Alagoas – Wikipédia, a enciclopédia livre
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Início
1
Etimologia
2
História
Alternar a subsecção História
2.1
Pré-história e povos indígenas
2.2
Descobrimento pelos europeus
2.3
Capitania independente e Império
2.4
Movimento republicano e República Velha
2.5
Da Revolução de 1930 adiante
3
Geografia
Alternar a subsecção Geografia
3.1
Relevo
3.2
Hidrografia
3.3
Vegetação e clima
4
Demografia
Alternar a subsecção Demografia
4.1
Composição étnica
4.2
Religiões
5
Política
6
Subdivisões
7
Economia
8
Infraestrutura
Alternar a subsecção Infraestrutura
8.1
Segurança pública
8.2
Comunicações
8.3
Transportes
8.4
Energia elétrica
9
Cultura
10
Ver também
11
Notas
12
Referências
13
Ligações externas
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Alagoas
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Asturianu
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nota:
Este artigo é sobre um estado brasileiro. Para outros significados, veja
Alagoas (desambiguação)
.
Estado de Alagoas
Bandeira
Brasão
Lema
:
AD BONUM ET PROSPERITATEM
(traduzido do
latim
, significa: "Para o bem e para a prosperidade")
Hino
:
Hino de Alagoas
Gentílico
:
alagoano(a)
Localização de Alagoas no Brasil
Localização
•
Região
Nordeste
•
Estados limítrofes
Sergipe
,
Pernambuco
e
Bahia
•
Regiões intermediárias
2
•
Regiões imediatas
11
•
Municípios
102
Capital
Maceió
[
nota 1
]
-9.66625 -35.7351
Governo
•
Governador(a)
Paulo Dantas
(
MDB
)
•
Vice-governador(a)
Ronaldo Lessa
(
PDT
)
•
Deputados federais
9
•
Deputados estaduais
27
•
Senadores
Fernando Farias
(
MDB
)
Renan Calheiros
(
MDB
)
Eudócia Caldas
(
PL
)
Área
• Área total
27 848,140
km²
(
25
º)
[
1
]
População
• Censo
2022
3 127 511 hab. (
19º
)
[
2
]
•
Densidade
112,31 hab./km² (
4º
)
Economia
2021
[
3
]
•
PIB total
76.266 bilhões (
20º
)
•
PIB per capita
22.662,01 (
21º
)
Indicadores
2010/2017
[
4
]
[
5
]
•
Esperança de vida
(2017)
72,0 anos (
23º
)
•
Mortalidade infantil
(2015)
14,45‰ nasc. (
5º
)
•
Alfabetização
(2016)
80,6% (
27º
)
•
IDH
(2021)
0,684 (
26º
) –
médio
[
6
]
Fuso horário
UTC -3
Clima
Tropical
As
Cód. ISO 3166-2
BR-AL
Website
https://alagoas.al.gov.br/
Mapa de Alagoas
Alagoas
é uma das 27
unidades federativas
do
Brasil
. Está situado no leste da
região Nordeste
e tem como limites
Pernambuco
(N e NO),
Sergipe
(S),
Bahia
(SO) e o
Oceano Atlântico
(L). Seu território é dividido em
102 municípios
numa área de 27 848,140 km², sendo ligeiramente menor que a
Albânia
. Sua capital é a cidade de
Maceió
e a sede administrativa é o
Palácio República dos Palmares
. O atual governador é
Paulo Dantas
(
MDB
).
Inicialmente, o território alagoano constituía a parte sul da
Capitania de Pernambuco
, só vindo a conquistar sua
autonomia
em 1817, como punição imposta por
D. João VI
aos pernambucanos pela chamada "
Revolução Pernambucana
", movimento separatista.
[
7
]
Sua ocupação decorreu da expansão para o sul da lavoura de cana-de-açúcar da Capitania de Pernambuco, que necessitava de novas áreas de cultivo. Surgiram, assim,
Porto Calvo
, Alagoas (atual
Marechal Deodoro
) e
Penedo
, núcleos que orientaram, por muito tempo, a colonização e a vida econômica e social da região. A
invasão holandesa
em Pernambuco estendeu-se a Alagoas em 1631. Os invasores foram expulsos em 1645, depois de intensos combates em Porto Calvo, deixando a economia local totalmente desorganizada. A fuga de
escravos negros
durante a invasão holandesa criou um sério problema de falta de
mão de obra
nas
plantações
de cana. Agrupados em aldeamentos denominados
quilombos
, os negros só foram dominados completamente no final do
século XVII
, com a destruição do quilombo mais importante, o de
Palmares
.
Durante o
Império
, a
Confederação do Equador
(1824) movimento separatista e republicano, recebeu o apoio de destacadas figuras alagoanas. Na
década de 1840
, a vida política local foi marcada pelo conflito entre os
lisos
,
conservadores
, e os
cabeludos
,
liberais
. No início do
século XX
, o
sertão alagoano
viveu a experiência pioneira de
Delmiro Gouveia
, empresário cearense que instalou, em Pedra (atualmente,
Delmiro Gouveia
), a fábrica de
linhas
Estrela, que chegou a produzir 200 mil carretéis diários. Delmiro Gouveia foi assassinado em outubro de 1917 em circunstâncias até hoje não esclarecidas, depois de ser pressionado, segundo consta, a vender sua
fábrica
a firmas concorrentes
estrangeiras
. Depois de sua
morte
, suas
máquinas
teriam sido destruídas e atiradas na
cachoeira de Paulo Afonso
.
Penúltimo estado brasileiro em área
(mais extenso apenas que Sergipe) e
16º em população
, é um dos maiores produtores de
cana-de-açúcar
e
coco-da-baía
do país e tem na
agropecuária
a base de sua
economia
. Terra do
sururu
, marisco das
lagoas
que serve de alimento à população do
litoral
, e da
água de coco
, Alagoas possui também um dos
folclores
mais ricos do país. O estado possui um dos menores
índice de desenvolvimento humano
(IDH) e índice de
alfabetização
do país, embora tenha se destacando cada vez mais para melhoramento dos índices, como é o caso da mortalidade infantil no estado, saindo do último lugar para o décimo sexto em todo o país, devido a políticas voltadas a saúde dos recém-nascidos no interior de Alagoas.
Etimologia
[
editar
|
editar código
]
O
latim
lacus
, "
tanque
,
lago
" é a fonte, no acervo vocabular primitivo, do
português
, espanhol e
italiano
lago
[
8
]
e do
francês
lac
;
[
9
]
um seu derivado, o
latim
lacuna
, "fojo, buraco", "falta, carência, omissão", explica o
espanhol
e
italiano
laguna
.
[
10
]
[
11
]
O
português
"lagoa",
[
8
]
coincidente com a variante
espanhola
lagona
e o
mirandês
llagona
, supõe mudança de
sufixo
,
[
12
]
documentada já em 938 num documento de
Valencia
, sob a grafia
lacona
,
[
8
]
e noutro de 1094, de
Sahagún
, sob a grafia
lagona
.
[
8
]
Sob a grafia "lagona" (talvez "lagõna"), é documentado no
século XIV
,
[
8
]
tendo alternado com a forma "lago" por longo tempo. Já a
prótese
(incorporação do
artigo
"a", formando "alagoa") ocorreu sobretudo a partir de
locuções
("na lagoa", "vindo da lagoa")
[
8
]
ou por regularização
morfológica
com os derivados do verbo "alagar" ("alagadiço", "alagado", "alagador", "alagamento" etc.).
[
8
]
O
dicionário Aurélio
registra "alagoa" como uma variação de "lagoa".
[
13
]
A forma "alagoa" aparece nos nomes concorrentes das lagoas
Manguaba
e
Mundaú
(aquela, "alagoa do sul", e esta, "alagoa do norte") já no
século XVI
, quando se fundam, perto, os núcleos de povoamento de Alagoa do Norte e Alagoa do Sul, chamados "as Alagoas", com inclusão dos demais núcleos de povoamento da área.
[
14
]
O
sufixo
do
gentílico
é o característico da área gentílica de -
ano
do
Brasil
(
paraibano
,
pernambucano
,
alagoano
,
sergipano
,
baiano
,
goiano
, a que viria juntar-se
acriano
).
[
8
]
História
[
editar
|
editar código
]
Ver artigo principal:
História de Alagoas
Pré-história e povos indígenas
[
editar
|
editar código
]
Os vestígios mais antigos já encontrados de ocupação humana no território alagoano são datados de oito mil anos, como sítios líticos e rupestres.
[
15
]
Na época da chegada dos europeus, o litoral de Alagoas era habitado pelos
caetés
, enquanto o interior era habitado por etnias como os
cariris
,
aticuns-umãs
,
xucurus
,
tingui-botós
e
carapotós
.
[
16
]
Descobrimento pelos europeus
[
editar
|
editar código
]
Vista de
Penedo
, primeiro núcleo demográfico de Alagoas, fundado entre 1560 e 1565
A primeira expedição a chegar no território do estado foi a de
Américo Vespúcio
, em 1501: em 29 de setembro, assinalou um rio a que chamou
São Miguel
, no território percorrido e, em 4 de outubro, descobriu a foz de um grande rio, que foi batizado, por ser dia de
São Francisco de Assis
, de
São Francisco
. Nas décadas seguintes, os
franceses
estiveram no litoral da região, negociando pau-brasil com os nativos.
[
17
]
[
18
]
Em 1556, voltava da
Bahia
para
Portugal
o bispo dom
Pero Fernandes Sardinha
, quando seu navio naufragou defronte da
enseada
do hoje
pontal do Coruripe
. Sardinha foi morto e devorado pelos
caetés
, uma das numerosas tribos indígenas então existentes na região.
[
19
]
Perdura a crença popular de que a ira divina secou e esterilizou todo o chão manchado pelo sangue do religioso. Para vingá-lo,
Jerônimo de Albuquerque
comandou uma expedição guerreira contra os caetés, destruindo-os quase completamente.
[
20
]
O povoamento do sul da
Capitania de Pernambuco
(atual Alagoas) é decorrente da expansão para o sul do cultivo pernambucano de açúcar.
[
20
]
[
21
]
Entre 1560 e 1565, a expedição de
Duarte Coelho de Albuquerque
alcançou o Rio São Francisco, próximo à sua foz, onde fundou
Penedo
.
[
22
]
Em 1570, a expedição de
Cristóvão Lins
explorou o norte de Alagoas, onde fundou
Porto Calvo
e cinco engenhos, dos quais subsistem dois, o Buenos Aires e o Escurial.
[
20
]
Em 1591, surgiu a povoação de
Santa Maria Madalena de Sumaúma
, posteriormente Alagoas.
[
23
]
Essas três povoações foram elevadas à categoria de vila em 1636.
[
24
]
Filipe Camarão
Atraídos pelo açúcar, os
holandeses
invadiram Alagoas em 1630 e as
guerras luso-neerlandesas
na região foram marcadas por povoados, igrejas e engenhos incendiados e saqueados. Os portugueses reagiram duramente e os holandeses cogitavam deixar a região, até conseguir a aliança de
Domingos Fernandes Calabar
, que os auxiliou em uma nova invasão à região. Em 1635, os portugueses retomaram Porto Calvo e aprisionaram e executaram Calabar. Destacam-se nas lutas contra os holandeses em Alagoas o indígena
Filipe Camarão
e sua esposa
Clara Camarão
.
[
20
]
[
25
]
[
26
]
Por volta de 1641, afirmava um chefe
holandês
estar quase despovoada a região.
[
27
]
João Maurício de Nassau
pensou em repovoá-la,
[
27
]
mas o projeto não foi adiante. Na época também se produzia
fumo
em Alagoas, considerado de excelente qualidade o de
Barra Grande
.
[
20
]
Em 1645, a população participou da reação nacionalista, integrando-se na luta sob o comando de Cristóvão Lins, neto e homônimo do primeiro povoador de
Porto Calvo
. Expulsos os holandeses do território alagoano, em setembro de 1645,
[
28
]
prossegue a população em sua luta contra eles, já agora, todavia, em território pernambucano.
[
20
]
Réplica da sede administrativa do Quilombo dos Palmares, o maior
quilombo
do período colonial.
Desde o final do século XVI, negros escravizados dos engenhos da Capitania de Pernambuco, desejando liberdade, se refugiaram no interior do sul da Capitania, onde fundaram aldeias (mocambos), conhecidas como “
Quilombo dos Palmares
”, sediadas na
Serra da Barriga
. Era um verdadeiro estado nos moldes africanos. As invasões neerlandesas favoreceram a fuga de escravizados para esses quilombos, cuja população cresceu nesse período. Em 1687, após décadas de expedições derrotadas, o
governador da Capitania de Pernambuco
João da Cunha Souto Maior
contratou o
bandeirante
Domingos Jorge Velho
para derrotar Palmares, destruído nos primeiros meses de 1694 por tropas paulistas, lideradas por velho, pernambucanas, lideradas por
Bernardo Vieira de Melo
, e alagoanas, lideradas por Sebastião Dias. O líder dos quilombolas, Zumbi, fugiu, sendo encontrado, capturado e morto em 20 de novembro de 1695.
[
29
]
[
30
]
[
31
]
[
32
]
[
33
]
Mapa de Alagoas, c.1903
Já então apresentava Alagoas indícios de prosperidade e desenvolvimento, dos pontos de vista
econômico
e cultural. Sua principal riqueza era o
açúcar
, sendo também produzidos, em menor escala,
mandioca
,
fumo
e
milho
; couros, peles e pau-brasil eram exportados. As
matas
abundantes forneciam
madeira
para a construção de
naus
. Nos conventos de Penedo e das Alagoas, os franciscanos mantinham cursos e publicavam sermões e
poesias
.
[
34
]
Tudo isso justificou o ato régio de 9 de outubro de 1710, criando a
comarca
de Alagoas,
[
35
]
que somente se instalou em 1711.
[
36
]
Daí em diante, a organização judiciária restringia o arbítrio feudal dos senhores, e até o dos representantes da metrópole. A comarca desenvolvia-se.
[
34
]
Já em 1730, o governador de Pernambuco, propondo ao
Rei de Portugal
a extinção da decadente
capitania da Paraíba
, assinalava a prosperidade de Alagoas, com seus quase cinquenta engenhos, dez freguesias, e apreciável renda para o erário real.
[
37
]
Ao lado do açúcar, incrementou-se a cultura do algodão. Seu cultivo foi introduzido na década de 1770; em 1778, já se exportavam para
Lisboa
amostras de algodão tecido nas Alagoas.
[
34
]
Em Penedo e Porto Calvo, fabricava-se pano ordinário, para uso, sobretudo, de escravos. Em 1754, o frei João de Santa Ângela publicou, em
Lisboa
, seu
livro
de sermões e poesias, sendo esta a primeira obra de um alagoano.
[
38
]
A população crescia, distribuindo-se em várias atividades. Um cômputo demográfico mandado realizar em 1816 pelo ouvidor Antônio Ferreira Batalha registrava uma população de 89 589 pessoas.
[
34
]
Capitania independente e Império
[
editar
|
editar código
]
Por meio de alvará régio de 16 de setembro de 1817, como retaliação a Pernambuco pela
Revolução daquele ano
, foi criada a
Capitania de Alagoas
, sediada na vila de mesmo nome, sendo nomeado como primeiro governador
Sebastião Francisco de Melo e Póvoas
, que tomou posse em 22 de janeiro de 1819. Naquele ano, segundo um recenseamento, a população alagoana era de 111 973 pessoas e haviam oito vilas.
[
34
]
[
39
]
[
40
]
Decreto real pelo qual o rei D. João VI cria Alagoas em 16 de setembro de 1817.
A autonomia de Alagoas acentuou o surto de prosperidade, com a capitania se tornando
província
com a
independência do Brasil
, em 1822. Em 17 de agosto de 1831, apareceu o
Íris Alagoense
, primeiro jornal publicado na província. É certo que os primeiros anos de independência na região não foram fáceis, pois uma sequência de movimentos em províncias vizinhas abalou a vida em Alagoas: em 1824, a
Confederação do Equador
e em 1832-1835, a
Cabanada
.
[
34
]
[
41
]
Em 1839, a capital da província foi transferida para
Maceió
, vila em pleno crescimento. Nessa época, começaram ali as brigas entre lisos (conservadores) e cabeludos (liberais).
[
16
]
Movimento republicano e República Velha
[
editar
|
editar código
]
O alagoano
Deodoro da Fonseca
foi o primeiro
Presidente da República
do
Brasil
.
O movimento republicano, intensificado pela
abolição
, traduziu-se nas atividades da
imprensa
e
clubes
de
propaganda
. O mais importante destes foi o Centro Republicano Federalista, também, de certo, o mais antigo; outros foram o Clube Federal Republicano e o Clube Centro Popular Republicano Maceioense, ambos existentes na
capital
no momento da
proclamação
. No interior havia igualmente outros clubes de propaganda. O
Gutenberg
era o órgão de imprensa mais veemente na difusão da ideia republicana.
[
18
]
Em 15 de novembro de 1889, enquanto no
Rio de Janeiro
era
proclamada a República
, contexto em que Alagoas se transformou em estado, em Maceió assumia o último presidente da província, o dr.
Pedro Ribeiro Moreira
. Quatro dias depois, o presidente do governo provisório, o alagoano marechal
Deodoro da Fonseca
, designou o irmão,
Pedro Paulino da Fonseca
, para governar o estado nordestino, sendo o primeiro governador do estado e também o primeiro eleito, após promulgada a primeira constituição estadual, em 12 de junho de 1891.
[
18
]
[
42
]
Os primeiros anos de República em Alagoas foram conturbados, com governos nomeados pelo poder central ou eleitos, mas quase sempre substituídos depostos. A situação só se estabilizou na virada do século XIX para o XX, com a posse do governador
Euclides Malta
em 1900, sendo sucedido em 1903 pelo irmão
Joaquim Paulo Vieira Malta
e retornando ao poder para um novo mandato de 1906 a 1909, sendo reeleito para um terceiro mandato entre 1909 e 1912. Os doze anos dos governos dos irmãos Malta se caracterizaram pelas lutas partidárias, mas, ao mesmo tempo, houve progressos, como novas edificações em Maceió, como a prefeitura e o
Teatro Deodoro
, e a reforma do ensino feita por Manuel Baltasar Pereira Diegues Júnior.
[
16
]
[
18
]
As lutas contra os Malta também envolveram grupos afro-brasileiros, com jornais da oposição acusando o governador de incentivar cultos como
Xangôs
e
candomblés
. Entre orações e símbolos de
Ogum
,
Ifá
e
Exu
, foram encontrados retratos de líderes opositores. O grupo do governador era chamado de Leba, em referência a um orixá. O acervo apreendido, com objetos e símbolos do culto, foi preservado e se tornou uma das mais valiosas coleções no museu do Instituto Histórico.
[
18
]
[
43
]
Vista de Maceió, 1905.
Arquivo Nacional
.
Em 1912, após conturbada campanha eleitoral, no contexto da
política das salvações
, o Partido Democrata conseguiu derrotar os Malta, elegendo para o governo do estado
Clodoaldo da Fonseca
, o qual, apesar de não ser nascido em Alagoas, se ligava à unidade federativa por ser sobrinho do Marechal Deodoro e filho de Pedro Paulino.
[
18
]
Floriano Peixoto
, alagoano, foi o segundo Presidente da República do Brasil.
Até 1930, o Partido Democrata manteve-se no governo, através dos governadores que sucederam a Clodoaldo. Cada um deles deu uma contribuição para o progresso de Alagoas. Foram abertas estradas de rodagem em direção ao norte e ao centro, e posteriormente o trecho de
Atalaia
e a
Palmeira dos Índios
, estrada de penetração para o sertão; foram construídos grupos escolares em quase todos os municípios; Maceió renovou-se com a abertura de ruas e avenidas; combateu-se a criminalidade, principalmente com o movimento contra o
banditismo
, que culminaria, em 1938, com o extermínio do grupo do cangaceiro
Lampião
e promoveram-se pesquisas petrolíferas. As sucessões ao governo do estado ocorriam praticamente sem luta política, pois quase sempre predominava o candidato único, oriundo do Partido Democrata.
[
43
]
Da Revolução de 1930 adiante
[
editar
|
editar código
]
Em 1930, com a vitória da
revolução
de outubro daquele ano, também sem luta armada no estado, iniciou-se o sistema de interventores (com breve interrupção entre 1935 e 1937), nomeados por
Getúlio Vargas
. A
Era Vargas
nessa unidade federativa foi marcada pelos trabalhos de pesquisa do petróleo, a inauguração do
porto de Maceió
em 1940, incremento das atividades econômicas, sobretudo com a diversificação da produção agrícola e a implantação da indústria de leite e derivados em
Jacaré dos Homens
, o incremento do ensino rural e a ampliação do cooperativismo. Tal desenvolvimento possibilitou que, no período da
Segunda Guerra Mundial
, Alagoas contribuísse, de maneira efetiva, para o abastecimento de estados vizinhos, sem prejuízo de sua colaboração para o esforço de guerra. Constituiu-se, com a criação da usina Caeté, a primeira cooperativa de plantadores de cana.
[
43
]
[
44
]
Em 1931, fundou-se a Faculdade de Direito,
[
45
]
e em 1954 a Faculdade de Ciências Econômicas.
[
46
]
Depois essas duas
faculdades
, e mais as de
odontologia
,
medicina
,
engenharia
e
serviço social
uniram-se para formar a
Universidade Federal de Alagoas
.
[
43
]
Em 1947, no contexto da redemocratização do Brasil após o
Estado Novo
, o eleitorado alagoano elegeu para governador
Silvestre Péricles
, da família Góes Monteiro, que dominou a política estadual na Era Vargas. Foi sucedido por
Arnon de Melo
, cuja figura foi marcante no cenário político nas décadas seguintes.
[
16
]
[
47
]
As lutas políticas estaduais ganharam força na década de 1950. Quando da tentativa de impeachment do então governador
Muniz Falcão
, em 1957, um tiroteio na
Assembleia Legislativa
causou a morte do deputado Humberto Mendes, sogro do governador.
[
43
]
Na década de 1960, a economia alagoana começou a se diversificar, com incentivos da
Sudene
para a exploração de sal-gema e petróleo, mas os ganhos desses produtos e da cana-de-açúcar não beneficiavam a população.
[
43
]
[
48
]
Em 1988, um acordo entre o então governador
Fernando Collor
, eleito
presidente da República
em 1989, e as usinas de açúcar e álcool, principais contribuintes do
Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços
no estado, permitiu que estas reduzissem sua carga tributária.
[
43
]
A queda de receita agravou a histórica crise social e econômica do estado e gerou um quadro falimentar que levou o governo federal a uma intervenção não-oficial em 1997.
[
49
]
Depois de nomeado um novo secretário de Fazenda, o
governador
Divaldo Suruagy
se afastou, cedendo o posto ao
vice-governador
.
[
49
]
Geografia
[
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|
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]
Praia de Carro Quebrado, município de
Barra de Santo Antônio
Cânion de Xingó no
Rio São Francisco
, município de
Delmiro Gouveia
Alagoas segundo a
classificação climática de Köppen-Geiger
Alagoas está localizado na
Região Nordeste do Brasil
e ocupa uma área de 27 830,661 km², sendo o segundo menor estado brasileiro, a frente apenas de
Sergipe
, estado com o qual faz divisa ao sul, também se limitando com
Pernambuco
ao norte e a oeste com a
Bahia
.
[
50
]
[
51
]
Relevo
[
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|
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]
Cerca de 86% do
território
alagoano se encontra abaixo de 300 m de
altitude
e 61% abaixo de 200 m. Apenas um por cento fica acima de 600 m. Cinco unidades compõem o quadro
morfológico
:
a
baixada
litorânea
, com extensos areais (
praias
e
restingas
) dominados por elevações de topo plano (
tabuleiros
areníticos
);
[
51
]
uma faixa de
colinas
e
morros
argilosos
, imediatamente a
oeste
, com
solos
espessos e relativamente ricos;
[
51
]
o pediplano, ocupando todo o
interior
, com
solos
ricos, porém rasos, e uma
topografia
levemente ondulada, da qual despontam as
serras
de
Mata Grande
e
Água Branca
, no extremo oeste do estado;
[
51
]
a
encosta
meridional
do
planalto da Borborema
, no
centro
-
norte
, parte mais elevada de Alagoas;
[
51
]
e
planícies aluviais
(
várzeas
), ao longo dos
rios
, inclusive o
delta
e a
várzea
do baixo
São Francisco
(margem esquerda), com
solos
anualmente renovados por
cheias
periódicas.
[
51
]
Considerado nos traços gerais, este relevo tem aspectos particulares no conjunto de suas formas variadas, podendo ser dividido em: planalto, planície (baixada litorânea e tabuleiros costeiros) e depressões (nelas ocorrem formações mamelonares). O litoral (planície litorânea) é formado por uma extensa baixada. A paisagem apresenta dunas e mangues na foz dos rios e riachos. Nessa faixa de terra encontram-se também as lagoas costeiras. A região dos Tabuleiros é muito ondulada, pouco elevada, e se estende para o interior. A cidade de
Maceió
encontra-se na base desses tabuleiros. Enquanto a região litorânea é cortada por pequenos rios que deságuam no mar ou no rio São Francisco, o interior do estado apresenta áreas mais elevadas, onde se destaca o planalto do Borborema, que se estende do Agreste até o Sertão.
Hidrografia
[
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]
A rede hidrográfica de Alagoas é constituída de rios que desaguam diretamente no
Oceano Atlântico
(como o
Camaragibe
,
Coruripe
,
Mundaú
e o
Paraíba do Meio
) e cursos d’água que desaguam no
Rio São Francisco
, como o
Moxotó
,
Marituba
,
Traipu
e
Ipanema
.
[
51
]
Merecem destaque as lagoas do estado nordestino, sendo mais de 20, que lhe dão o nome, tendo destaque as de
Mundaú
e
Manguaba
.
[
51
]
Vegetação e clima
[
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|
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]
Três tipos de
cobertura vegetal
, em grande medida modificados pela ação do
homem
, revestiam o território alagoano: a floresta tropical na porção úmida do estado (microrregião da mata alagoana); o
agreste
, vegetação de transição para um clima mais seco, no centro; e a caatinga, no oeste.
[
51
]
Toda a metade oriental do
estado
possui clima do tipo
As
, de
Köppen
,
quente
(médias anuais superiores a 24 °C), com
chuvas
de
outono
-
inverno
relativamente abundantes (mais de 1 400 milímetros). No interior dominam condições
semiáridas
, clima
BSh
, caindo a
pluviosidade
abaixo de 1 000 milímetros; essa região está incluída no chamado
Polígono das Secas
. As
estações do ano
são perfeitamente definidas pela periodicidade das
chuvas
. O
verão
tem início em setembro e termina em fevereiro e o "
inverno
" começa aproximadamente em março, terminando em agosto. A
temperatura
não sofre grandes oscilações, variando, no
litoral
, entre 22,5 e 28 °C, e no
sertão
, entre 17 e 33 °C.
[
51
]
O estado encontra-se com 44,36% de seu território dentro do
polígono das secas
, segundo dados da
Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação
(FAO).
[
52
]
O relevo alagoano sofreu ao longo do tempo variações de suas interpretações, algumas foram feitas com base em estudos de campo (visita as áreas retratadas), outra com base em instrumentos modernos (fotografia, imagem de satélite).
Demografia
[
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|
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]
Crescimento populacional
Censo
Pop.
%±
1872
348 009
1890
511 440
47,0%
1900
649 273
26,9%
1920
978 748
50,7%
1940
951 300
−2,8%
1950
1 093 137
14,9%
1960
1 271 062
16,3%
1970
1 606 174
26,4%
1980
2 011 875
25,3%
1991
2 512 991
24,9%
2000
2 819 172
12,2%
2010
3 120 494
10,7%
2022
3 127 683
0,2%
Censos demográficos do
IBGE (1872-2022).
[
53
]
[
54
]
Segundo o
censo 2022
, a população de Alagoas era de
3 127 683
pessoas, dos quais
1 630 264
(52,12%) eram mulheres e
1 497 419
(47,88%) eram homens. Quanto à situação de domicílio,
2 519 921
(80,57%) residiam em zonas urbanas e
607 762
(19,43%), em zonas rurais.
[
55
]
O número de habitantes do estado não é distribuído igualmente, pois as maiores concentrações de população estão na Zona da Mata e nas encostas da Serra da Borborema, onde alcançam, em certos lugares, uma densidade de mais de 100 hab./km², enquanto as menores densidades se encontram nos solos pobres dos tabuleiros litorâneos e no sertão.
[
51
]
A taxa de
mortalidade infantil
em 2017 foi de 13,40 para cada mil crianças nascidas vivas.
[
56
]
Alagoas apresenta o
IDH
de 0,683 em relação ao ano de 2017.
[
57
]
As cidades litorâneas e Zona da Mata do estado apresentam em geral IDH maior que as localizadas no Agreste e no Sertão Alagoano. A capital Maceió possui o maior IDH (0,735), enquanto o menor é de
Inhapi
(0,484), no Alto Sertão.
[
58
]
Composição étnica
[
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|
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]
Segundo o censo 2022, da população estadual, 60,36% se declarou como
parda
, 29,27% como
branca
, 9,55% como
preta
, 0,64% como
indígena
e 0,18% como
amarela
.
[
55
]
A origem étnica dos alagoanos está na miscigenação entre portugueses, indígenas e africanos subsaarianos. De acordo com um estudo genético de 2013, a composição genética da população de Alagoas é 54,7% europeia, 26,6% africana e 18,7% ameríndia.
[
59
]
A população indígena é de pouco mais de 20 mil indivíduos, pertencentes às etnias
cariri-xocó
(
Porto Real do Colégio
),
xucuru-cariri
(
Palmeira dos Índios
),
jeripancó
(
Pariconha
),
calancó
(
Água Branca
),
caruazu
(Pariconha),
carapotó
(
São Sebastião
), katokinn (Pariconha),
koiupanká
(Inhapi),
tingui-botó
(
Feira Grande
) e
wassu cocal
(
Joaquim Gomes
). Quanto à população quilombola do estado, é de 37,7 mil pessoas.
[
55
]
[
60
]
Religiões
[
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|
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]
Quanto à religião em Alagoas em 2022, 64,16% da sua população acima de 10 anos é composta por pessoas autodeclaradas
católicas
, 22,88% por
evangélicas
, 9,31% por
irreligiosas
, 0,65% por
espíritas
, 0,40% por
umbandistas
e
candomblecistas
, 0,11% por adeptos de tradições indígenas, 0,19% não sabe ou não declarou sua fé e 2,31% se declarou como fiéis de outras religiões.
[
61
]
Política
[
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|
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]
Assembleia Legislativa de Alagoas, em Maceió
Ver artigo principal:
Lista de governadores de Alagoas
O poder
executivo
é sediado no
Palácio República dos Palmares
e exercido pelo governador de Alagoas. O atual governador é
Paulo Dantas
que foi reeleito governador nas
eleições gerais de 2022,
.
[
62
]
O poder legislativo é exercido pela Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, que é composta por 27 deputados estaduais.
Subdivisões
[
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|
editar código
]
Ver também:
Lista de regiões geográficas intermediárias e imediatas de Alagoas
e
Lista de municípios de Alagoas
Divisão das regiões intermediárias em vermelho e das imediatas em cinza em Alagoas.
Região geográfica intermediária é, no
Brasil
, um agrupamento de
regiões geográficas imediatas
que são articuladas através da influência de uma ou mais
metrópoles
,
capitais regionais
e/ou
centros urbanos
representativos dentro do conjunto, mediante a análise do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
[
63
]
As regiões geográficas intermediárias foram apresentadas em 2017, com a atualização da divisão regional do Brasil, e correspondem a uma revisão das antigas
mesorregiões
, que estavam em vigor desde a divisão de 1989. As regiões geográficas imediatas, por sua vez, substituíram as
microrregiões
. A divisão de 2017 teve o objetivo de abranger as transformações relativas à rede urbana e sua hierarquia ocorridas desde as divisões passadas, devendo ser usada para ações de planejamento e gestão de políticas públicas e para a divulgação de estatísticas e estudos do IBGE.
[
63
]
Alagoas está dividida oficialmente em duas regiões geográficas intermediárias: a
Região Geográfica Intermediária de Maceió
e a
Região Geográfica Intermediária de Arapiraca
.
Economia
[
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|
editar código
]
Colheita
de
arroz
irrigado em
Igreja Nova
.
Em 2022, o PIB do estado era de 76,07 bilhões de reais, segundo o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Desse total, 48,47 bilhões de reais pertencem ao setor de serviços, 11,55 bilhões à agropecuária e 8,32 bilhões à indústria.
[
64
]
Na década de 2020, Alagoas é um dos estados que mais crescem no Nordeste e está entre as dez unidades federativas do Brasil com maior crescimento do PIB.
[
65
]
O setor primário emprega uma importante parcela da população economicamente ativa alagoana e a grande lavoura comercial está concentrada na
Zona da Mata
, sobretudo onde predominam os solos ricos de
húmus
. A principal lavoura comercial é a do açúcar, mas também a do arroz nos aluviões do baixo São Francisco e a de coco, no litoral. Há também, na mata, pequenas lavouras comerciais dedicadas ao abastecimento das cidades. Já o
agreste
é dominado quase que exclusivamente pelas pequenas lavouras, como fumo, feijão, milho, mandioca e algodão. No
sertão
, a agricultura é reduzida e se limita a pequenas culturas de subsistência, especialmente nas encostas das serras de
Água Branca
e
Mata Grande
. A criação de gado também é uma atividade econômica importante no interior, sobretudo na zona de transição entre o agreste e o sertão, onde se desenvolve a pecuária leiteira, em municípios como
Batalha
,
Jacaré dos Homens
e
Major Izidoro
. Nas atividades primárias, também se destaca a pesca, haja vista o litoral e as diversas lagoas e rios do estado.
[
66
]
Em 2022, do PIB industrial do estado, segundo a
Confederação Nacional da Indústria
(CNI), 30,2% pertence à indústria da construção civil, 29,3% à indústria agro-alimentícia, 8,1% à química e 5,1% à de borracha e materiais plásticos.
[
67
]
Quando se fala no extrativismo, Alagoas possui grandes reservas de sal-gema, em Maceió e redondezas e também produz petróleo nos campos como Miguel dos Campos, Tabuleiro do Martins e Coqueiro Seco.
[
66
]
Muita da energia consumida na região vem do
Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso
, na região da tríplice divisa entre Alagoas, Pernambuco e Bahia.
[
66
]
O turismo é um setor em crescimento no estado, destacando-se sobretudo as praias em Maceió, e no litoral norte (
Maragogi
,
São Miguel dos Milagres
e
Japaratinga
), a
Praia do Francês
em
Marechal Deodoro
e a região dos cânions no sertão (como
Piranhas
).
[
68
]
[
69
]
O estado de Alagoas tem uma pauta de exportação bastante concentrada tendo, em 2012, negociado com o exterior, principalmente açúcar
in natura
(91,45%) e álcool etílico (7,47%).
[
70
]
Infraestrutura
[
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|
editar código
]
Segurança pública
[
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|
editar código
]
Segundo os dados de 2018, Alagoas ocupa a oitava posição no
ranking
dos estados mais violentos do país,
[
71
]
já tendo sido o primeiro colocado desse ranking no ano de 2011.
Comunicações
[
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|
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]
O estado de Alagoas possui 3 410 693 de linhas de telefonia móvel ativas e 244 625 de linhas de telefones fixos.
[
72
]
Todas as linhas do estado possuem apenas um código de área que é o 82.
[
73
]
Transportes
[
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|
editar código
]
Trem do
VLT de Maceió
O
Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares
, entre os municípios de Maceió e
Rio Largo
, é um dos mais movimentados do Nordeste, tendo recebido, entre janeiro e agosto de 2025, a marca história de 1,6 milhão de passageiros. O aeroporto é um dos que mais crescem em número de turistas na região, reforçando o aumento do turismo em Maceió e no litoral alagoano.
[
74
]
[
75
]
Localizado entre as praias de Pajuçara e Jaraguá, o
Porto de Jaraguá
, em Maceió, é considerado um “porto natural”, que facilita o atracamento de embarcações. Os principais produtos exportados por esse porto são açúcar e derivados, petróleo e derivados, adubo, sal e minério de cobre.
[
76
]
Números divulgados em 2022 pelo
IBGE
revelaram que, em média, o estado de Alagoas possuí 416 789 automóveis, de um total de 7 801 037 de veículos no
Nordeste
.
[
77
]
Energia elétrica
[
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|
editar código
]
Quando se fala em energia, o estado é abastecido, em grande parte, pelo
Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso
, localizado na tríplice divisa com a Bahia e Pernambuco, e a
Usina de Xingó
, na divisa com Sergipe.
[
66
]
Cultura
[
editar
|
editar código
]
A cultura alagoana é rica, com influências portuguesas, indígenas e africanas.
[
78
]
Sururu
,
molusco
que faz parte da culinária alagoana.
A culinária típica do estado possui bastante influência do mar e das lagoas na região litorânea, sendo baseada em peixes e outros frutos do mar preparados na base do leite de coco. Destaca-se, dentre os pratos, o
sururu
. No semiárido alagoano, a culinária possui maior ênfase nas carnes de bode e carneiro, com a
buchada
. Entre as opções de acompanhamentos e iguarias, encontram-se
tapioca
,
cuscuz de milho
,
arroz-doce
,
batata-doce
,
inhame
, mandioca com carne de sol,
beiju
,
pé-de-moleque
,
munguzá
,
canjica
e
pamonha
, que são comumente servidos nas refeições de manhã e à noite. As frutas típicas da região, como jaca, manga, mangaba, abacaxi, banana, pitanga, sapoti, pinha, graviola, caju, cajá e acerola, são transformadas em sucos, sorvetes e doces.
[
78
]
O folclore do estado é rico, destacando-se a grande diversidade de folguedos (quase 30), como o
Coco de roda
,
Reisado
e
Guerreiro
.
[
79
]
Quando se fala em música, o maior artista alagoano é
Djavan
.
Na literatura, Alagoas é o estado de
Graciliano Ramos
,
Jorge de Lima
,
Lêdo Ivo
e do professor
Aurélio Buarque de Holanda
, autor do
conhecido dicionário
que leva seu nome.
[
80
]
Ver também
[
editar
|
editar código
]
Municípios de Alagoas
Ordem alfabética
Área territorial
Área urbanizada
Lista de municípios de Alagoas por população
Biografias de alagoanos notórios, separados por município de nascimento
Governadores de Alagoas
Notas
↑
Consoante lei, a 15 de novembro, Dia da Proclamação da República, a capital de Alagoas passa a ser, entre este dia,
Marechal Deodoro
.
Referências
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