a
Britannica
procura descrever a mais ampla gama de assuntos possível. Os temas são escolhidos, em parte, por referência no "Esboço do Conhecimento" da
Propædia
.
[
5
]
Grande parte da
Britannica
é dedicada à
geografia
(26% da
Macropædia
),
biografia
(14%),
biologia
e
medicina
(11%),
literatura
(7%),
física
e
astronomia
(6%),
religião
(5%),
arte
(4%),
filosofia
ocidental (4%), e
direito
(3%).
[
1
]
Um estudo complementar da
Micropædia
descobriu que 25% dos verbetes eram do ramo da geografia, 18% de ciências exatas, 17% das ciências humanas, 17% eram biografias, e 25% sobre todos os outros ramos das humanidades.
[
2
]
Em 1992, um revisor escreveu que "o alcance, a profundidade, a exatidão da análise [da
Britannica
] são insuperáveis por qualquer outra enciclopédia generalista".
[
39
]
A
Britannica
não trata os tópicos equivalentes com igual riqueza de detalhes; por exemplo, o verbete
Budismo
e a maioria das outras religiões são cobertas por um único verbete da
Macropædia
, enquanto 14 verbetes são dedicados ao
Cristianismo
, representando cerca de metade de todos os verbetes sobre religião.
[
40
]
No entanto, tem recebidos louvores por ser considerada a menos
enviesada
de todas as enciclopédias generalistas, comercializadas para leitores ocidentais
[
1
]
e prezada pelas suas biografias de mulheres importantes de todas as eras.
[
2
]
Pode-se afirmar, sem receio de contradição, que a 15.ª edição da
Britannica
no que diz respeito às culturas, sociedades e desenvolvimento científicos não-ocidentais é mais informativa do que qualquer outra enciclopédia em idioma inglês atualmente no mercado.
— 
Kenneth Kister
, It can be stated without fear of contradiction that the 15th edition of the
Britannica
accords non-Western cultural, social, and scientific developments more notice than any general English-language encyclopedia currently on the market., em
Kister's Best Encyclopedias
(1994) (em inglês)
Crítica
[
editar
|
editar código
]
A
Britannica
também tem recebido fortes críticas, especialmente quando as suas edições se tornam desatualizadas. É dispendioso produzir uma nova edição, completa, da
Britannica,
[
41
]
e os seus editores, em geral, atrasam as novas edições, tanto quanto sensatamente possível (por norma, cerca de 25 anos).
[
4
]
Por exemplo, apesar da política de revisão contínua, a 14.ª edição ficou significativamente desatualizada após 35 anos (1929–1964). Quando o físico norte-americano
Harvey Einbinder
detalhou os seus erros no seu livro de 1964,
The Myth of the Britannica
,
[
42
]
o feito resultou em que a enciclopédia produziu a 15.ª edição, que requereu dez anos de trabalho.
[
1
]
Continua sendo difícil manter a
Britannica
atualizada; um crítico escreveu, recentemente, que "não é difícil encontrar verbetes desatualizados ou a precisar de revisão", constatando que os artigos maiores, da
Macropædia
, correm mais riscos de estarem desatualizados do que os mais curtos, da
Micropædia
.
[
1
]
A informação na
Micropædia
por vezes é inconsistente com a matéria correspondente no verbete da
Macropædia
, principalmente porque uma delas está desatualizada.
[
2
]
[
24
]
As bibliografias dos artigos da
Macropædia
obtiveram mais críticas por estarem mais desatualizadas do que pelos artigos em si.
[
1
]
[
2
]
Historicamente, dentre os autores da
Britannica
foram incluídas autoridades eminentes, tais como
Albert Einstein
,
Marie Curie
e
Leon Trotsky
. No entanto, alguns dos seus colaboradores têm sido criticados pela sua falta de conhecimento técnico específico:
[
9
]
Com uma temeridade quase espantosa, (o Sr. Philips, colaborador da
Britannica
) produz devaneios sobre quase todos os campos europeus da história, política, sociedade, igreja… A afronta é que (este trabalho) carece de autoridade. Isto, também — esta confiança na força editorial em vez de no perfeito aprendizado da especialização — pode, aliás, ser tido como “americanização”: pois certamente nada humilha tanto o saber acadêmico como nossas enciclopédias americanas.
— 
Prof.
George L. Burr
, With a temerity almost appalling, [the
Britannica
contributor, Mr. Philips] ranges over nearly the whole field of European history, political, social, ecclesiastical… The grievance is that [this work] lacks authority. This, too—this reliance on editorial energy instead of on ripe special learning—may, alas, be also counted an "Americanizing": for certainly nothing has so cheapened the scholarship of our American encyclopaedias., em
American Historical Review
(1911) (em inglês)
Opiniões
[
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|
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]
Várias autoridades, desde
Virginia Woolf
até professores académicos, têm criticado a
Britannica
por conter opiniões
burguesas
e antiquadas sobre as artes, a literatura e as ciências sociais.
[
29
]
Por exemplo, a 11.ª edição foi acusada de negligenciar a obra de
Sigmund Freud
. Um professor contemporâneo da
Universidade Cornell
,
Edward B. Titchener
, escreveu, "a
Britannica
não reproduz a atmosfera filosófica dos seus dias e sua geração… Apesar da aura de autoridade, e apesar da fiscalização do pessoal, a grande maioria dos artigos secundários, em geral, psicologia;… não estão adequados aos parâmetros da cultura do leitor".
[
43
]
Racismo e sexismo em edições anteriores
[
editar
|
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]
Pelos padrões modernos, as edições passadas da
Britannica
contiveram artigos cobertos de
racismo
e
sexismo
.
[
29
]
A 11.ª edição caracteriza a
Ku Klux Klan
como que protegendo a
raça branca
e restaurando a ordem aos
estados sulistas
depois da
guerra civil
, citando a necessidade de "controlar os negros" para "prevenir qualquer combinação de raças" e "a frequente ocorrência do crime de violação de mulheres brancas, por homens negros".
[
44
]
[
45
]
Similarmente, o verbete sobre
Civilização
argumenta sobre
eugenia
, afirmando que é irracional "propagar pessoas com baixo grau de inteligência, aumentando as fileiras dos pobres, deficientes e criminosos, que hoje em dia constituem obstáculo a ameaçar o progresso racial".
[
46
]
A 11.ª edição não biografou
Marie Curie
, apesar de ela ter recebido o
Nobel de Física
de 1903 e o
Nobel de Química
de 1911, embora seja brevemente mencionada na biografia do marido
Pierre Curie
.
[
47
]
A
Britannica
empregava uma vasta equipa feminina, que escreveu centenas de verbetes, pelos quais não obtiveram qualquer crédito.
[
29
]
Imprecisão
[
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|
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]
Em 1912, o
matemático
L. C. Karpinski
criticou a 11.ª edição da
Britannica
pelas suas muitas imprecisões em artigos de
história da matemática
, nenhum dos quais havia sido escrito por especialistas da área.
[
48
]
Em 1917, o crítico de arte
Willard Huntington Wright
publicou o livro,
Misinforming a Nation
,
[
49
]
que trouxe a público as imprecisões na língua inglesa da 11.ª edição, particularmente nos verbetes sobre humanidades. Muito das críticas de Wright foram também endereçadas a edições posteriores da
Britannica
. No entanto, o seu livro foi acusado de polêmico por alguns órgãos da imprensa de seu tempo; por exemplo, o
New York Times
descreveu-o como "livro maldoso e frívolo", enquanto o
The New Republic
opinava que "é uma infelicidade para o propósito do Sr. Wright, o facto de ter procedido de modo anticientífico e ter justificado tão pouco a sua crítica".
[
3
]
Outro crítico, o escritor inglês e antigo padre
Joseph McCabe
, afirmou em seu livro
Lies And Fallacies of The Encyclopædia Britannica
(1947), que a
Britannica
era susceptível à pressão editorial da
Igreja Católica Romana
.
[
50
]
A
Britannica
sempre admitiu que os erros eram inevitáveis numa enciclopédia. Falando da 3.ª edição (1788-97), seu editor-chefe
George Gleig
escreveu que “a perfeição parece ser incompatível com a natureza do trabalho de construir-se algo como este planejado, e que alberga tamanha variedade de assuntos”. Mais recentemente (março de 2006), a Britannica trouxe uma mensagem onde se lia que “nós nunca insinuamos que a
Britannica
é livre de erros, nunca fizemos tal afirmação”.
[
11
]
O sentimento é expresso pelo editor original da obra, William Smellie:
No que diz respeito aos erros em geral, quer surjam sob a epígrafe de intelectuais, tipográficos ou acidentais, estamos conscientes de sermos capazes de indicar um número maior do que qualquer um dos críticos. Homens que não estão familiarizados com as imensas dificuldades que assistem à execução dum trabalho de tal natureza e extensão fazem seu próprio salário. A estes nós apelamos, para que somente então possamos descansar satisfeitos com o julgamento que proferirem.
— 
William Smellie
, With regard to errors in general, whether falling under the denomination of mental, typographical or accidental, we are conscious of being able to point out a greater number than any critic whatever. Men who are acquainted with the innumerable difficulties of attending the execution of a work of such an extensive nature will make proper allowances. To these we appeal, and shall rest satisfied with the judgment they pronounce., no prefácio da 1.ª edição da Britannica (em inglês)
Situação atual 
[
quando?
]
[
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|
editar código
]
Versão impressa de 2007
[
editar
|
editar código
]
Desde 1985, a enciclopédia está dividida em quatro partes: a
Micropædia
,
a
Macropædia
,
a
Propædia
,
e os dois volumes do índice. Seus verbetes estão contidos na
Micro-
e
Macropædia
com doze e 17 volumes, respectivamente, cada um deles contendo aproximadamente mil páginas. A versão de 2007 traz 699 artigos na
Macropædia
, que variam em tamanho de duas até 310 páginas, contendo referências e nome dos autores; em contrapartida, a
Micropædia
possui cerca de 65 mil verbetes, a grande maioria dos quais (em volta de 97%) contendo menos que 750 palavras, nenhuma referência e nenhum colaborador assinando.
[
24
]
Estes artigos foram planejados para oferecer uma informação rápida, e para auxiliar a localização rápida do conteúdo disponível na
Macropædia
que, por sua vez, possui artigos elaborados por autoridades e bem-escritos dentro de cada especialização, contendo dados reunidos sobre o tema que não se encontram noutra parte.
[
1
]
O mais longo artigo, com 310 páginas é sobre os Estados Unidos, e é resultado da fusão dos artigos de todos os 50 estados. As informações podem ser encontradas seguindo-se as referências cruzadas entre
Micro
e
Macropædia
— embora elas sejam escassas, sendo calculada uma média de uma referência cruzada por página.
[
2
]
Consequentemente, recomenda-se aos leitores que façam a busca no índice alfabético inicialmente, ou à
Propædia
, que organizam o conteúdo geral através de tópicos.
[
6
]
O lema da
Propædia
é "
Esboço do Conhecimento
" (
Outline of Knowledge
), indicando que pretende realizar uma organização lógica para todo o conhecimento humano. Efetivamente, esse esboço é usado pelos editores da enciclopédia para decidir quais artigos devem ser incluídos nas duas outras subdivisões. Também tem a pretensão de servir de guia ao consulente, sugerindo-lhe os artigos que deverá ler para ter um conhecimento mais aprofundado sobre o tópico.
[
5
]
As
bibliotecas
, entretanto, constataram que este volume é raramente utilizado, e os revisores sugeriram que fosse abolido da enciclopédia.
[
51
]
A
Propædia
também possui transparências coloridas da
anatomia humana
, e vários apêndices contendo a listagem dos membros administrativos, conselheiros e colaboradores de todas as três subdivisões da obra.
[
5
]
Vistas juntas,
Micropædia
e
Macropædia
contêm cerca de 40 milhões de palavras e 24 mil imagens.
[
6
]
Os dois volumes de índice têm 2 350 páginas, listando 225 274 tópicos com 474 675 sub-entradas sob esses tópicos. Em geral, a
ortografia britânica
é preferida sobre
a norte-americana
;
[
2
]
como exemplo, a palavra
colour
é usada ao invés de
color
,
centre
no lugar de
center
e
encyclopaedia
em vez de
encyclopedia
. Entretanto, algumas exceções ocorrem, como uso de
defense
ao invés do britânico
defence
.
[
52
]
A solução alternativa encontrada é o uso de referências cruzadas como em "Color:
see
Colour".
Desde 1936 os artigos são revisados em períodos regulares, considerando que a cada ano ao menos 10% deles sejam revisados.
[
2
]
[
4
]
De acordo com um dos
sítios
da
Britannica
, 46% dos artigos são revisados a cada três anos;
[
53
]
entretanto, em outro sítio, é informado que apenas 35% dos verbetes sofrem revisão neste período.
[
54
]
A ordenação alfabética dos artigos na
Micro-
e
Macropædia
segue a regras rígidas.
[
55
]
Diacríticos
e letras não usadas no
inglês
são ignorados, enquanto entradas numéricas como "
1812, War of
" são ordenadas como se os números fossem escritos na forma cardinal ("
Eighteen-twelve, War of
"). Verbetes com nomes iguais recebem a seguinte ordem: primeiro as pessoas, depois os lugares e por último as coisas. Governantes com nomes idênticos são sequenciados primeiro pelo país, e em seguida pela cronologia; Assim, Carlos III da França (
Charles III of France
) precede Carlos I do Reino Unido (
Charles I of England
), por ser listado na
Britannica
como rei da Grã-Bretanha e Irlanda (
Great Britain and Ireland
) — ou seja, são listados como se seus nomes fossem escritos assim: "
Charles, France, 3
" e "
Charles, Great Britain and Ireland, 1
". De forma similar, os lugares de nomes iguais são organizados alfabeticamente pelos países, e depois pela condição das subdivisões políticas.
[
carece de fontes
?
]
Material impresso relacionado
[
editar
|
editar código
]
Existem diversas edições abreviadas da enciclopédia
Britannica
. A
Concise
, por exemplo, reúne num só volume 28 mil verbetes curtos que condensam os 32 volumes da edição integral.
[
56
]
A
Compton's by Britannica
, que incorpora o formato da
Enciclopédia Compton
, e dirigida a crianças e adolescentes entre 10-17 anos, consiste em 26 volumes e 11 mil páginas.
[
57
]
Outros produtos incluem o
My First Britannica
, voltado para crianças entre 6 a 12 anos, e a
Britannica Discovery Library
, escrita para crianças com idades de 3 a 6 anos.
[
58
]
Desde 1938 a
Encyclopædia Britannica, Inc.
edita anualmente o
Book of the Year
(
Livro do Ano
), reunindo os eventos ocorridos no último ano, que estão disponíveis on-line a partir da edição de 1994 (com os eventos de 1993, portanto).
[
carece de fontes
?
]
A companhia ainda edita material especializado de referência, trabalhos como "
Shakespeare: The Essential Guide to the Life and Works of the Bard
" (
Shakespeare: O Guia Essecial da Vida e da Obra do Bardo
) (Wiley, 2006).
[
carece de fontes
?
]
Midia eletrônica
[
editar
|
editar código
]
O
Britannica Ultimate Reference Suite 2006 DVD
contém mais de cem mil artigos.
[
59
]
Inclui 73 645 artigos da
Britannica
impressa, com restante de material da
Britannica Student Encyclopædia
, da
Britannica Elementary Encyclopædia
e do
Britannica Book of the Year
(1993–2004), e ainda alguns artigos "clássicos" das primeiras versões da enciclopédia. O pacote inclui uma gama de conteúdos adicionais, como
mapas
,
vídeos
,
clipes sonoros
,
animações
e ligações à
web
. Também oferece ferramentas de estudo e entradas de
dicionário
e
léxico
da
Merriam-Webster
.
[
carece de fontes
?
]
A
Encyclopædia Britannica On-line
é um
site
com mais de 120 mil artigos atualizados regularmente.
[
60
]
Possui referências diárias, atualizações e ligação para notícias do
The New York Times
e da
BBC
. A assinatura do conteúdo pode ser anual, mensal ou semanal.
[
61
]
Planos especiais de assinatura são oferecidos a
escolas
,
faculdades
e
bibliotecas
; estes subscritores institucionais são uma parte importante dos negócios da
Britannica
. Alguns artigos têm acesso livre, mas são exibidas apenas algumas linhas de texto. Iniciado no começo de 2007, a
Britannica
vem disponibilizando ligações para artigos com acesso livre, em sítios externos.
[
62
]
Tais ligações externas melhoram com frequência o
ranking
dos artigos nos resultados dos
buscadores
.
Em 20 de fevereiro de 2007 a
Encyclopædia Britannica, Inc.
anunciou que irá trabalhar com a companhia de buscas em
telefonia móvel
AskMeNow
a fim de lançar uma enciclopédia móvel.
[
63
]
Os usuários poderão enviar uma pergunta por
mensagem de texto
, e a AskMeNow procurará num dos 28 mil verbetes da
Britannica
uma resposta concisa para a questão. Tópicos diários, que serão enviados diretamente aos celulares dos usuários, também fazem parte do plano.
[
carece de fontes
?
]
Responsáveis e colaboradores
[
editar
|
editar código
]
Colaboradores
[
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|
editar código
]
A versão impressa de 2007 da
Britannica
ostenta 4 411 colaboradores, com figuras proeminentes, entre eles o
Nobel de Economia
Milton Friedman
, o
astrônomo
Carl Sagan
e o
cirurgião
Michael DeBakey
.
[
64
]
Um quarto dos colaboradores já morreu, alguns há tempo tão distante como em 1947 (caso de
Alfred North Whitehead
), enquanto outro quarto é aposentado ou emérito. A maioria (98%, aproximadamente), contribui para um único artigo; entretanto, 64 contribuíram em três artigos, 23 ajudaram em quatro, dez contribuíram em cinco e oito contribuíram em mais de cinco verbetes. Uma exceção prolífica foi o Drª.
Christine Sutton
, da
Universidade de Oxford
, que contribuiu em 24 artigos sobre
física de partículas
.
[
carece de fontes
?
]
Administração
[
editar
|
editar código
]
Retrato de
Thomas Spencer Baynes
, editor da 9.ª edição, pintado em 1888, atualmente no Senado Acadêmico da
Universidade de St. Andrews
, na
Escócia
Dale Hoiberg
, um
sinólogo
, é presentemente o vice-presidente sênior e editor-chefe da Britannica.
[
65
]
Seus predecessores como editores-chefes foram
Hugh Chisholm
(1902–1924),
James Louis Garvin
(1926–1932),
Franklin Henry Hooper
(1902–1938),
Walter Yust
(1938–1960),
Harry Ashmore
(1960–1963),
Warren E. Preece
(1964–1968, 1969–1975), Sir
William Haley
(1968–1969),
Philip W. Goetz
(1979–1991),
[
1
]
e
Robert McHenry
(1992–1997).
[
66
]
Anita Wolff
e
Theodore Pappas
são
[
quando?
]
a editora assistente e editor executivo, respectivamente.
[
65
]
Editores executivos anteriores incluem
John V. Dodge
(1950–1964)
e Philip W. Goetz.
[
carece de fontes
?
]
A
Britannica
mantém um departamento editorial com cinco editores seniores, e nove editores associados, supervisado por
Dale Hoiberg
e outros quatro. O departamento editorial auxilia na autoria dos artigos da
Micropædia
e nalgumas seções da
Macropædia
.
[
67
]
Conselheiros editoriais
[
editar
|
editar código
]
A
Britannica
possui um quadro de conselheiro editoriais, que correntemente inclui 14 acadêmicos distintos:
[
68
]
[
69
]
Sobre presidentes
equatorianos
—
Rosalía Arteaga
,
Fisiologia
/laureados com o
Nobel de Fisiologia ou Medicina
—
David Baltimore
,
Literatura religiosa — Wendy Doniger,
Economia política
—
Benjamin M. Friedman
,
Conselho de Relações Externas, presidente emérito — Leslie H. Gelb,
Laureados do
Nobel de Física
—
Murray Gell-Mann
,
Carnegie Corporation of New York, presidente — Vartan Gregorian,
Vencedores do
Prêmio Pritzker de Arquitetura
—
Zaha Hadid
,
História da
Guerra Civil dos Estados Unidos da América
— James M. McPherson,
Filósofos
—
Thomas Nagel
,
Ciência cognitiva
—
Donald Norman
,
Musicologia
— Don Michael Randel,
Laureados com o
Nobel de Economia
— Amartya Sem e Barão Sutherland of Houndwood.
A
Propædia
e seu
Outline of Knowledge
são feitos por dúzias de conselheiros editoriais sob a direção de Mortimer J. Adler.
[
70
]
Metade destes conselheiros já é falecida, incluindo antigos chefes dos editores dessa seção:
René Dubos
(
m.
1982)
,
Loren Eiseley
(
m.
1977)
,
Harold D. Lasswell
(
m.
1978)
,
Mark Van Doren
(
m.
1972)
,
Peter Ritchie Calder
(
m.
1982)
e
Mortimer J. Adler
(
m.
2001)
. A
Propædia
lista ainda quatro mil colaboradores consultados, mas que não assinaram os artigos da
Micropædia
.
[
71
]
Estrutura corporativa
[
editar
|
editar código
]
Em janeiro de 1996, a
Britannica
pertencente à
Fundação Benton
, foi comprada pelo milionário
suíço
das finanças
Jacqui Safra
,
[
72
]
e que atualmente é o presidente do quadro administrativo. Em 1997,
Don Yannias
, sócio de longa data e conselheiro de negócios de Safra, tornou-se o executivo-chefe da
Encyclopædia Britannica, Inc.
.
[
73
]
Uma nova companhia, a
Britannica.com Inc.
, foi iniciada em
spin-off
em 1999, para desenvolver uma versão digital da
Britannica
, tendo Yannias a chefia desse empreendimento, enquanto o cargo equivalente da Encyclopædia Britannica, Inc. permaneceu acéfalo por dois anos. A gestão de Yannias deu prejuízos, grandes demissões e perdas financeiras.
[
74
]
Em 2001, ele foi finalmente substituído por
Ilan Yeshua
, que reuniu a direção das duas companhias.
[
75
]
Yannias retornou mais tarde como administrador financeiro, mas não mais integrou o Conselho de Administração da
Britannica
.
[
carece de fontes
?
]
Em 2003, o então consultor administrativo
Jorge Aguilar-Cauz
foi nomeado presidente da Encyclopædia Britannica, Inc.
[
7
]
Cauz é executivo sênior e reporta-se diretamente ao Conselho Administrativo da empresa. Apesar de seu estilo dominador e acadêmico, realizou alianças agressivas com outras empresas e estendeu a marca Britannica como um marco e como produto de referência educativa, continuando uma estratégia iniciada ainda em meados dos anos 1930 por seu predecessor
Elkan Harrison Powell
.
[
76
]
Sob a propriedade de Safra a companhia sofreu dificuldades financeiras, o que foram enfrentadas com a redução dos preços de seus produtos e implementação de drásticos cortes de gastos. De acordo com um relatório de 2003 do
New York Post
, a administração da
Britannica
demitiu os empregados do plano
40 (k)
e encorajou o uso de imagens sem
direito autoral
. Estas mudanças, porém, tiveram impactos negativos, como, por exemplo, a demora de seis meses no pagamento dos colaboradores independentes, e seu pessoal passou vários anos sem melhoria de salários
[
77
]
A
Encyclopædia Britannica, Inc.
possui atualmente as marcas registradas das palavras
Britannica
,
Encyclopædia Britannica
,
Macropædia
,
Micropædia
, e
Propædia
, como também do seu
logotipo
em formato de
cardo
. Vem exercendo seus direitos de copyright desde 2005.
[
78
]
[
79
]
Concorrência
[
editar
|
editar código
]
Por ser uma obra genérica, a
Britannica
não compete com enciclopédias especializadas, como por exemplo uma
Encyclopedia of Mathematics
ou um
Dictionary of the Middle Ages
(
Dicionário da Idade Média
), obras que podem dedicar muito mais espaço aos temas específicos de que tratam. Em seus primeiros anos, o principal concorrente, em
língua inglesa
, era a enciclopédia geral de
Ephraim Chambers
e, logo após,
Rees's Cyclopaedia
e a
Encyclopaedia Metropolitana
, de
Coleridge
. No
século XX
, os mais diretos competidores foram
Collier's Encyclopedia
,
a
Encyclopedia Americana
,
e o
World Book Encyclopedia
. Cada uma dessas publicações tinha qualidades para tornar-se excelente, com escrita excepcionalmente clara ou ilustrações soberbas. Não obstante, era consideração geral que a
Britannica
possuía maior autoridade do que qualquer outra enciclopédia em língua inglesa,
[
29
]
especialmente em razão de sua extensa abrangência e por possuir em seus quadros autores eminentes. Entretanto, a versão impressa da Britannica é mais cara do que a de seus competidores.
[
1
]
[
2
]
Samuel Taylor Coleridge
foi um enciclopedista concorrente, com seu
Tratado Preliminar do Método
[
necessário esclarecer
]
Desde o começo dos anos 1990 que a
Britannica
enfrenta o desafio de novas fontes de informação digitais. A
internet
, facilitada com o desenvolvimento dos
sistemas de busca
, cresceu como uma fonte comum de informação para muitas pessoas, provendo acesso fácil e rápido a fontes originais seguras e opiniões de expertos, graças em parte a iniciativas como o
Google Books
, o
MIT
e seu
MIT OpenCourseWare
, e ainda a
PubMed Central
— uma biblioteca livre da
National Library of Medicine
.
[
80
]
[
81
]
Em geral, a internet tende a prover cobertura mais atual do que a
mídia impressa
, devido à facilidade de atualização.
[
82
]
Em campos com rápidas mudanças tal como
ciência
,
tecnologia
,
política
,
cultura
e
história moderna
, a
Britannica
luta para manter-se atualizada, um problema que foi sistematicamente analisado, inicialmente por seu ex-editor
Walter Yust
.
[
22
]
Embora a enciclopédia esteja disponível atualmente em
multimídia
e ainda na
internet
, sua primazia é desafiada por outras enciclopédias on-line, como a
Encarta
e a
Wikipédia
.
[
carece de fontes
?
]
Enciclopédias impressas
[
editar
|
editar código
]
A
Encyclopædia Britannica
foi comparada com outras enciclopédias impressas, tanto qualitativa como quantitativamente.
[
1
]
[
2
]
[
24
]
O comparativo mais famoso foi feito em nos anos 1990 por
Kenneth Kister
, que traçou um paralelo desta com a
Collier's Encyclopedia
e a
Encyclopedia Americana
.
[
1
]
Para a análise
quantitativa
, dez artigos foram escolhidos ao acaso:
circuncisão
,
Charles Drew
,
Galileu
,
Philip Glass
,
cardiopatia
(
doenças cardíacas
),
QI
,
urso panda
,
assédio sexual
,
Santo Sudário
e
Uzbequistão
— e notas (A-D, F) foram atribuídas em quatro categorias: amplitude, precisão, clareza e atualização. Em todas as quatro categorias avaliadas, e para as três enciclopédias, as médias atribuídas ficaram entre B- e B+, principalmente porque nenhuma delas apresentava, em 1994, nenhum
verbete
sobre assédio sexual. Na categoria
precisão
, a
Britannica
recebeu um
D
e oito
A
s. A
Encyclopedia Americana
teve oito
A
s, e a
Collier's
recebeu um
D
e sete
A
s; Assim a
Americana
ficou com 95%, enquanto as duas outras tiveram 92% no quesito
precisão
. A edição de 1994 da
Britannica
falhou por publicar uma história polêmica sobre Charles Drew, que havia sido desmentida há muito tempo. No quesito
cronologia
, a
Britannica
recebeu aprovação de 86%, a
Americana
90% e a
Collier's
85%. Depois de uma análise comparativa mais completa entre as três enciclopédias, Kister recomendou a
Collier's Encyclopedia
como a superior entre as três, considerando principalmente a escrita excelente, apresentação equilibrada e facilidade na consulta.
[
carece de fontes
?
]
Enciclopédias digitais e mídias ópticas
[
editar
|
editar código
]
O mais notável competidor da
Britannica
em matéria de enciclopédias digitais em CD/DVD-ROM é a
Encarta
,
[
83
]
uma moderna enciclopédia de multimédia que incorpora três enciclopédias impressas:
Funk and Wagnalls
,
Collier's
e
New Merit Scholar
. A
Encarta
é a mais vendida enciclopédia multimédia, tomando por base a venda a
varejo
no mercado norte-americano entre janeiro de 2000 a fevereiro de 2006.
[
84
]
Ambas ocupam a mesma faixa de preços, sendo que em 2007 o último
CD
ou
DVD
da
Encyclopædia Britannica
valia 50
dólares estadunidenses
e o DVD da
Microsoft Encarta Premium 2007
valia 45 dólares estadunidenses. A
Britannica
possui cem mil artigos, além do Dicionário
Merriam-Webster
(somente na edição norte-americana), e oferece edições mais simplificadas para as
escolas primárias
e
secundárias
. A
Encarta
possui 66 mil verbetes, uma interface amigável personalizada, mapas interativos,
matemática
,
gramática
e ferramentas para trabalhos escolares,
dicionários
de
língua inglesa
em versões dos EUA e do
Reino Unido
, e uma edição para jovens.
[
85
]
Assim como a
Encarta
, a
Britannica
foi criticada por ter edição parcial, dirigida ao público estadunidense; verbetes referentes ao Reino Unido são bem menos atualizados, os mapas dos EUA são mais detalhados que dos demais países e falta um dicionário do Reino Unido.
[
83
]
As duas enciclopédias estão disponíveis on-line por assinatura, embora mantenham parte do conteúdo para livre acesso.
[
86
]
Enciclopédias da internet
[
editar
|
editar código
]
Alternativas on-line para a
Britannica
incluem a
Wikipédia
, uma iniciativa livre e pioneira na
Web
, com conteúdo livre. A
Wiki
recebe um tráfego 450 vezes maior que a versão on-line da
Britannica
, segundo estatísticas independentes de visita em páginas feitas pela
Alexa
, nos primeiros três meses de 2007.
[
87
]
Julgando pelos mais recentes dados de número de artigos ou palavras, a versão anglófona da
Wikipédia
é 20 vezes maior que a
Britannica
.
[
88
]
Uma diferença fundamental entre as duas enciclopédias reside na autoria dos verbetes. Os 699 artigos da
Macropædia
em geral são produzidos por colaboradores identificados, e os 65 mil da
Micropædia
são fruto do corpo editorial e identifica apenas os consultores. Assim, um verbete da
Britannica
ou identifica seu autor, ou um grupo de possíveis autores (o corpo editorial). Com exceção destes últimos, a maioria dos colaboradores da
Britannica
é de peritos em suas áreas, inclusive com laureados pelo
prêmio Nobel
.
[
64
]
Em contrapartida, os artigos da
Wikipédia
são escritos por uma comunidade de editores de níveis variados de conhecimento: a maioria dos editores não atribui nenhuma especialização em particular; dentre aqueles que o fazem, muitos são anônimos e não possuem alguma credencial verificável.
[
89
]
Outra diferença é a velocidade de mudanças nos verbetes: a
Britannica
é publicada em modo impresso em intervalos de poucos anos, ao passo em que os artigos da
Wiki
mudam com frequência. Esta vem recebendo críticas em vários aspectos,
[
90
]
e argumenta-se
[
91
]
que não se pode esperar que venha competir com a
Britannica
em termos de precisão.
Em 14 de dezembro de 2005, o jornal científico
Nature
informou que existiam 162 erros na Wikipédia contra 123 na
Britannica
, dentro de 42 verbetes sobre ciências gerais, fortuitamente selecionados.
[
10
]
Em sua réplica, detalhada em 20 páginas, a Encyclopædia Britannica, Inc. caracterizou o estudo da
Nature
como falho e enganado,
[
11
]
e exigiu uma "imediata" retratação. Observou que dois dos artigos eram estudos feitos pelo "livro do ano" da edição, e não eram enciclopédicos; outros dois pertenciam à
Compton's Encyclopedia
(chamadas pelo sítio oficial da companhia de "
Britannica Student Encyclopedia
" —
enciclopédia estudantil
). A refutação menciona que alguns dos artigos apreciados pelos revisores eram combinados de vários verbetes, e que os outros artigos eram apenas excertos e foram penalizados por omissões factuais. A companhia também observou que vários fatos classificados pela
Nature
como erros eram variações menores de
ortografia
, e vários dos demais alegados erros eram questão de interpretação. A
Nature
defendeu sua publicação e não se retratou, declarando ainda que, como comparava a
Wikipédia
com a versão na rede da
Britannica
, utilizou-se do material que esta última disponibilizava em seu sítio da Web.
[
92
]
Histórico das edições
[
editar
|
editar código
]
Edição/suplementar
Anos de publicação
Tamanho
Chefe(s) de editorial
Notas
1.ª
1768–1771
3 volumes, 2.670 págs., 160 clichês
William Smellie
Em grande parte trabalho dum só editor, Smellie; 30 artigos maiores que 3 págs.
2.ª
1777–1784
10 volumes, 8.595 págs., 340 clichês
James Tytler
150 artigos longos; erros de páginação; todos os mapas no artigo "Geografia"
3.ª
1788–1797
18 volumes, 14579 págs., 542 clichês
Colin Macfarquhar
e
George Gleig
42 mil libras de lucro em dez mil cópias vendidas; introdução dos
símbolos químicos
suplementar da 3.ª
1801
2 volumes, 1624 págs., 50 clichês
George Gleig
Copyright de
Thomas Bonar
, primeira dedicada ao Rei.
4.ª
1801–1809
20 volumes, 16033 págs., 581 clichês
James Millar
Primeira a reter o copyright dos autores
5.ª
1817
20 volumes, 16017 págs., 582 clichês
James Millar
Perdas financeiras com Millar e herdeiros de
Andrew Bell
; direitos da Britannica vendidos a
Archibald Constable
suplementar da 5.ª
1816–1824
6 volumes, 4.933 págs., 125 clichês
[
nt 1
]
Macvey Napier
Recrutados colaboradores famosos, como Sir
Humphry Davy
,
Sir Walter Scott
,
Malthus
6.ª
1820–1823
20 volumes
Charles Maclaren
Falência
de
Constable
em 19 de janeiro de 1826; direitos sob fiança de
Adam Black
7.ª
1830–1842
21 volumes, 17.101 págs., 506 clichês, 187 págs. index
Macvey Napier
, assistido por
James Browne
, LLD
Aumento dos colaboradores famosos, como Sir David Brewster,
Thomas de Quincey
, Antonio Panizzi
8.ª
1853–1860
21 volumes, 17,957 págs., 402 clichês; separata 239 págs. index, publicada em 1861
[
nt 2
]
Thomas Stewart Traill
Alguns artigos longos copiados da 7.ª ed.; 344 colaboradores, incluindo
William Thomson
9.ª
1875–1889
24 volumes, com um volume de índice
Thomas Spencer Baynes
(1875–80); depois
W. Robertson Smith
Algumas cópias da 8.ª ed., mas a maior parte é trabalho novo; ponto alto na participação acadêmica; amplamente pirateada nos EUA
[
nt 3
]
10.ª,
suplementar da 9.ª
1902–1903
11 volumes, além dos 24 volumes da 9.ª
[
nt 4
]
Sir
Donald Mackenzie Wallace
e
Hugh Chisholm
, em
Londres
;
Arthur T. Hadley
&
Franklin Henry Hooper
em
New York City
Parceiros norte-americanos compram os direitos da
Britannica
em 9 de Maio de 1901; método de venda de grande pressão.
11.ª
1910–1911
28 volumes, mais volume de índice
Hugh Chisholm em Londres, Franklin Henry Hooper em New York
Outro ponto alto na participação de acadêmicos e escritores; mais artigos do que a 9.ª, embora menores e mais simples; dificuldades financeiras para o dono,
Horace Everett Hooper
; direitos vendidos para
Sears Roebuck
em 1920
12.ª,
suplementar da 11.ª
1921–1922
3 volumes, além dos 28 volumes da 11.ª
[
nt 5
]
Hugh Chisholm em
Londres
, Franklin Henry Hooper em
Nova Iorque
Sumário dos estados do mundo antes, durante e após a
Primeira Guerra Mundial
13.ª,
suplementar da 11.ª
1926
3 volumes, além dos 28 volumes da 11.ª
[
nt 6
]
James Louis Garvin em Londres, Franklin Henry Hooper em New York City
Substitui os volumes da 12.ª edição; perspectiva melhorada dos eventos de 1910–1926
14.ª
1929–1933
24 volumes
[
nt 7
]
James Louis Garvin em Londres, Franklin Henry Hooper em Nova Iorque
Publicada justamente antes da catástrofe financeira da
Grande Depressão
revisão da 14.ª
1933–1973
24 volumes
Franklin Henry Hooper até 1938; depois
Walter Yust
,
Harry Ashmore
,
Warren E. Preece
,
William Haley
Início da revisão contínua, em 1936: todo artigo é revisado ao menos duas vezes a toda década
15.ª
1974–1984
30 volumes
[
nt 8
]
Warren E. Preece
, depois
Philip W. Goetz
Introdução da estrutura tripartida; artigos divididos em
Micropædia
e
Macropædia
;
Propædia
Outline of Knowledge; eliminação do índice em separado
1985–presente
32 volumes
[
nt 9
]
Philip W. Goetz
, seguido por
Robert McHenry
, atualmente
Dale Hoiberg
Restaurados os dois volumes index; fusão de artigos da
Micropædia
e
Macropædia
; ligeiramente ampliada; novas versões lançadas em poucos anos
Notas sobre as edições
↑
Suplementar da quarta, quinta, e sexta edições da Encyclopædia Britannica. Com dissertação preliminar da história das ciências.
↑
Entre a 8.ª e a 14.ª edições está incluído um volume separado de índice.
↑
A 9.ª edição traz artigos escritos por notáveis da época, como
James Maxwell
em
eletricidade
e
magnetismo
, e
William Thomson
(que tornou-se Lord Kelvin) sobre
calor
.
↑
A 10.ª edição incluía um volume de mapas e um volume cumulativo de índices da 9.ª e 10.ª edições:
os novos volumes constituem uma combinação dos volumes existentes na 9.ª e 10.ª edições e também possui uma nova, distinta e independente biblioteca de referências, que trata de eventos recentes e pregressos
.
↑
Vols. 30–32 […] Os novos volumes constituem, em combinação com os 29 volumes da 11.ª edição, a 12.ª edição
.
↑
Este suplemento substitui o anterior:
Os três novos volumes suplementares constituem, com os volumes da última edição padrão, a 13.ª edição.
↑
Esta edição foi a primeira a ser mantida com revisão atualizada de modo ininterrupto (normalmente anual).
↑
A 15.ª edição (introduzida como "Britannica 3") foi publicada em três partes: dez volumes da
Micropædia
(que continha artigos curtos e servia como índice), 19 volumes da
Macropædia
, e ainda a
Propædia
(veja o texto). Foi reorganizada em 1985, passando a ter 12 e 17 volumes na
Micro-
e
Macropædia
.
↑
Em 1985 o sistema foi modificado para adição de dois volumes em separado com o índice; os artigos da
Macropædia
foram consolidados com alguns acréscimos, de textos maiores (por exemplo, os verbetes anteriormente em separado sobre os 50
estados dos Estados Unidos
foram todos incluídos no artigo do país), e alguns verbetes de tamanho médio foram movidos para a
Micropædia
.
A primeira edição em
CD-ROM
foi feita em 1994. Nesta época foi oferecida uma versão on-line por assinatura. Em 1999 uma versão livre foi oferecida, enquanto nenhuma nova impressão foi feita. A experiência terminou em 2001, e uma nova versão impressa foi feita em 2002.
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Além de prover um bom resumo da história e dos produtos descontinuados da
Britannica
, este artigo ainda descreve o ciclo de vida de uma típica edição da
Britannica
. Normalmente, um nova edição começa com fortes vendas, que gradualmente começam a decair assim que a enciclopédia se torna desatualizada. Quando se inicia o trabalho numa nova edição, o fato espalha-se e as vendas da velha edição param, efetivamente, mesmo na hora em que as necessidades de capital são maiores: uma nova equipe editorial precisa ser montada, verbetes comissionados, etc.
Elkan Harrison Powell
identificou esta flutuação cíclica como um perigo chave para a saúde da enciclopédia, que ele espera superar com sua política inovadora de revisão contínua.
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é difícil de ser usada […]. a divisão do conteúdo entre
Micropædia
e
Macropædia
tornou necessária a consulta a outros volumes na maioria dos casos; realmente, a nossa experiência mostrou que até mesmo buscas simples poderiam envolver oito ou nove volumes.
 
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esta arrumação não possui nada que a recomende, além da novidade comercial
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It is called the
Micropædia
, for 'little knowledge', and little knowledge is what it provides. It has proved to be grotesquely inadequate as an index, radically constricting the utility of the
Macropædia
.
É chamada
Micropædia
, por ser 'pouco conhecimento', e pouco conhecimento é o que provê. Também provou ser grotescamente inadequada como um índice, enquanto radicalmente restringia a utilidade da
Macropædia
 
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