Maratona – Wikipédia, a enciclopédia livre
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Início
1
A maratona lendária
2
A maratona olímpica moderna
Alternar a subsecção A maratona olímpica moderna
2.1
Maratona feminina
3
Popularização
4
Regras da IAAF
5
A prova
Alternar a subsecção A prova
5.1
Correndo a maratona
5.2
Treinamento
5.3
Glicogênio e "O Muro"
6
Riscos à saúde
Alternar a subsecção Riscos à saúde
6.1
Pós-maratona
7
Recordes e melhores marcas
8
Melhores marcas mundiais
Alternar a subsecção Melhores marcas mundiais
8.1
Homens
8.2
Mulheres
9
Melhores marcas olímpicas
Alternar a subsecção Melhores marcas olímpicas
9.1
Homens
9.2
Mulheres
10
A maratona na lusofonia
11
Marcas da lusofonia
12
Ver também
13
Referências
14
Ligações externas
Alternar o índice
Maratona
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Maratona
Maratona
Olímpico
desde
1896
H /
1984
M
Desporto
Atletismo
Praticado por
Ambos os sexos
Campeões Olímpicos
Paris 2024
Masculino
Tamirat Tola
 
Etiópia
Feminino
Sifan Hassan
Holanda
Campeões Mundiais
Tóquio 2025
Masculino
Alphonce Simbu
Tanzânia
Feminino
Peres Jepchirchir
 
Quênia
Recorde Mundial
Masculino
Kelvin Kiptum
– 2:00:35 (2023,
Chicago
)
Feminino
Ruth Chepngetich
– 2:09:56 (2024,
Chicago
)
Maratonistas a caminho de Atenas nos
Jogos de 1896
.
Maratona
é uma
corrida
realizada na distância oficial de 42,195 km, normalmente em ruas e estradas. Única modalidade esportiva que se originou de uma lenda, seu nome foi instituído como uma homenagem à antiga lenda grega do soldado ateniense
Fidípides
, um mensageiro do exército de
Atenas
, que teria corrido 42 km entre o campo de batalha de
Maratona
até Atenas para anunciar aos cidadãos da cidade a vitória dos exércitos atenienses contra os
persas
e morreu de exaustão após cumprir a missão.
Corridas de longa distância, entretanto, existem em documentos muito mais antigos e já eram disputadas séculos antes da civilização grega, no
Antigo Egito
. O faraó
Taraca
, da
XXV dinastia
,
rei de Cuxe
, e que viveu séculos antes dos acontecimentos entre atenienses e persas, instituiu uma corrida de longa distância para manter seus exércitos em alto preparo físico, numa distância aproximada de 100 km, o que nos dias de hoje é considerada uma
ultramaratona
. Esta corrida é hoje revivida no
Egito
com o nome de "Pharaonic 100km" e é disputada entre a
pirâmide
de
Hawara
, em
Faium
, e as pirâmides de
Sacara
, a sudoeste do
Cairo
. Mas foi a lenda do soldado grego que despertou a imaginação das gerações seguintes e a corrida e morte de Fidípedes, incorporada num popular
poema
de
Robert Browning
, no
século XIX
, que habitava a imaginação de
Pierre de Coubertin
quando decidiu reviver os
Jogos Olímpicos
no fim daquele século.
[
1
]
Uma das mais longas, desgastantes e difíceis provas do atletismo, a maratona é, ininterruptamente, uma prova olímpica desde a primeira edição dos Jogos Olímpicos, em
Atenas 1896
. Sua distância atual, percorrida pela primeira vez em
Londres 1908
, só se tornou oficial em 1921. Popularizada em fins do
século XX
como corrida de massa, mais de 500 maratonas são realizadas anualmente em todo mundo. Algumas delas são disputadas por apenas algumas dúzias de atletas
[
2
]
enquanto outras podem comportar dezenas de milhares de participantes.
[
3
]
No calendário olímpico a maratona é, tradicionalmente, o último evento dos Jogos Olímpicos.
A maratona lendária
[
editar
|
editar código
]
Reza a lenda que, no ano de 490 a.C., quando os soldados atenienses partiram para a planície de
Marathónas
para combater os persas na
Primeira Guerra Médica
,
[
4
]
suas mulheres ficaram ansiosas pelo resultado porque os inimigos haviam jurado que, depois da
batalha
, marchariam sobre
Atenas
, violariam suas mulheres e sacrificariam seus filhos. Ao saberem dessa ameaça, os gregos deram ordem a suas esposas para, se não recebessem a notícia da sua vitória em 24 horas, matar seus filhos e, em seguida, suicidarem-se.
Os gregos ganharam a batalha, mas a luta levou mais tempo do que haviam pensado, de modo que temeram que elas executassem o plano. Para evitar isso, o general grego
Milcíades
ordenou a seu melhor corredor, o soldado e atleta
Fidípedes
, que corresse até Atenas, situada a cerca de 40 km dali, para levar a notícia. Fidípedes correu essa distância tão rapidamente quanto pôde e, ao chegar, conseguiu dizer apenas "vencemos", e caiu morto pelo esforço.
[
5
]
No entanto,
Heródoto
conta — no que é considerada por historiadores modernos como apenas uma versão romanceada
[
6
]
— que, na realidade, Fidípedes foi enviado antes da batalha a
Esparta
e outras cidades gregas para pedir ajuda, e que tivera de correr duzentos e quarenta quilômetros em dois dias, voltando à batalha com os reforços necessários para vencer os persas.
[
7
]
Só depois disso, teria corrido até Atenas para anunciar a vitória e então morrer pelo esforço.
Seja como for, cerca de 2 400 anos mais tarde, em 1896, quando da criação dos primeiros
Jogos Olímpicos
da
Era Moderna
, Fidípides foi homenageado com a criação dessa prova, cuja distância foi estipulada em cerca de 40 km — a distância aproximada de Maratona a Atenas — mas que desde 1921 tornou-se oficialmente de 42,195 km, depois de ser disputada nesta distância em
Londres 1908
.
A maratona olímpica moderna
[
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|
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]
Distância da maratona olímpica
Ano
Distância
(km)
Atenas 1896
40
Paris 1900
40,26
St. Louis 1904
40
Londres 1908
42,195
Estocolmo 1912
40,2
Antuérpia 1920
42,750
Paris 1924
em diante
42,195
Quando os Jogos Olímpicos da Era Moderna tiveram início em 1896, seus criadores e organizadores procuravam por algum grande evento popular que relembrasse a antiga glória da Grécia. A ideia de organizar uma maratona veio de Michel Bréal,
[
8
]
um amigo do barão
Pierre de Coubertin
, que queria que tal prova fizesse parte do evento inaugural, no que foi apoiado por Coubertin e pelos gregos.
Os organizadores gregos fizeram uma seletiva para a maratona olímpica, realizada em 10 de março de 1896, vencida por
Charilaos Vasilakos
em 3h18min (e onde o futuro primeiro campeão olímpico chegou em quinto).
[
9
]
O vencedor da primeira maratona olímpica, disputada apenas um mês depois da seletiva grega, entre a
planície
de Maratona e o
Estádio Panathinaiko
, no centro de Atenas, foi o pastor de ovelhas e carregador de água grego
Spiridon Louis
, em 2h58m50s, a primeira marca oficial para esta prova.
[
10
]
As primeiras maratonas disputadas não tinham uma distância exata fixa, mas nos primeiros Jogos Olímpicos ela tinha cerca de 40 km de distância, aproximadamente a distância entre Maratona e Atenas pela rota mais plana. Em outros lugares, ela diferia para mais ou menos dependendo da rota traçada na região. Em 1907, os organizadores do
Comitê Olímpico Internacional
decidiram que nos Jogos seguintes,
Londres 1908
, ela deveria ter a extensão de 25 milhas ou 40 km. Com a largada marcada para ser em frente ao
Castelo de Windsor
e a linha de chegada em frente ao camarote real no
Estádio Olímpico de White City
, depois de uma volta inteira na pista de
atletismo
, o percurso inteiro mediu exatos 42,195 km.
[
11
]
Disputada pela primeira vez nesta distância em Londres, acabou sendo assim oficializada em maio de 1921, pela
Federação Internacional de Atletismo
.
[
12
]
Maratona feminina
[
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|
editar código
]
Disputada ininterruptamente nos Jogos pelos mais de oitenta anos seguintes apenas como uma prova masculina — não se imaginava que as mulheres fossem capazes de correr tal distância — a maratona feminina foi introduzida em
Los Angeles 1984
, com a norte-americana
Joan Benoit
sendo a primeira campeã olímpica da história.
[
13
]
A primeira maratona feminina oficialmente disputada sob a égide da
IAAF
foi a do
Campeonato Europeu de Atletismo de 1982
, corrida exatamente na cidade de Atenas onde tudo se originou, e vencida pela portuguesa
Rosa Mota
.
[
14
]
Até que isso acontecesse, as mulheres participaram extraoficialmente de diversas maratonas através das décadas, mostrando sua capacidade de correr a distância. A primeira mulher tida hoje como maratonista foi a francesa Marie-Louise Ledru, que em 1918 completou a Tour de Paris Marathon em 5h40m e chegou na 38ª colocação.
[
15
]
Oficialmente, a IAAF reconhece a inglesa Violet Piercy como tal, que com sua marca extra-oficial de 3:40:22 na Polytechnic Marathon, entre Londres e
Windsor
, na Inglaterra de 1926, seria a primeira recordista mundial da distância para mulheres.
[
16
]
Antes do reconhecimento da maratona como prova olímpica e prova oficial da IAAF, a norueguesa
Grete Waitz
quebrou por quatro vezes o recorde mundial.
[
17
]
O recorde olímpico da maratona pertence ao etíope
Tamirat Tola
, com a marca de 2:06:26 em
Paris 2024
.
[
18
]
Entre as mulheres, ele é da holandesa
Sifan Hassan
, 2:22:55, conquistado também em Paris 2024.
[
19
]
Popularização
[
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|
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]
A partir dos
anos 1970
, a maratona passou a ter uma popularidade como nunca havia conhecido antes, sendo a prova extenuante como é. O fenômeno, conhecido internacionalmente como
"running boom"
, aconteceu depois da vitória do norte-americano
Frank Shorter
nos
Jogos Olímpicos de Munique
em 1972, o que causou uma febre pelas corridas de rua, pelo
jogging
recreativo e pela maratona em todos os
Estados Unidos
e de lá espalhou-se pelo mundo.
[
20
]
Entre a primeira maratona olímpica em 1896 e a primeira maratona anual em 1897 — a
Maratona de Boston
— as duas disputadas por pouco mais de uma dezena de homens, e as mais de 550 maratonas existentes hoje no mundo, milhares de pessoas em boa condição física, homens e mulheres de todas as idades, passaram a tomar as ruas de cidades em todos os continentes correndo a prova.
[
3
]
Em 2011, apenas nos Estados Unidos, cerca de 518 000 pessoas completaram uma maratona.
[
21
]
Largada da
Maratona de Estocolmo
, uma das maiores da Europa.
Muitas destas maratonas integram a
Associação Internacional de Maratonas e Corridas de Rua
(AIMS), que desde sua criação em 1982 cresceu o suficiente para hoje abrigar mais de 350 provas-membro em 98 países e territórios diferentes.
[
22
]
Seis das mais populares e prestigiadas maratonas filiadas à associação formaram a
World Marathon Majors
, um grupo de provas especiais que criou um
ranking
bienal entre maratonistas de elite e premiam os principais atletas, homens e mulheres, com US$ 500 000 a cada ano. Fazem parte da
WMM
as maratonas de
Boston
,
Nova York
,
Chicago
,
Londres
,
Berlim
e
Tóquio
.
[
23
]
Além destas seis, algumas das mais populares e importantes maratonas pelo mundo são disputadas anualmente em
Amsterdam
,
Rotterdam
,
Honolulu
,
Estocolmo
,
Seul
,
Fukuoka
,
Rio de Janeiro
,
São Paulo
,
Lisboa
,
Buenos Aires
,
Milão
,
Viena
,
Roma
,
Los Angeles
,
Hamburgo
,
Paris
,
Pequim
,
Frankfurt
,
Dublin
,
Casablanca
e
Sydney
.
Algumas maratonas têm lados históricos ou pitorescos. A Maratona de Boston é a mais antiga, com sua primeira edição remontando a 1897. Na
Europa
, a Maratona de Košice, na
Eslováquia
, data de 1924, é das primeiras europeias. A britânica Polytechnic Marathon, a primeira a ser criada na Europa em 1909, foi extinta em 1996. A
Maratona do Sol da Meia-Noite de Tromsø
, na
Noruega
, corrida de noite debaixo de sol pelas características da região, cruza o
Ártico
no
Paralelo 70 N
e é a maratona mais ao norte do
planeta
certificada pela AIMS.
[
24
]
Algumas outras maratonas exóticas são a Great Wall Marathon, disputada sobre a
Grande Muralha da China
, a Great Tibetan Marathon, disputada a 3 500 m de altitude entre
mosteiros
budistas
no norte da
Índia
e a Polar Circle Marathon, disputada inteiramente sobre o gelo da
Groenlândia
, a cada mês de outubro sob temperaturas de —10 °C. A
Maratona de Istambul
é a única no mundo onde os corredores atravessam dois continentes,
Ásia
e Europa, através de uma ponte sobre o
Bósforo
.
[
25
]
A
Maratona de Londres
é disputada em dois
hemisférios
, ocidental e oriental, pois a cidade é cruzada pelo
Meridiano de Greenwich
,
[
26
]
e o percurso da Detroit Free Press Marathon, nos Estados Unidos, cruza por duas vezes a fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos.
[
27
]
A popularidade da maratona, transformada através dos anos em um evento de massa, fez com que, em algumas delas, o número de corredores inscritos seja tão grande que os organizadores foram obrigados a criar largadas em pontos e horários diferentes para a partida dos atletas. A
Maratona de Nova York
, por exemplo, teve em 2011 mais de 47 mil corredores cruzando a linha de chegada e a de Londres em 2013 mais de 34 mil.
[
28
]
A 100.ª
Maratona de Boston
, em 1996, teve mais de 38 mil inscritos, então um
recorde mundial
.
[
29
]
Regras da IAAF
[
editar
|
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]
A
Federação Internacional de Atletismo
(
IAAF
— International Association of Athletics Federations) estabelece que a distância oficial da maratona deva ser de exatos 42,195 km (42 mil 195 metros), com um adendo de 42 metros.
[
30
]
Os fiscais oficiais e medidores de quilometragem destas provas acrescentam ao final mais um metro por quilômetro percorrido, para reduzir o risco de que alguma falha na medição produza uma distância final inferior à estipulada.
Para eventos sob a égide da IAAF é obrigatório que o percurso tenha marcações intercaladas da distância percorrida, de maneira a que os corredores tenham noção do ponto em que se encontram, e esses marcos devem ser a cada quilômetro. Não há menção ao uso de marcação em milhas, porém estas marcações são comuns em maratonas disputadas em países de
língua inglesa
, onde a
milha
é uma marca tradicional para distância e velocidade.
[
31
]
Os recordes conquistados, sejam eles mundiais, continentais ou nacionais, só são reconhecidos em provas que cumpram as regras da IAAF, que estabelecem que o percurso precisa ter uma distância máxima entre a partida e a chegada de 50% da distância total da prova — 42,195 km — e um desnível na
topografia
de no máximo 1/1000 da distância total. Foi por este motivo que a marca de 2:03:02 do queniano
Geoffrey Mutai
, estabelecida em Boston em 2011 e então a mais rápida da história, não foi reconhecida como recorde mundial pela entidade, já que o percurso daquela prova, uma maratona ponto-a-ponto entre duas cidades, tem uma distância largada-chegada superior à permitida, além de uma topografia em desnível de 150 m entre o início e o fim. A marca de Mutai foi reconhecida pela IAAF como "melhor marca mundial" mas não como recorde mundial. Nesta mesma edição de Boston, o norte-americano Ryan Hall também foi o primeiro não-africano na história a conseguir completar a distância em menos de 2h06m — marcou 2:04:58 — mas seu tempo também não é reconhecido como recorde norte-americano pela
USA Track & Fields
, o órgão máximo do atletismo nos EUA.
[
32
]
As regras foram criadas para encorajar a disputa da maratona em percursos planos de ida e volta, parecidos entre si, e evitar novas provas com percursos criados apenas para produzir tempos rápidos, com muitas descidas e fatores meteorológicos favoráveis, como vento a favor. Ironicamente, isso atingiu em cheio a Maratona de Boston, que existe desde que
Spiridon Louis
era ainda um jovem, muito antes da criação da IAAF e é uma das mais tradicionais maratonas do mundo, com seu percurso testado através dos tempos pelos mais importantes e rápidos maratonistas da história.
[
32
]
Para grandes eventos reconhecidos pela IAAF, é costume ser mostrado o tempo dos principais corredores quando atingem a metade da prova e também a cada 5 km de distância percorrida; os maratonistas estão aptos a terem recordes mundiais reconhecidos para as distâncias não-olímpicas de 20 km e 30 km, caso estas marcas sejam conseguidas durante a disputa da maratona e a prova seja completada por eles.
[
31
]
A prova
[
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|
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]
Correndo a maratona
[
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|
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]
A grande maioria dos atletas que participam de uma maratona não a corre para vencer. O mais importante para os corredores amadores é correr contra si mesmo, conseguindo tempos mais rápidos a cada vez e uma melhor colocação em seu grupo de idade ou de sexo. Muitos tem como meta apenas conseguir completá-la. Estratégias para a prova incluem correr a distância toda em ritmos diferentes ou andar e correr alternadamente por todo o percurso. Em 2005, o tempo médio de uma maratona nos Estados Unidos era de 4:32:08 para os homens e 5:06:08 para as mulheres.
[
33
]
Claire Lomas completa a Maratona de Londres depois de dezessete dias de prova.
Um dos principais objetivos dos corredores é quebrar determinada barreira de tempo. Os mais lentos, almejam poder correr a prova em menos de 4 horas e os mais competitivos em menos de três horas, e todos treinam intensamente para isso.
[
34
]
Outro objetivo importante é conseguir qualificação para disputar determinada maratona importante. A Maratona de Boston, por exemplo, tem uma exigência forte de tempos limites para grupos de idade e sexo, assim como a Maratona de Nova York, está menos exigente que a primeira.
Normalmente, o tempo máximo de duração de uma maratona de massas é de seis horas, após o qual o percurso é fechado aos corredores e aberto ao tráfego normal e os tempos dos corredores restantes deixam de ser oficialmente marcados. Em algumas delas, pode chegar a oito horas. Casos especiais acontecem, como o da
paraplégica
britânica Claire Lomas, que, na Maratona de Londres de 2012, ajudada por um novo fato robótico desenvolvido para manter eretas pessoas com incapacidade de movimento, completou a prova em dezessete dias, arrecadando fundos para caridade, e foi recebida na linha de chegada — mais de duas semanas depois da largada — por centenas de espectadores, fotógrafos, repórteres de jornal e televisão, organizadores da prova e teve nos últimos metros a escolta da
Household Cavalry
, unidade montada de elite do exército britânico.
[
35
]
Treinamento
[
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|
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]
As corridas longas são parte importante no treinamento para correr uma maratona. Corredores amadores tendem a completar um máximo de 32 km em sua corrida longa de fim de semana, com um total de 70/80 km por semana de distância acumulada, quando treinando para uma maratona, mas existe grande variabilidade na prática e nas recomendações. Maratonistas mais experientes costumam correr distâncias mais longas durante a semana e mais de uma vez ao dia. A grande quantidade de quilômetros percorridos no treinamento semanal, pode trazer grande vantagem em resistência ao corredor, mas também traz o risco de contusões e lesões. A grande maioria dos maratonistas de elite chega a acumular cerca de 160 km semanais durante o treinamento.
[
36
]
Muitos programas de treino duram um mínimo de cinco a seis meses, com um aumento gradual da distância percorrida e, ao fim dele, para recuperação, um período pequeno de treinamento mais suave e reduzido às vésperas da prova. Para iniciantes querendo apenas completar a maratona, um período de treinos de quatro meses, com quatro corridas semanais, é o mais recomendado.
[
37
]
Muitos técnicos recomendam um aumento semanal no acúmulo de distância de não mais de 10%. Também é frequentemente recomendado que se mantenha uma frequência consistente de corrida por algumas semanas, antes de iniciar o programa específico de treinamento para a maratona, a fim de acostumar o corpo ao
estresse
muscular e físico que esse treinamento irá proporcionar.
[
38
]
O programa de treino pode ter variações entre treinos mais fortes e treinos mais leves. O último treino longo deve ser feito há pelo menos duas semanas do dia da prova. Muitos maratonistas também aumentam o consumo de
carboidratos
neste período, a fim de aumentar as reservas de
glicogênio
no organismo.
Glicogênio e "O Muro"
[
editar
|
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]
Maratonista "bate no muro" e recebe incentivo a menos de 2 km da linha de chegada na Maratona de Boston.
Os carboidratos que as pessoas consomem são convertidos pelo
fígado
e pelos
músculos
em glicogênio no organismo. Ele queima rapidamente para produzir energia. Corredores podem armazenar 8
joules
ou 2 mil cal/kg (
calorias
por
quilo
) de glicogênio no corpo, o suficiente para cerca de 30 km de corrida. A partir desse ponto ela pode se tornar difícil.
[
39
]
Quando o nível de glicogênio se torna baixo, o corpo começa a queimar energia da
gordura
existente, que não queima tão rápido quanto o glicogênio. Quando isto ocorre, o corredor começa a experimentar uma grande fadiga e "bate no muro", expressão usada no
atletismo
e no
ciclismo
que significa que o atleta encontra pela frente uma grande dificuldade — e muitas vezes, impossibilidade — de continuar a prova.
[
40
]
Uma maneira de evitar ou retardar a chegada do "muro" na maratona, é maximizar o glicogênio disponível de maneira que a fadiga a partir dos 30 km não seja tão forte. Isto é conseguido utilizando uma grande quantidade de energia proveniente da gordura queimada mesmo durante os estágios iniciais da corrida, economizando o glicogênio.
Géis
energéticos à base de carboidratos são usados pelos corredores para evitar ou reduzir os efeitos do "muro", já que eles proporcionam fácil digestão de energia durante a corrida. Eles precisam ser consumidos com alguma quantidade de água. As recomendações da frequência com que o corredor deve se abastecer de gel antes e durante a corrida variam de pessoa para pessoa.
[
41
]
Alternativas ao gel incluem tipos de açúcar concentrados e alimentos ricos em carboidratos que podem ser facilmente digeridos. Muito atletas experimentam diversos tipos de suplementos de energia durante os treinos para descobrir qual lhes é mais útil.
É também importante evitar usar qualquer tipo de
analgésico
anti-inflamatório não-
esteroide
(por exemplo,
aspirina
,
ibuprofeno
,
naproxeno
), uma vez que estes
fármacos
podem mudar a forma como os
rins
regulam o fluxo de
sangue
no organismo e pode levar a graves problemas renais, especialmente em casos que envolvam
desidratação
de moderada a grave durante a prova.
[
42
]
Riscos à saúde
[
editar
|
editar código
]
Correr maratonas pode causar vários riscos físicos. Os treinos e a prova propriamente ditam colocam o atleta sob estresse físico e mental e, apesar de raras, mortes também podem acontecer durante uma prova. Contusões e lesões comuns que ocorrem são
tendinites
,
fadiga
muscular e óssea,
entorses
de
joelhos
e
tornozelos
,
desidratação
extrema (desequilíbrio
eletrolítico
), entre outras.
Um estudo publicado em 1996, descobriu que a possibilidade de um
ataque cardíaco
durante — ou até 24 horas depois — uma maratona, é da ordem de 1/50 000 em toda a carreira do atleta, caracterizado como um risco muito pequeno.
[
43
]
Outro estudo médico feito em 2005 com sessenta corredores amadores, fez uma experiência no período de treinamentos e durante a maratona para procurar por certas
proteínas
que indicam danos cardíacos ou disfunção do coração depois de completarem a corrida e fez com cada um dos atletas um
scanner
de
ultrassom
, antes e depois da maratona. A amostra feita com os sessenta corredores revelou que atletas que fizeram menos de 56 km de distância em treinos semanais, estavam mais propensos a alguma disfunção cardíaca do que outros que fizeram mais de 72 km acumulados durante uma semana.
Voluntário entrega água aos corredores durante a maratona.
O mais novo estudo sobre consequências cardíacas provocadas pela maratona, feito em 2010, mostra que correr maratonas pode resultar na diminuição de função de mais da metade dos segmentos que compõem a câmara de bombeamento do
coração
, mas outras partes do órgão passam a substituir as afetadas. A recuperação completa de uma prova pode levar até três meses. Quanto mais saudável estiver o organismo, menores serão os efeitos no sistema cardíaco.
[
44
]
O consumo exagerado de líquido, beber quantidades excessivas de água ou demais
fluidos
durante a prova, pode levar a uma diluição do
sódio
no
sangue
, uma condição chamada
hiponatremia
, que causa
vômitos
,
convulsões
,
desmaios
,
coma
e até a morte.
[
45
]
Como a hiponatremia é causada pela retenção excessiva de água e não apenas pela perda de sódio, o consumo anterior de bebidas esportivas energéticas ou de alimentos salgados não são garantia de prevenção contra a disfunção eletrolítica. De acordo com o Dr. Lewis G. Maharam, diretor-médico da Maratona de Nova York, "não há casos de mortes em corridas causadas por desidratação simples, mas há vários casos de pessoas morrendo por hiponatremia".
[
46
]
Um estudo do
New England Journal of Medicine
feito com 766 atletas voluntários, demonstrou que 13% dos corredores que completaram a Maratona de Boston de 2002 tiveram hiponatremia.
[
47
]
A quantidade ideal de ingestão de líquido durante uma maratona depende do
peso
, sexo, do
clima
, do ritmo de corrida e da quantidade de
transpiração
, individual a cada pessoa. A um corredor que ao final da prova esteja sofrendo de hiponatremia, deve ser dado uma solução líquida concentrada salgada
intravenosa
, para aumentar rapidamente a concentração de sódio no sangue. Alguns corredores pesam a si mesmos antes da corrida e escrevem o peso nos números que levam no peito. Caso necessário, os responsáveis pelos
primeiros socorros
usam essa informação para saber se o paciente consumiu muita água.
Pós-maratona
[
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|
editar código
]
Correr uma maratona pode causar diversos problemas médicos posteriores, especialmente musculares, ósseos e
dermatológicos
.
Dores musculares tardias
pós-esforço são comuns na semana seguinte à prova.
[
48
]
Vários tipos de exercícios leves e massagens localizadas são recomendados para aliviar as dores secundárias causadas pelo estresse muscular. Problemas dermatológicos geralmente incluem fissura do
mamilo
,
hematomas
e escurecimento nos dedos e unhas dos pés e
bolhas
.
[
49
]
O
sistema imunológico
da pessoa é suprimido por um curto período de tempo. Mudanças na
química
do sangue podem levar os médicos a crer numa má-função coronária num primeiro exame.
Após longas corridas treinando para a maratona ou depois da participação nela, é recomendado consumir carboidratos para aumentar o estoque de glicogênio e proteínas para ajudar na recuperação muscular. Além disso, a imersão da metade inferior do corpo, durante aproximadamente 20 minutos, em água fria ou gelada, ajuda a forçar o sangue através da musculatura das pernas para acelerar a recuperação.
[
50
]
Recordes e melhores marcas
[
editar
|
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]
Três versões do JonasCounter, usado para a medição de distância nas maratonas.
Recordes mundiais para a maratona não eram oficialmente reconhecidos pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) até 1 de janeiro de 2004. Anteriormente, eles eram oficialmente designados como "melhor marca mundial". Para as marcas serem reconhecidas, o percurso onde são conquistadas devem atender às exigências da Federação. Normalmente, esses percursos são planos e de ida-e-volta. Os tempos mais rápidos acontecem em provas ao nível do mar, sem grandes ondulações, com temperaturas baixas, grandes prêmios em dinheiro e a ajuda de "
coelhos
", corredores contratados para dar um ritmo forte à prova até determinada distância previamente estipulada, levando os principais competidores a marcas intermediárias rápidas, e depois abandonarem a corrida.
[
51
]
As principais regras da IAAF para reconhecer um recorde mundial são:
O percurso precisa ter exatos 42,195 km medidos com o aparelho de
calibragem
da quilometragem usado em bicicletas, conhecido como
Jonas Counter
.
[
52
]
A distância entre a largada e a chegada do percurso, medidas ao longo de uma linha reta teórica entre elas, não pode ser maior do que 50% da extensão da prova — no caso, 21 097,5 m, a distância exata de uma
meia-maratona
.
O desnível topográfico entre a largada e a chegada não pode exceder a média de 1/1000, um metro por quilômetro (um máximo de 42 m).
O queniano
Kelvin Kiptum
, já falecido, recordista mundial da maratona.
Estas regras criadas em 2004, inclusas numa série de determinações da IAAF sobre recordes de modalidades variadas, acabaram atingindo em cheio a mais popular e antiga maratona anual do mundo, a Maratona de Boston, existente desde 1897, muito antes da criação da IAAF. Por ser disputada ponto-a-ponto, entre duas cidades do estado de
Massachusetts
,
Hopkinton
e
Boston
(mais de 21 km entre a largada e a chegada) e ter um desnível em descida de cerca de 150 m ao final de toda sua extensão (mais de 42 m), a prova ficou de fora de qualquer reconhecimento oficial do órgão máximo do atletismo para recordes em seu percurso. Por causa disso, o queniano
Geoffrey Mutai
, que em abril de 2011 correu ali a maratona mais rápida até então conhecida — 2:03:02 — não foi oficialmente reconhecido como recordista mundial da maratona.
[
53
]
Este título pertence atualmente ao também queniano
Kelvin Kiptum
, com o tempo de 2:00:35 conquistado na
Maratona de Chicago
de 2023
[
54
]
; Keptum faleceu aos 24 anos num acidente de automóvel no Quênia em fevereiro de 2024, cinco meses após estabelecer o recorde.
[
55
]
Em maio de 2017, a
Nike
criou um evento chamado
Breaking2 Race
, na distância de uma maratona, no
autódromo de Monza
na
Itália
, para testar as possibilidades de seu novo sapato de corridas
Nike Zoom Vaporfly Elite
em busca de correr a maratona em menos de duas horas. O queniano Eliud Kipchoge, já então recordista mundial oficial e campeão olímpico na
Rio 2016
, que recebeu 1 milhão de dólares para participar e receberia mais outro se conseguisse o feito, correu a distância em 2:00:25, seguido pelo recordista mundial da meia-maratona
Zersenay Tadese
, da
Eritreia
, em 2:06:52. A marca, entretanto, produzida no que é chamada uma "corrida de laboratório" e com vários "
coelhos
" que se revezavam durante a prova puxando o ritmo alternadamente e não numa verdadeira maratona, não foi reconhecida como recorde mundial pela
World Athletics
.
[
56
]
[
57
]
Kipchoge fez a mesma tentativa dois anos depois, em
Viena
,
Áustria
, no evento denominado
Ineos 1:59 Challenge
, num percurso especialmente preparado dentro de um grande parque, e, nas mesmas condições do evento anterior, puxado por "
coelhos
" — 41 foram usados em todo o percurso — que se revezavam durante o percurso, desta vez conseguiu quebrar a marca das duas horas, completando a distância em 1:59:40. Pelas condições atípicas em que a prova foi realizada, a
World Athletics
também não a reconhece como marca oficial ou recorde mundial, mas o reconhece como sendo o primeiro homem a correr a maratona em menos de duas horas.
[
58
]
Entre as mulheres, a recordista é a queniana
Ruth Chepngetich
com o tempo de 2:09:56 conseguido na
Maratona de Chicago
de 2024. Chepngetich quebrou em quase dois minutos o recorde anterior – 2:11:53 – da etíope
Tigst Assefa
, de 2023, e se tornou a primeira mulher a correr a maratona em menos de duas horas e dez minutos.
[
59
]
A Maratona de Berlim, na
Alemanha
, é a maratona com maior número de recordes mundiais obtidos em seu percurso, treze, entre masculino e feminino. Na história da evolução dos recordes ou melhores marcas mundiais da maratona, dois lusófonos já escreveram seus nomes: o português
Carlos Lopes
— 2:07:12 — na
Maratona de Rotterdam
de 1985, também campeão olímpico da prova em
Los Angeles 1984
e o brasileiro
Ronaldo da Costa
— 2:06:05 — na Maratona de Berlim de 1998.
[
60
]
Com sua popularização através dos anos, a maratona também registra hoje recordes excêntricos: o britânico-indiano
Fauja Singh
é o mais velho humano a completar uma maratona, o que fez aos 100 anos de idade na Maratona de Toronto de 2011, em 8:11:06;
[
61
]
a também britânica Gladys Burrill foi a mais velha mulher maratonista, depois de completar a Maratona de Honolulu 2010 em 9:53, aos 92 anos de idade e 65 dias,
[
62
]
em 31 de maio de 2015, a norte-americana Harriette Thompson com 92 anos e 65 dias, completou a maratona de San Diego em sete horas, 24 minutos e 36 segundos;
[
63
]
o aventureiro Sir Ranulph Fiennes, foi o primeiro a completar sete maratonas nos cinco continentes num espaço de sete dias;
[
64
]
o belga Stefaan Engels correu 365 maratonas — uma por dia — nos 365 dias do ano de 2010.
[
65
]
Melhores marcas mundiais
[
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|
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]
As marcas abaixo são de acordo com a
World Athletics
.
[
66
]
[
67
]
Homens
[
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|
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]
Posição
Tempo
Atleta
País
Data
Local
1
2:00:35
Kelvin Kiptum
8 outubro  2023
Chicago
2
2:01:09
Eliud Kipchoge
25 setembro 2022
Berlim
3
2:01:25
Kelvin Kiptum
23 abril 2023
Londres
4
2:01:39
Eliud Kipchoge
16 setembro 2018
Berlim
5
2:01:41
Kenenisa Bekele
29 setembro 2019
Berlim
6
2:01:48
Sisay Lemma
3 dezembro 2023
Valência
7
2:01:53
Kelvin Kiptum
4 dezembro 2022
Valência
8
2:02:05
Sabastian Sawe
1 dezembro 2024
Valência
9
2:02:16
Benson Kipruto
3 março 2024
Tóquio
2:02:16
Sabastian Sawe
21 setembro 2025
Berlim
A marca de 2:00:25 de
Eliud Kipchoge
num evento teste da
Nike
em maio de 2017 no
autódromo de Monza
na
Itália
também não é reconhecida pela IAAF.
[
56
]
[
57
]
Em 12 de outubro de 2019, Kipchoge se tornou o primeiro homem a correr a maratona em menos de duas horas, em
Viena
,
Áustria
, num evento similar ao anterior da
Nike
, completando a distância em 1:59:40. Tanto a marca quanto o recorde mundial também não são reconhecidos oficialmente, mas a Federação Internacional o reconhece como sendo "o primeiro homem a correr a distância de 42,195 km da maratona em menos de duas horas".
[
58
]
Mulheres
[
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|
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]
Posição
Tempo
Atleta
País
Data
Local
1
2:09:56
Ruth Chepngetich
13 outubro 2024
Chicago
2
2:11:53
Tigst Assefa
24 setembro 2023
Berlim
3
2:13:44
Sifan Hassan
8 outubro 2023
Chicago
4
2:14:04
Brigid Kosgei
13 outubro 2019
Chicago
5
2:14:18
Ruth Chepngetich
9 outubro 2022
Chicago
6
2:14:56
Hawi Feysa
12 outubro 2025
Chicago
7
2:14:58
Amane Shankule
4 dezembro 2022
Valência
8
2:15:25
Paula Radcliffe
13 abril 2003
Londres
9
2:15:37
Tigst Assefa
25 setembro 2022
Berlim
2:15:37
Ruth Chepngetich
8 outubro 2023
Chicago
Melhores marcas olímpicas
[
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|
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]
As marcas abaixo são de acordo com o
Comitê Olímpico Internacional
— COI.
[
68
]
Homens
[
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|
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]
Posição
Tempo
Atleta
País
Medalha
Local
1
2:06:26
Tamirat Tola
ouro
Paris 2024
2
2:06:32
Samuel Wanjiru
ouro
Pequim 2008
3
2:06:47
Bashir Abdi
prata
Paris 2024
4
2:07:00
Benson Kipruto
bronze
Paris 2024
5
2:07:16
Jaouad Gharib
prata
Pequim 2008
6
2:07:29
Emile Cairess
Paris 2024
7
2:07:31
Deresa Geleta
Paris 2024
8
2:07:32
Akira Akasaki
Paris 2024
9
2:07:58
Tebello Ramakongoana
Paris 2024
10
2:08:01
Stephen Kiprotich
ouro
Londres 2012
Mulheres
[
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|
editar código
]
Posição
Tempo
Atleta
País
Medalha
Local
1
2:22:55
Sifan Hassan
ouro
Paris 2024
2
2:22:58
Tigst Assefa
prata
Paris 2024
3
2:23:07
Tiki Gelana
ouro
Londres 2012
4
2:23:10
Hellen Obiri
bronze
Paris 2024
5
2:23:12
Priscah Jeptoo
prata
Londres 2012
6
2:23:14
Naoko Takahashi
ouro
Sydney 2000
2:23:14
Sharon Lokedi
Paris 2024
8
2:23:22
Lidia Șimon
prata
Sydney 2000
9
2:23:29
Tatyana Petrova Arkhipova
bronze
Londres 2012
10
2:23:56
Mary Keitany
Londres 2012
A maratona na lusofonia
[
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|
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]
Assim como no resto do mundo, a maratona também popularizou-se no mundo lusófono.
Brasil
e
Portugal
tem seus nomes escritos na história da maratona, com dois recordistas mundiais e um campeão olímpico.
Ronaldo da Costa
estabeleceu um recorde mundial em 1998 e
Carlos Lopes
foi campeão olímpico em 1984 e recordista mundial em 1985. Anualmente, diversas maratonas são disputadas nos países lusófonos, sendo as principais delas as maratonas de
Porto
e
Lisboa
em Portugal, e as maratonas do
Rio de Janeiro
,
São Paulo
,
Porto Alegre
e
Curitiba
no Brasil.
Os recordes nacionais da maratona nos países lusófonos são:
[
69
]
Marcas da lusofonia
[
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|
editar código
]
País
Masculino
Atleta
Ano
Local
Feminino
Atleta
Ano
Local
2:04:51
Daniel Nascimento
2022
Seul
2:29:17
Adriana da Silva
2012
Tóquio
[
70
]
2:06:36
António Pinto
2000
Londres
2:23:29
Rosa Mota
1985
Chicago
[
71
]
2:11:40
João N'Tyamba
2001
Berlim
3:48:29
Cristina Saraiva
2014
Porto
[
72
]
2:16:42
Flavio Sehohle
2022
Durban
4:26:37
Arminda Matsimbe
2019
Nova York
[
73
]
:
671,814
2:18:47
Ruben Sança
2011
Roterdã
2:58:00
Sónia Lopes
2003
Padova
[
74
]
2:26:46
Romênio de Deus
2017
Dili
3:03:53
Agueda Fátima Amaral
2003
Hanói
[
75
]
:
629
2:29:04
Joaquim Moreira
1987
Lisboa
sem registro
[
76
]
2:38:32
Mario Pitra
1980
Brazzaville
sem registro
[
77
]
:
596
Ver também
[
editar
|
editar código
]
Campeões olímpicos da maratona
Meia-maratona
Raid
- A versão da maratona para remadores
Referências
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