Colônia do Sacramento – Wikipédia, a enciclopédia livre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B4nia_do_Sacramento

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Início
1
História
Alternar a subsecção História
1.1
Antecedentes
1.2
A Colônia do Santíssimo Sacramento
1.3
Traficantes de Escravos - Século XVIII
1.4
A Nova Colônia do Santíssimo Sacramento
1.5
Do Tratado de Madrid ao Tratado de Badajoz
1.6
Da incorporação da Cisplatina à Independência do Uruguai
2
Geografia e clima
3
Turismo
Alternar a subsecção Turismo
3.1
Centro histórico
3.2
Real de San Carlos
4
Cidades-irmãs
5
Ver também
6
Notas
7
Referências
8
Bibliografia
9
Ligações externas
Alternar o índice
Colônia do Sacramento
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العربية
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Asturianu
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)  •
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 •
CAPES
).
(
Maio de 2014
)
Colônia do Sacramento
Colonia del Sacramento
Colônia do Sacramento
Colónia do Sacramento, Uruguai: Rua do Comércio.
País
Uruguai
Fundação
1680 (por
Manuel Lobo
)
População
25 762 habitantes
Censo
2011
Altitude
23 metros
Latitude
34°28'5" Sul
Longitude
57°50'27" Oeste
Gentílico
coloniense
Site
www
.colonia
.gub
.uy
Uruguai
Colônia do Sacramento
(
português brasileiro
)
ou
Colónia do Sacramento
(
português europeu
)
(em
castelhano
:
Colonia del Sacramento
) é uma
cidade
do
Uruguai
,
capital
do
departamento de Colônia
. Tem origem na antiga cidade de
Colônia do Santíssimo Sacramento
, fundada em 22 de janeiro de 1680 por
Manuel Lobo
, então
Governador da Capitania Real do Rio de Janeiro
, a mando do
Império Português
no
século XVII
.
[
1
]
[
2
]
A área onde localiza-se a fundação portuguesa faz parte do Centro Histórico, reconhecido pela
UNESCO
como
Patrimônio da Humanidade
.
História
[
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|
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]
Antecedentes
[
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|
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]
Alguns anos após o
Descobrimento do Brasil
, uma expedição comandada por
Martim Afonso de Sousa
chegou com suas
caravelas
até ao estuário do
Rio da Prata
, com a missão de colocar marcos de posse portuguesa na margem esquerda da foz daquele rio, tendo, entretanto, sido incapaz de completá-la em razão do naufrágio de sua embarcação.
[
3
]
A Colônia do Santíssimo Sacramento
[
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|
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]
Painel de azulejos representando a fundação de Colônia (Museu Português de Colônia).
A Coroa Portuguesa expressou novamente os seus interesses em estender as fronteiras meridionais de sua colônia americana até ao Rio da Prata quando determinou ao governador e capitão-mor da
capitania do Rio de Janeiro
, D.
Manuel Lobo
(1678-1679), que fundasse uma fortificação na margem esquerda daquele rio.
[
4
]
Desse modo, com o apoio dos comerciantes do Rio de Janeiro, desejosos de consolidar os seus já expressivos negócios com a América Espanhola,
[
5
]
a expedição de D. Manuel Lobo aporta em
Santos
em fins de 1679 e alcança a bacia do Prata em Janeiro do ano seguinte. A 22 de janeiro de 1680, as forças portuguesas iniciaram o estabelecimento da
Colônia do Santíssimo Sacramento
, fronteiro a
Buenos Aires
, na margem oposta. O núcleo desse estabelecimento foi uma fortificação simples, iniciada com planta no formato de um polígono quadrangular.
A resposta das autoridades
espanholas
foi imediata: em pouco tempo o governador de Buenos Aires,
Vera Mujica
, reagiu, e o núcleo português foi conquistado por tropas espanholas e indígenas. Através de negociações diplomáticas, a posse da Colônia foi devolvida a Portugal pelo
Tratado Provisional de Lisboa
(7 de maio de 1681). Ficavam impedidas a construção de novas fortalezas e de edifícios de pedra ou
taipa
, que caracterizariam uma ocupação permanente.
[
6
]
[
7
]
Sacramento é normalmente lembrada como fortificação importante para defesa da fronteira sul da América Portuguesa. No entanto, é esquecido o caráter comercial de sua região. Este, que garantiu à Sacramento se tornar importante ponto comercial, possibilitou trocas mercantis entre as terras americanas das coroas ibéricas. Entre os produtos comercializados, estavam escravizados africanos, que eram vendidos pelos portugueses aos espanhóis, comercializados com Buenos Aires.
[
8
]
Colónia do Sacramento, Uruguai: antigo Portão de Armas.
A 23 de janeiro de 1683 uma nova esquadra portuguesa tomou posse da Fortaleza de São Gabriel, tendo os portugueses se mantido na
Nova Colônia do Sacramento
até 1705, quando a Espanha os dominou até 1715.
[
9
]
[
10
]
Além da finalidade bélica, o estabelecimento da Colônia atendia aos interesses do setor mercantil da burguesia portuguesa, interessada em recuperar o acesso ao
contrabando
no Rio da Prata.
[
11
]
A supressão do monopólio português de fornecimento de escravos africanos em 1640, cortara a possibilidade de envio, para a América Espanhola, de produtos brasileiros como o
açúcar
, o
tabaco
, o
algodão
, além de manufaturas europeias, em troca da
prata
peruana
. Adicionalmente, havia interesse em diminuir a concorrência platina aos couros brasileiros no Rio de Janeiro,
[
8
]
além de estabelecer um marco fronteiriço que servisse de meta para alcançar por terra o Rio da Prata.
[
12
]
Nesse contexto, era importante encontrar uma solução para a crise econômica portuguesa da segunda metade do
século XVII
(ante ao declínio do preço do açúcar no mercado, a pressão dos interesses comerciais da
burguesia
inglesa para garantir acesso ao mercado de produtos ingleses e a perda das colônias do Oriente), pelo acesso às regiões mineiras hispano-americanas por
Buenos Aires
- pretensão impedida pelo monopólio espanhol.
[
13
]
Dessa forma, a Colônia transformou-se em um dinâmico centro de contrabando anglo-português. A fundação da Colônia e a abertura de mercado consumidor de gado, couro e carne salgada nas
Minas Gerais
, e gado muar posteriormente, determinaria o desenvolvimento da
pecuária
na
Capitania do Rio Grande de São Pedro
.
Traficantes de Escravos - Século XVIII
[
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|
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]
Colônia de Sacramento, devido ao seu caráter comercial, possuía, entre as décadas de 1730 e 1750, um vasto grupo de comerciantes, somando mais de 100 homens. Estes homens, embora não tenham sua função bem-vista na metrópole, chegaram a postos importantes dentro da sociedade do Antigo Regime colonial que se estabeleceu no Novo Mundo. Tornaram-se, assim, parte da elite colonial, contrariando as "leis" sociais da metrópole.
[
14
]
[
15
]
[
16
]
Estes homens que costumavam estabelecer comércio com outras praças lusas na costa brasileira - como Rio de Janeiro e Bahia - usavam desses contatos comerciais para aumentar sua influência frente as demais regiões e na sua própria localidade. Outra forma de aumentar suas redes sociais são as relações de compadrio. Muitos dos traficantes de escravos escolhiam para serem padrinhos de seus filhos outros comerciantes de outras praças, ou também pessoas que possuíam títulos militares. Mas, o que chama atenção nesse contexto é que muitos traficantes de escravos escolhiam como compadres governadores da Colônia de Sacramento. Como no caso de Luiz Garcia de Bivar, que foi padrinho de filhos de mais de um traficante, entre eles Manuel Coelho Rosa. Este que também estabeleceu relações com Luiz Coelho Ferreira - traficantes de escravos baiano - que além de vender escravos para Colônia de Sacramento, tornou-se padrinho de uma de suas filhas.
A Nova Colônia do Santíssimo Sacramento
[
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|
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]
Casarão colonial português, atual Museu do Período Espanhol.
No contexto da
Guerra de Sucessão da Espanha
(1701-1713), a
Grande Aliança
(
Grã-Bretanha
,
Países Baixos
,
Áustria
,
Prússia
etc.) opõe-se à
Espanha
e à
França
, na
Europa
.
Portugal
aderiu à
Grande Aliança
em 1703. A fortificação na Nova Colônia do Santíssimo Sacramento foi reconstruída a partir de 1704 com planta
abaluartada
. Atacada nesse mesmo ano pelos espanhóis de Buenos Aires, foi conquistada no ano seguinte por forças sob o comando de
Afonso Valdez
. Ocupada, só foi devolvida aos portugueses pelo
segundo Tratado de Utrecht
(6 de fevereiro de 1715), embora dentro da chamada política do
tiro de canhão
, que significava que o território da Colônia não deveria passar do alcance de um tiro de
canhão
disparado dos muros da fortaleza.
Registrou-se, a partir dessa época, a preocupação portuguesa com integração deste posto avançado à região sul do
Brasil
(Capitanias de
Santa Catarina
e de
São Paulo
). A reação espanhola manifestou-se pelo apoio aos estabelecimentos jesuítas na região dos
Sete Povos das Missões
,
[
17
]
pela destruição de
Montevidéu
(estabelecida por forças portuguesas desde 1723), com nova fundação, por espanhóis, em 1726, e pelo povoamento do interior do Uruguai, para isolar a Colônia do Santíssimo Sacramento do sul do Brasil.
[
18
]
Em 1735 um incidente diplomático em
Madrid
serviu como pretexto para um novo ataque à Colônia (3 de outubro), que permaneceu cercada por forças espanholas sob o comando de D.
Miguel de Salcedo
até 1737.
[
19
]
[
20
]
Assinado o armistício (2 de setembro), a
Coroa Portuguesa
enviou uma expedição sob o comando do Brigadeiro
José da Silva Pais
, que visando fortalecer a sua presença no extremo sul do Brasil, fundou a colônia do
Rio Grande de São Pedro
, hoje cidade de
Rio Grande
, na barra da
Lagoa dos Patos
, e tentou, sem sucesso, conquistar Montevidéu.
Do Tratado de Madrid ao Tratado de Badajoz
[
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|
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]
Ataque da frota anglo-portuguesa à Colônia do Sacramento em 1763.
O
Tratado de Madrid
, celebrado a 13 de janeiro de 1750, dispunha que Portugal entregaria a Colônia do Sacramento à Espanha, em troca do recebimento do território dos
Sete Povos das Missões
. Devido às dificuldades das demarcações e à resistência suscitada pela
Guerra Guaranítica
(1753-1756), as disposições do Tratado foram anuladas por um novo diploma, o
Tratado de El Pardo
, celebrado a 12 de fevereiro de 1761.
[
19
]
[
21
]
[
22
]
O contexto da celebração do
Pacto de Família
(1761) unindo os
Bourbon
da
França
, da Espanha, de
Nápoles
e de
Parma
acirrou a tensão entre Portugal e a Espanha. No contexto da
Guerra anglo-francesa dos Sete Anos
(1756-1763), permanecendo a Colônia do Sacramento em mãos de Portugal, esta foi novamente invadida por tropas espanholas sob o comando de D.
Pedro de Cevallos
(30 de outubro de 1762), para ser devolvida em virtude do
Tratado de Paris
(1763).
[
23
]
Em 1777, nova invasão espanhola por D. Pedro de Cevallos, que tomou a
ilha de Santa Catarina
(23 de fevereiro).
[
24
]
Cevallos chegou a
Montevidéu
em 20 de abril de 1777, onde dividiu a frota, ficando com quatro fragatas e algumas embarcações menores para operar no Rio da Prata, enquanto o resto dos navios de guerra foram enviados para procurar a frota de MacDouall, que continuava a ser uma ameaça. Cevallos deu ordem a Vertiz para parar o seu avanço sobre o Rio Grande, retrocedendo até Santa Teresa, para onde enviou o coronel Plácido Graell com 350 dragões e várias companhias de infantaria.
Colónia do Sacramento, Uruguai: Basílica do Santíssimo Sacramento.
Em 19 de Maio partiu de Montevidéu em direção a Colônia do Sacramento o primeiro grupo de 18 barcos com artilharia e oito companhias de granadeiros e quatro companhias de granadeiros caçadores. Em 20 de maio partiram outros 19 barcos com os batalhões de infantaria. As tropas desembarcaram em 22 e 23 de maio nos arredores de Colónia, começando o cerco, construindo baterias e trincheiras. O governador português,
Francisco José da Rocha
, capitulou em 3 de junho. Dois dias depois, os espanhóis arrasaram as fortificações e apreenderam 140 peças de artilharia e equipamentos pesados.
Durante esse tempo, na
Europa
, o
Tratado de Santo Ildefonso (1777)
restabeleceu as linhas gerais do Tratado de Madrid: a Colônia do Sacramento, o território das Missões e parte do atual
Rio Grande do Sul
eram cedidos à Espanha, que devolvia a ilha de Santa Catarina a Portugal.
[
25
]
[
26
]
Finalmente, o
Tratado de Badajoz (1801)
, assinado entre Portugal e Espanha no contexto das
Guerras Napoleônicas
acordou a paz entre os dois países na Europa, mas não ratificou o Tratado de Santo Ildefonso. Portugal permaneceu em poder dos territórios conquistados na
América do Sul
(as Missões e parte do atual Rio Grande do Sul, por voluntários, em 1801), fixando a fronteira sul na linha
Quaraí
-
Jaguarão
-
Chuí
.
Da incorporação da Cisplatina à Independência do Uruguai
[
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|
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]
Ver artigo principal:
Incorporação da Cisplatina
Bandeira da Província da Cisplatina.
A Colônia do Sacramento voltou à posse de Portugal a partir de 1817, quando
D. João VI
incorporou toda a região do Uruguai aos domínios de Portugal no Brasil.
Com a
Independência do Brasil
(1822), a Colônia passou a integrar os domínios do
novo país
até à Independência da
República Oriental do Uruguai
, em 1828.
O seu último comandante foi o brigadeiro
Manuel Jorge Rodrigues
, que só abandonou a praça no momento do estabelecimento da
Convenção Preliminar de Paz
entre o Império do Brasil e as
Províncias Unidas do Rio da Prata
(27 de agosto de 1828), ratificado pelo Brasil em 30 de agosto e pela
Argentina
a 29 de setembro, e que chegou a
Montevidéu
em 4 de outubro de 1828. Por este diploma, o Uruguai se tornava independente.
Geografia e clima
[
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|
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]
O núcleo histórico de Colônia do Sacramento, com apenas 12
ha
, localiza-se na península de San Gabriel, às margens do
Rio da Prata
. Atualmente a área da cidade supera em muito a da cidade histórica. Colônia está a 177 km de
Montevidéu
.
[
nota 1
]
O clima é
temperado
e úmido, com uma temperatura média de 18 °C. A
pluviosidade
média é de 1 000 mm por ano. As
pradarias
de
gramíneas
na área circundante e o solo adequado permitiram o desenvolvimento de atividades agrícolas e pecuárias.
Turismo
[
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|
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]
Colônia do Sacramento é hoje um dos destinos turísticos mais importantes do Uruguai, recebendo milhares de visitantes por ano. A localização da cidade é privilegiada para receber turistas, uma vez que se encontra a uma hora de barco desde
Buenos Aires
e a duas horas em carro desde
Montevidéu
. A oferta turística inclui a cidade histórica, museus e praias do Rio da Prata.
Centro histórico
[
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]
Bairro histórico de Colônia do Sacramento 
★
Património Mundial
da
UNESCO
Praça 25 de Maio e Farol de Colônia
Critérios
(iv)
Referência
747
en
fr
es
País
Uruguai
Coordenadas
34° 28' 4" S
57° 51' 12" O
Histórico de inscrição
Inscrição
1995
★
Nome usado na
lista do Património Mundial
Em reconhecimento ao valor histórico de Colônia, foi criado em 1969 um Conselho Executivo Honorário para a conservação e restauro da cidade antiga.
[
27
]
O Conselho realizou um levantamento detalhado da zona e iniciou trabalhos que incluíram  escavações arqueológicas, o restauro de fachadas e interiores do casario e até a mudança de nomes de ruas para recuperar a
toponímia
antiga.
[
27
]
Na década de 1970 foram restauradas a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento e também o portão de armas e parte da muralha, reconstruída parcialmente com as pedras originais.
[
27
]
[
28
]
No seu relatório sobre a cidade histórica, o comitê avaliador da
UNESCO
considerou que o trabalho de restauro foi efetivo e garantiu a autenticidade da zona
[
27
]
o que, junto com o valor histórico do conjunto, levou à declaração do bairro histórico de Colônia do Sacramento como
Patrimônio da Humanidade
em 1995.
[
29
]
Segundo o comitê, Colônia do Sacramento é um exemplo excepcional de povoado de fronteira que mostra, em seu traçado urbano e edifícios, uma mistura única entre as tradições portuguesa e espanhola.
[
30
]
O desenho urbano de Colônia, derivado da época portuguesa, é único na região por não obedecer o rígido padrão de "tabuleiro de xadrez" das fundações espanholas no
Novo Mundo
.
[
27
]
Assim, o traçado das ruas está adaptado à topografia e também a estruturas já não existentes, como a antiga
cidadela
.
[
27
]
O casario inclui bons exemplares dos séculos XVII, XVIII e XIX;
[
27
]
as casas da época portuguesa caracterizam-se pelas paredes de pedra maciça e pelos telhados de duas ou quatro águas, enquanto que as do período espanhol são de tijolos e tem tetos planos.
A área histórica tombada pela UNESCO é definida pela rua Ituzaingó e tem uma área de 12-16 ha.
[
27
]
Entre as atrações históricas destacam-se:
Fortificações de Colônia:
No século XVIII, os portugueses cercaram a cidade com uma
muralha
e
fosso
. A fortaleza tinha uma única entrada, o portão de armas, decorado com o brasão português. A muralha foi demolida em meados do século seguinte, com as pedras dos muros sendo usadas para tapar o fosso. Escavações realizadas na década de 1970 permitiram a recuperação de grande parte das pedras originais da fortificação, que foram empregadas na reconstrução de um segmento da muralha e do portão de armas. Os restos de vários
baluartes
também são visíveis atualmente.
[
28
]
Ruínas do Convento de S. Francisco Xavier e Farol:
Um convento franciscano foi construído entre 1683 e 1704 em Colônia, dedicado a S. Francisco Xavier. Sofreu um incêndio no final do século XVIII em que foi parcialmente destruído. Em 1857 foi levantado nas ruínas do convento um
farol
que ainda funciona e pode ser visitado por turistas. Do alto se pode admirar toda a paisagem da cidade e do Rio da Prata.
[
28
]
Basílica do Santíssimo Sacramento:
A atual igreja é sucessora da primeira construída no atual território uruguaio, que não era nada mais que um casebre levantado em 1680. A igreja foi muito ampliada no século XVIII e no início do século XIX, mas em 1823 a caída de um
raio
causou uma explosão num depósito de
pólvora
localizado na
sacristia
, causando a derrocada de parte do edifício. Restauros realizados no século XIX e XX deram ao templo a forma atual. No interior se encontram algumas obras de arte de origem colonial.
[
28
]
Praça 25 de Maio:
Também chamada
Praça Maior
, era usada para exercícios militares. Ao seu redor se encontram vários edifícios históricos importantes da zona antiga, como a Casa de Nacarello, o Farol, o Arquivo Regional, o Museu Municipal, a Casa de Lavalleja e o Museu Português.
Rua dos Suspiros
:
A
Calle de los Suspiros
é uma rua emblemática do centro histórico, corre paralela à muralha, da Praça Maior em direção ao Rio da Prata. Possui calçamento de pedra e várias casas antigas portuguesas, além de algumas espanholas; as portuguesas se distinguem facilmente por seus telhados a duas ou quatro águas. Há várias teorias sobre a origem do nome da rua, inclusive uma que afirma que ali se exercia a prostituição.
[
28
]
Praça Manuel Lobo:
Localizada ao lado da Basílica, corresponde em parte ao pátio interno (a
Praça de Armas
) da
cidadela
portuguesa, demolida ainda no século XVIII. Na praça se encontram as ruínas da Casa dos Governadores portugueses de Colônia, escavadas na década de 1970.
[
28
]
Pracinha do Gentil-Homem:
A
Plazuela del Gentilhombre
tem esse nome em homenagem a
Hipólito da Costa
(1774-1823), fundador do primeiro jornal brasileiro - o
Correio Braziliense
- que nasceu numa casa da praça e viveu em Colônia até os 3 anos de idade. Várias placas comemorativas lembram o personagem.
[
28
]
Casa de Nacarello (s. XVIII), sede de um museu.
Além destes edifícios e espaços urbanos, a história da cidade pode ser explorada nos vários museus existentes na zona antiga, sediados em edifícios de grande valor histórico.
[
28
]
Casa de Nacarello:
Moradia do século XVIII de um pavimento, pertencente ao período português, com paredes de pedra e teto de madeira. No interior há mobiliário português (cama, cadeiras, armários) que mostra como vivia uma família da Colônia ao redor de 1750. O nome
Nacarello
faz referência ao morador mais antigo da casa que se conhece.
[
28
]
Museu Municipal:
Sobrado de dois pavimentos, pertenceu aos secretários de governo na época portuguesa. Também foi ocupado por governadores na época espanhola e, em 1833, foi doado ao almirante
Guillermo Brown
como recompensa por serviços prestados junto ao general
José Artigas
. Em 1951 o casarão foi convertido em museu, exibindo peças indígenas, mobiliário e armamento antigo, objetos relacionados à Praça de Touros de Colônia, animais empalhados e uma coleção de
fósseis
encontrados na região.
[
28
]
Museu Português:
Importante casa portuguesa, construída no período entre 1717 e 1722, conserva ainda paredes, tetos e os pisos originais. A decoração, doada pelo
governo de Portugal
, inclui faianças, azulejos, mesas, cadeiras, armas, tapetes e outros objetos que compõe a ambientação. Possui ainda uma sala com reproduções de mapas antigos e o escudo português original, que esteve no portão de armas da muralha.
[
28
]
Arquivo Municipal:
Casa da época portuguesa, construída ao redor de 1750, exibe documentos da época colonial, como cartas do governador
António Pedro de Vasconcelos
. As molduras de madeira das portas, as grades das janelas, assim como alguns pisos são originais.
[
28
]
Casa de Lavalleja:
Segundo a tradição, nesta casa morou
Juan Antonio Lavalleja
, general do exército de Artigas. É sede de um museu naval.
[
28
]
Casa do Vice-Rei:
Atualmente em ruínas, conta-se que no casarão nobre se hospedaram
Vice-Reis do Rio da Prata
. Um deles,
Baltasar Hidalgo de Cisneros
, tomou a posse do cargo das mãos de
Santiago de Liniers
precisamente nesta casa, em 1809, e aqui morou durante um mes. A casa foi deixada em ruínas por não haver informação sobre sua forma original.
[
28
]
Museu do Azulejo:
Consiste em uma coleção de
azulejos
dos séculos XIX e XX de origem francesa e catalã, além de exemplares uruguaios da década de 1840, que são os mais antigos fabricados no país. Foi inaugurado em 1988 e ocupa uma casa portuguesa do século XVII.
[
28
]
Museu Espanhol:
Casarão português de 1720 convertido em museu dedicado à presença espanhola na região. Exibe cerâmica, trajos típicos, mapas, desenhos, pinturas, documentos e outros objetos históricos. A casa possui muitos elementos originais, incluindo as portas, uma escadaria de madeira interna e as
cavalariças
nos fundos.
[
28
]
Real de San Carlos
[
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|
editar código
]
Colônia atrai visitantes desde o início do século XX, quando o empresário argentino Nicolás Mihanovich criou um complexo turístico na zona denominada Real de San Carlos.
[
31
]
A partir de 1908 foi construída ali uma
praça de touros
, um hotel-cassino, um estádio de
pelota basca
e um
balneário
. O complexo funcionou até 1917.
Colónia do Sacramento, Uruguai:
Calle de los Suspiros
.
Cidades-irmãs
[
editar
|
editar código
]
Pelotas
,
Rio Grande do Sul
,
Brasil
(2005)
[
32
]
Morón
,
Província de Buenos Aires
,
Argentina
(2005)
Olinda
,
Pernambuco
,
Brasil
(2014)
[
33
]
Ver também
[
editar
|
editar código
]
Império Português
Notas
↑
Informações sobre a Colônia do Sacramento. Disponível no site Oficial da cidade.
Referências
↑
MENDONÇA 2013
, p. 60.
↑
BELLINTANI 2013
, p. 1.
↑
BUENO 2006
, pp. 53-56.
↑
MENDONÇA 2013
, pp. 59-60.
↑
POSSAMAI 2010
, p. 23.
↑
CARNEIRO 1983
, p. 13.
↑
VARGAS 2017
, p. 121.
↑
a
b
POSSAMAI 2010
, p. 24.
↑
CARNERO 1983
, p. 14.
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do
Uruguai
Capital
Montevidéu
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, (
Canelones
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Florida
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Montevidéu
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Paysandú
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Império Português
(1415–1999)
Cronologia da história de Portugal
Reino de Portugal
Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
Implantação da República Portuguesa
Guerra Colonial Portuguesa
Norte de África
Aguz
(1506–1525)
Alcácer-Ceguer
(1458–1550)
Arzila
(1471–1550, 1577–1589)
Azamor
(1513–1541)
Ceuta
(1415–1640)
Mazagão
(1485–1550, 1506–1769)
Mogador
(1506–1525)
Safim
(1488–1541)
Agadir
(1505–1541)
Tânger
(1471–1662)
Ouadane
(1487–meados do séc. XVI)
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Acra
(1557–1578)
Angola
(1575–1975)
Ano Bom
(1474–1778)
Arguim
(1455–1633)
Cabinda
(1883–1975)
Cabo Verde
(1462–1975)
São Jorge da Mina
(1482–1637)
Fernando Pó
(1478–1778)
Costa do Ouro
(1482–1642)
Guiné Portuguesa
(1474–1974)
Melinde
(1500–1630)
Mombaça
(1593–1698, 1728–1729)
Moçambique
(1501–1975)
Quíloa
(1505–1512)
Fortaleza de São João Baptista de Ajudá
(1680–1961)
São Tomé e Príncipe
(1470–1975)
Socotorá
(1506–1511)
Zanzibar
(1503–1698)
Ziguinchor
(1645–1888)
Sudoeste Asiático
Barém
(1521–1602)
Ormuz
(1515–1622)
Mascate
(1515–1650)
Bandar Abbas
(1506–1615)
Soar
(1507–1643)
Subcontinente Indiano
Ceilão
(1518–1658)
Laquedivas
(1498–1545)
Maldivas
(1518–1521, 1558–1573)
Baçaim
(1535–1739)
Bombaim
(1534–1665)
Calecute
(1512–1525)
Cananor
(1502–1663)
Chaul
(1521–1740)
Chatigão
(1528–1666)
Cochim
(1500–1663)
Cranganor
(1536–1662)
Dadrá e Nagar-Aveli
(1779–1954)
Damão
(1559–1962)
Diu
(1535–1962)
Goa
(1510–1962)
Ugulim
(1579–1632)
Negapatão
(1507–1657)
Paliacate
(1518–1619)
Coulão
(1502–1661)
Salsete
(1534–1737)
Masulipatão
(1598–1610)
Mangalor
(1568–1659)
Surrate
(1540–1612)
Tuticorim
(1548–1658)
São Tomé de Meliapor
(1523–1662; 1687–1749)
Ásia Oriental e Oceania
Bante
(séc. XVI–XVIII)
Flores
(1511–1851)
Macau
, como estabelecimento português, colónia e
província ultramarina
(1557–1976); como território chinês sob administração portuguesa (1976–1999)
Macáçar
(1512–1665)
Malaca Portuguesa
(1511–1641)
Molucas
(
Ambão
1576–1605,
Ternate
1522–1575,
Tidore
1578–1650)
Nagasáqui
(1571–1639)
Tamão
(1514–1521)
Timor
(1642–1975)
América do Norte
Terra Nova
(1501–1570?)
Labrador
(1501–1570?)
Nova Escócia
(1519–1570?)
Américas Central e do Sul
Brasil
(1500–1822)
Barbados
(1536–1620)
Província Cisplatina
(1808–1822)
Caiena e Guiana
(1809–1817)
Colónia do Sacramento
(1680–1777)
Madeira e Açores
Estes dois
arquipélagos
, localizados no
Atlântico Norte
, foram colonizados pelos portugueses no início do
século XV
e fizeram parte do Império Português até 1832, quando se tornaram
províncias de Portugal
. A partir de então passaram a ser consideradas como um prolongamento da metrópole europeia (as chamadas
Ilhas Adjacentes
) e não como colónias. Hoje são
regiões autónomas de Portugal
.
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Fortalezas do Império Português
África
Norte de
África
Aguz (Marrocos)
Alcácer Ceguer (Marrocos)
Arzila (Marrocos)
Castelo de Ben Mirao (Marrocos)
Castelo Real (Marrocos)
Ceuta (Espanha)
Fortaleza de Arguim (Mauritânia)
Graciosa (Marrocos)
Safim (Marrocos)
Santa Cruz do Cabo de Gué (Marrocos)
Tânger (Marrocos)
Gana
Santiago da Mina
Santo António de Axim
São Francisco Xavier
São Jorge da Mina
São Sebastião de Xama
Benim
São João Baptista de Ajudá
São Tomé e
Príncipe
Santo António da Ponta da Mina
São Jerónimo
São Sebastião
Cabo Verde
D'El-Rei
Duque de Bragança
Principe Real
São Filipe
São José
Guiné-Bissau
Forte de Cacheu
São José da Amura
Angola
Forte de Ambaca
Fortaleza do Amboim
Fortaleza do Bembe
Fortaleza de Cabinda
Fortaleza de Caconda
Fortaleza do Calulo
Forte de Cuangar
Forte Egito
Muralhas do Eleu
Fortaleza de Cambambe
Fortaleza do Capangombe
Fortaleza da Quibala
Fortaleza do Libolo
Fortim de Maquela do Zombo
Forte de Massangano
Forte Muene Vunongue
Forte de Munhango
Fortaleza da Muxima
Forte de N'Harea
Fortaleza de Pungo-Andongo
Fortim do Quicombo
Roçadas
Santa Rita
São Fernando do Namibe
São Filipe de Benguela
São Francisco do Penedo
São José do Encoje
São Miguel de Luanda
São Pedro da Barra de Luanda
São Pedro de Catumbela
Forte de Silva Porto
Quénia
Jesus
Forte de Macupa
Tanzânia
Santiago
Moçambique
Dona Amélia
São Miguel de Chicova
Fortificações portuguesas no rio Zambeze
Santo António de Ibo
São João Baptista de Ibo
São José de Ibo
Nossa Senhora da Conceição de Lourenço Marques
Nossa Senhora da Conceição de Inhambane
Fortim de Quelimane
Santo António de Moçambique
São Caetano de Sofala
São José de Mossuril
São Lourenço da Ilha de Moçambique
São Sebastião
São Tiago Maior do Tete
América
Brasil
Arraial Velho do Bom Jesus
Arraial Novo do Bom Jesus
Bom Sucesso do Porto Calvo
Casa-forte de Duarte Coelho
Casa-forte do Rio Guamá
Casa-forte de Martim Afonso de Sousa
Emília
Ernesto
Forte da Cachoeira de Itaboca
Forte da Ilha de Manuel Gonçalves
Forte da Petitinga
Forte da Ponta das Almas
Forte da Ponta Negra
Forte da Praia Vermelha
Forte da Redinha
Forte de Bragança
Forte de Inbiassape
Forte de Santana
Forte de Santana do Estreito
Forte de Touros
Forte de Vila Bela
Forte do Araçá
Forte do Castelo de Belém
Forte do Rio Cunhaú
Forte Novo da passagem do rio São Francisco
Forte Novo de Coimbra
Fortim da Ponta de Genipabu
Jesus, Maria e José do Rio Grande
Jesus, Maria e José do Rio Pardo
Madre de Deus e São Pedro
Nossa Senhora da Assunção
Nossa Senhora da Conceição da Lagoa
Nossa Senhora da Conceição do Rio de Janeiro
Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba
Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão da Ilha
Nossa Senhora de Monte Serrat
Nossa Senhora de Nazaré de Alcobaça
Nossa Senhora do Carmo de Coimbra
Nossa Senhora do Carmo dos Campos de Guarapuava
Nossa Senhora dos Prazeres
Nossa Senhora dos Remédios de Fernando de Noronha
Presépio
Príncipe da Beira
Príncipe Guilherme
Reis Magos
Santa Bárbara da Vila
Santa Catarina
Santa Cruz da Barra
Santa Cruz de Anhatomirim
Santa Maria
Santo Amaro
São Filipe da Bertioga
São Filipe da Paraíba
São Francisco Xavier da Praia de Fora
São João de Maceió
São João do Estreito
São Joaquim do Rio Branco
São Jorge Velho
São José da Ilha das Cobras
São José da Ponta Grossa
São José de Macapá
São José do Passo do Rio Tebiquari
São Luís da Praia de Fora
Santo António
Santo António da Barra
Santo António Além do Carmo
Santo António de Ratones
Santo António do Buraco
Santo Inácio de Tamandaré
São Cristóvão
São Diogo
São Domingos de Gragoatá
São Francisco da Barra
São Gonçalo
São João Baptista do Brum
São João da Bertioga
São Lourenço
São Luís
São Marcelo
São Mateus do Cabo Frio
São Pedro de Jaraguá
São Sebastião do Castelo
São Tiago das Cinco Pontas
Uruguai
Sacramento
Forte de Montevideo
Santa Teresa
São Miguel
Ásia
Arábia
Almirante (Omã)
Fortaleza de Barém (Barém)
Forte de Borca (Omã)
Forte de Caçapo (Omã)
Forte de Curiate (Omã)
Forte de Doba (EAU)
Forte de Libédia (Omã)
Forte de Mada (Omã)
Forte de Matara (Omã)
Forte de Sibo (Omã)
Forte de Soar (Omã)
Forte de Quelba (EAU)
São João (Omã)
São Miguel (Iémen)
Irão
Forte de Queixome
Nossa Senhora da Conceição de Ormuz
Fortaleza de Comorão
Índia
Fortaleza de Asserim
Fortaleza de Calecute
Fortaleza de Coulão
Fortaleza do Morro de Chaul
Forte de Arnala
Forte de Bandorá
Forte de Bombaim
Forte de Ghodbunder
Forte de Versová
Santo Ângelo de Cananor
Santo António de Simbor
São Tomé de Cranganor
São Sebastião de Baçaim
Forte de Paliporto
São Miguel de Angediva
São Tomé de Diu
Fortaleza de Damão
São Jerónimo
Negapatão
Fortaleza de Onor
Goa
Fortaleza da Aguada
Fortaleza de Naroá
Fortaleza de Angediva
Forte do Cabo da Rama
Forte de Gaspar Dias
Fortaleza de Mormugão
Forte de Nanuz
Forte de Pondá
Assunção de Corjuem
Santa Cruz de Alorna
Santo António de Chaporá
Santo Estevão de Juá
São Bartolomeu de Chorão
São João de Rachol
Reis Magos
Forte de Sanquelim
São Sebastião de Colvale
São Tiago de Banastarim
São Tomé de Tivim
Santíssima Trindade de Tiracol
Sri Lanka
Nossa Senhora da Penha de França de Baticaloa
Nossa Senhora de Guadalupe de Triquinimale
Nossa Senhora dos Milagres de Jafanapatão
Santa Cruz de Gale
Santa Helena de Malvana
São Jorge de Manar
Forte de Neduntivu
Fortaleza de Negombo
Fortaleza da Ilha do Cais dos Elefantes
Fortaleza de Sofragão
Birmânia
Santiago
Malásia
Malaca
Forte de Muar
Forte da Ilha das Naus
Indonésia
Nossa Senhora da Anunciada de Amboíno
Nossa Senhora da Piedade de Solor
Forte de Pacém
Reis Magos de Tidore
São Domingos de Ende
São João Baptista de Ternate
Timor-Leste
Forte de Balibó
Forte da Baguia
Forte de Cupão
Nossa Senhora da Conceição de Díli
Santo António de Lifau
Reduto do Conselheiro Jacinto Cândido
Macau
Dona Maria II
Fortaleza de Mong-Há
Nossa Senhora do Monte
Nossa Senhora da Guia
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São Francisco
São Tiago da Barra
Fortaleza da Taipa
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Bahía Blanca
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Florencio Varela
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Guaymallén
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Junín
La Matanza
La Plata
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Las Bandurrias
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