Pequi – Wikipédia, a enciclopédia livre
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Início
1
Etimologia
2
Ocorrência
3
Descrição
4
Características do pequizeiro
5
Usos
6
Valores e benefícios nutricionais e na saúde
7
Domesticação e melhoramentos genéticos
8
Festa Nacional do Pequi
9
Especificação do óleo virgem de Pequi
[
22
]
Alternar a subsecção Especificação do óleo virgem de Pequi
[
22
]
9.1
58
10
Referências
11
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Pequi
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Nota:
Para outros significados, veja
Pequi (desambiguação)
.
Pequi
Flor de pequi
Classificação científica
Reino
:
Plantae
Divisão
:
Magnoliophyta
Classe
:
Magnoliopsida
Ordem
:
Malpighiales
Família
:
Caryocaraceae
Género
:
Caryocar
Espécie
:
C. brasilense
Nome binomial
Caryocar brasilense
Cambess.
, 1828
Pequi
(
Caryocar brasiliense
), também chamado de
pequizeiro
,
[
1
]
piqui
,
pequiá
,
piquiá
,
piquiá-bravo
,
amêndoa-de-espinho
,
grão-de-cavalo
,
pequiá-pedra
,
pequerim
e
suari
,
[
2
]
é uma
árvore
da
família
das
cariocaráceas
nativa
do
cerrado
brasileiro
. Seu
fruto
é muito utilizado na
culinária
de algumas regiões do país, principalmente no norte de Minas Gerais, estado maior produtor do fruto. Do pequi, é extraído um
óleo
denominado "azeite" ou "óleo" de pequi". Seus frutos são, também, consumidos
cozidos
, puros ou juntamente com
arroz
e
frango
. Seu
caroço
é dotado de muitos
espinhos
, e há necessidade de muito cuidado ao se roer o fruto, evitando-se nele cravar os
dentes
, o que pode causar sérios
ferimentos
nas
gengivas
e no
palato
. O sabor e o aroma dos frutos são muito marcantes e peculiares. O fruto pode ser conservado tanto em
essência
quanto em
conserva
.
A espécie é dividida em duas
subespécies
, a C. brasiliense sp. brasiliense e a C. brasiliense sp. intermedium, conhecida como pequi-anão.
[
3
]
Etimologia
[
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|
editar código
]
Apontam-se várias possíveis
etimologias
para o termo "pequi"ː
viria do
tupi-guarani
pyqui
(
py
: pele,
qui
: espinhos, ou seja, "pele com espinhos");
[
4
]
viria do
tupi
peki'i
;
[
1
]
viria do
tupi antigo
peke'i
ou
peki
.
[
5
]
Ocorrência
[
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|
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]
Fruta típica do cerrado brasileiro, o pequi é a fruta símbolo da cultura e da culinária da região norte do estado de
Minas Gerais
. A cidade de
Montes Claros
é conhecida como a "capital nacional do Pequi".  Além de
Minas Gerais
, o fruto do pequizeiro também é encontrado em quase toda a
Região Centro-Oeste do Brasil
,  nos estados de Goiás, Mato Grosso, no
Tocantins
e em partes dos estados de
Rondônia
, Mato Grosso do Sul,
Pará
e nos cerrados de
São Paulo
e Paraná. No nordeste, encontra-se com muita facilidade o pequizeiro nos estados do Maranhão, Piauí, bem como na
Chapada do Araripe
no lado Sul do
Ceará
, em cidades como
Barbalha
e
Crato
. Ele também é encontrado no oeste baiano. Está na lista de
espécies ameaçadas
do estado de São Paulo.
[
6
]
É encontrado também na
Bolívia
.
[
7
]
No estado do Tocantins, há uma cidade com o nome de
Pequizeiro
em homenagem à árvore, onde se celebra a festa do pequi todos os anos.
Em Minas tem uma cidade chamada
Pequi (Minas Gerais)
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a extração do pequi no Brasil em 2021 foi de mais de 74 mil toneladas, sendo
Minas Gerais
o maior produtor de Pequi do Brasil, e o estado responsável por mais da metade da produção nacional, seguido pelo estado do
Tocantins
.
[
8
]
Descrição
[
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|
editar código
]
É uma árvore grossa, com
folhas
trifoliadas
e
tomentosas
. As
flores
são grandes e com
estames
compridos. Os
frutos
são
drupáceos
,
oleaginosos
e
aromáticos
. Sua
frutificação
ocorre no período chuvoso entre os meses de outubro e fevereiro. A sua
madeira
é
amarela
.
[
1
]
Características do pequizeiro
[
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]
O pequizeiro
[
9
]
, árvore em que nasce a fruta pequi, foi classificado com a seguinte hierarquia segundo o “The Angiosperm Phylogeny Group (2003)”, divisão: angiospermas; clado: Eurosídeas I; Ordem: Malpighiales; família: Caryocaraceae; Gênero: Caryocar; Espécie: Caryocar brasiliense Cambess.
Sua forma biológica consiste em formato de arbusto, pode ser desde arvoreta a árvore perenifólia, podendo atingir 11m de altura e 83 cm de DAP ( diâmetro à altura do peito, medido a 1,30m do solo). Possui tronco tortuoso, a copa é espalhada e arredondada e a casca externa é cinza, com fissuras e cristas sinuosas e descontínuas.
As flores do pequizeiro são hermafroditas; o fruto é drupáceo com casca fina verde-acinzentada, grande, às vezes ultrapassando 10 cm de diâmetro; o mesocarpo é fibroso e rico em tanino; a polpa apresenta coloração amarelada a alaranjada, é gordurosa e comestível; o endocarpo é duro, lenhoso e espinuloso na superfície externa; a castanha é uma amêndoa oleaginosa, com espinhos medindo cerca de 4 mm.
Seu vetor de polinização é essencialmente o morcego, apesar disso  pode apresentar autopolinização e é capaz de atrair abelhas do tipo Trigona, não excluindo a entomofilia. Já o vetor de dispersão dos frutos e sementes é zoocórica, ou seja, realizada por animais, sendo eles o marsupial e o corvídeo. A floração ocorre de junho a outubro no Distrito Federal, de setembro a novembro em Minas Gerais, de setembro a dezembro no Mato Grosso do Sul e em São Paulo. Enquanto a frutificação, ou seja, a presença de frutos maduros, vai ocorrer de outubro a fevereiro no Mato Grosso do Sul  e de dezembro a maio em São Paulo.
A ocorrência natural do pequizeiro ocorre na Bolívia, no Paraguai e no Brasil nas regiões da Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rondônia e São Paulo. Essa espécie prevalece nos biomas  da Mata Atlântica, do Cerrado e do Pantanal. Infelizmente, atualmente o  pequizeiro está ameaçado de extinção devido a destruição do Cerrado para o plantio de soja e formação de pastagens.
Sobre o aproveitamento dessa espécie vegetal, pode-se dizer que as folhas são consumidas por bovinos; a madeira produz um excelente carvão vegetal, que infelizmente tem sido bastante explorado; o fruto é muito apreciado na culinária sertaneja e um prato típico do Norte de Minas Gerais, sendo o arroz com pequi muito valorizado pelo seu sabor e valor nutricional; as sementes são aproveitadas, visto que são saborosas e comestíveis, assemelhando-se ao sabor do amendoim, mas também é usado no preparo de licores;  o óleo muito rico em vitaminas.
Usos
[
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|
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]
Frutos na árvore.
O fruto pode ser apreciado em variadas formas: cozido, no arroz, no frango, com
macarrão
, com
peixe
, com
carnes
, no
leite
, e na forma de um dos mais apreciados
licores
. Além de
doces
e
sorvetes
.
Fruta à venda em
Cuiabá
,
Mato Grosso
.
Sua
polpa
macia e saborosa deve ser comida com bastante cuidado, uma vez que a mesma recobre uma camada de finos
espinhos
que, se mordidos, fincam-se na língua e no
céu da boca
, provocando
dores
intensas, risco este que deixa de existir, uma vez assimilada a técnica de
degustação
, que é de fácil aprendizado. Deve ser comido apenas com as mãos, jamais com
talheres
. Deve ser levado à
boca
para, então, ser "raspado" - cuidadosamente - com os dentes, até que a parte amarela comece a ficar esbranquiçada, e parar antes que os espinhos possam ser vistos.
O fruto do pequizeiro, por ser rico em óleo, já foi muito utilizado na fabricação de sabão caseiro pelos moradores
rurais
do Tocantins, que não tinham fácil acesso ao produto
industrializado
. Na fabricação do sabão, a massa do fruto era misturada a um líquido retirado das
cinzas
de uma árvore conhecida popularmente por "mamoninha". Essa mistura era levada ao fogo e produzia um sabão vegetal de cor preta brilhante, bastante macio, que era usado para lavar roupas, utensílios e principalmente para a
higiene
pessoal pois, segundo as pessoas que o fabricavam, o produto fazia bem para a
pele
e
cabelo
. Seu óleo é, também, uma das principais fontes para a produção de
biodiesel
.
[
10
]
A sua madeira é aproveitável.
[
1
]
Valores e benefícios nutricionais e na saúde
[
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|
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]
O pequi
[
11
]
é uma fruta rica em óleo e que possui componentes de alto  valor nutricional, como ácidos graxos insaturados (ômega-3 e ômega-6), antioxidantes (carotenóides e compostos fenólicos), vitaminas, e taninos, um grupo de metabólitos encontrados nas folhas de
C brasiliense
.
Na medicina tradicional, suas folhas são usadas para combater o envelhecimento, usadas também no tratamento de gripes, resfriados, doenças inflamatórias, cicatrização de feridas, lesões gástricas, disfunções menstruais, tratamento de doenças oftalmológicas, hepáticas e até mesmo no controle de tumores. Os taninos, especificamente, possuem a capacidade de precipitar proteínas e de  sequestrar íons metálicos, principalmente o ferro, essencial ao desenvolvimento de micro-organismos, propiciando um efeito antimicrobiano e antifúngico.
É uma fruta altamente calórica e tem um teor de compostos fenólicos totais na sua polpa de 209 mg/100 g, proporção mais elevada do que as encontradas na maioria das polpas das frutas consumidas no Brasil.
Domesticação e melhoramentos genéticos
[
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|
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]
Devido ao consumo e uso cada vez maior do pequi e a necessidade de uma produção de maior qualidade para atender esta demanda, diversas instituições no Brasil estão estudando melhoramentos genéticos no pequi para que passe de uma atividade, em sua grande maioria, extrativista para uma produção profissional e de alto rendimento.
[
12
]
[
13
]
Os melhoramentos genéticos têm fins diversos objetivando melhorar características como cor, sabor, espessura da parte comestível, quantidade de frutos, tamanho da árvore (variedade anã),
[
14
]
quantidade de óleo, precocidade na produção de frutos, etc. Mas um melhoramento em especial tem atraído boa parte dos pesquisadores: a possibilidade de se ter pequi sem espinhos. Sobre esta variedade, há notícias um tanto antigas sobre estudos envolvendo a Seagro e a Embrapa sobre o desenvolvimento de uma variedade desta.
[
15
]
[
16
]
Também há notícias um tanto antigas de que a Agência Rural pesquisa duas variedades de pequi sem espinho com exemplares encontrados nas cidades de
Canarana
e
Cocalinho
no Mato Grosso.
[
17
]
As notícias mais recentes sobre esta variedade é sobre uma árvore encontrada no Parque Indígena do Xingu. Sementes e mudas foram levadas pelo pesquisador
Warwick Estevam Kerr
à
Universidade Federal de Uberlândia
para estudos e replicação. Esta variedade em estudo de pequi gigante sem espinho é mais doce, mais macio, pode ser consumido
in natura
e possui 35 vezes mais parte comestível que o pequi comum.
[
18
]
[
19
]
Como ainda está em estudo, quase não existem locais onde possa se comprar, com segurança, mudas da espécie. Eventuais interessados devem ter muito cuidado e analisar cada caso, pois podem estar adquirindo mudas de pequi comum.
[
20
]
[
21
]
Festa Nacional do Pequi
[
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|
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]
Considerada a "Capital Nacional do Pequi", a Festa do Pequi é um evento tradicional nacional que acontece há mais de 30 anos na cidade de
Montes Claros
, a festa  traz à cidade uma programação cultural diversificada, entretendo e alegrando a comunidade mineira e visitantes de outros estados. A grande festa reúne culinária, arte e regionalização. O público conta com exposição, festival de música, shows com artistas nacionais, comidas típicas – muitas preparadas à base do fruto que deu origem a festividade e feirinha de artesanato.
[1]
Especificação do óleo virgem de Pequi
[
22
]
[
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|
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]
Característica
Unidade
Apresentação
Aparência (25Cº)
----
líquido
Cor
----
amarelo
Odor
----
característico
Índice de acidez
mgKOH/g
< 15,0
Índice de peroxido
10 meq O
2
/kg
< 10,0
Índice de iodo
gI2/100g
40 -55
Índice de saponificação
mgKOH/g
190 – 210
Densidade 
25 °C g/ml
0,8560
Índice de refração (40 °C) 
-
1,4569
Materia insaponificável (bioativos)
%
-
Ponto de fusão
Cº
21
Composição dos Ácidos Graxos
Ácido palmítico
% peso
36,0 – 41,0
Ácido palmitoléico
% peso
0,8 – 1,2
Ácido oléico
% peso
51,0– 60,0
Ácido linoléico
% peso
0,8 – 3,0
Ácido linolênico
% peso
0,2 – 0,4
Ácido araquídico
% peso
0,1 – 0,4
Ácido gadoléico
% peso
0,1 – 0,3
Saturado
%
42
Insaturado
%
58
[
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]
Referências
[
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|
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]
↑
a
b
c
d
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«Cópia arquivada»
. Consultado em 2 de fevereiro de 2017
. Arquivado do
original
em 3 de fevereiro de 2017
 
Ligações externas
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Identificadores taxonómicos
EOL
:
392753
EPPO
:
CYOBR
FNA
:
242430299
GBIF
:
3189663
GRIN
:
100466
iNaturalist
:
464113
IPNI
:
828593-1
IRMNG
:
10214193
ITIS
:
506783
IUCN
:
144313008
NCBI
:
480971
PlantList
:
kew-34625
POWO
:
ID
Tropicos
:
6200020
PLANTS
:
CABR36
WCSPF
:
34625
Obtida de "
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pequi&oldid=69928395
"
Categorias
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Árvores do Brasil
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Flora da Mata Atlântica
Flora do Ceará
Frutos do Brasil
Nozes e sementes oleaginosas
Espécies descritas em 1828
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