Centro Cultural Martim Cererê – Wikipédia, a enciclopédia livre
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O
Centro Cultural Martim Cererê
é um complexo cultural localizado no Setor Sul em
Goiânia
,
Goiás
. Inaugurado em 20 de outubro de 1988 pelo governo estadual,
[
1
]
é um dos principais centros culturais da cidade e um verdadeiro marco da cena artística goiana.
Nome
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]
O nome do Centro Cultural Martim Cererê foi inspirado numa
peça homônima
do autor
modernista
Cassiano Ricardo
,
[
1
]
[
2
]
publicada em 1928 e que reimagina a história do Brasil com um indígena, um negro e um brando tomando o poder.
[
3
]
O nome foi escolhido porque o espaço, antes de sua inauguração, foi ocupado pelo diretor teatral Marcos Fayad para ensaiar sua adaptação de
Martim Cererê
.
[
1
]
História
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]
Cúpulas dos teatros Yguá e Pyguá em junho de 2023.
Originalmente a estrutura do Martim Cererê fazia parte de antigos reservatórios de água da
Empresa de Saneamento do Estado de Goiás
(Saneago).
[
1
]
Cada reservatório tinha capacidade para armazenar um volume de 1.015 metros cúbicos e ambos tinham 4 metros de altura e 18 metros de diâmetro.
[
1
]
Foi o primeiro sistema de abastecimento de água de Goiânia, recebendo águas do córrego Areião.
[
1
]
No local havia ainda um filtro de areia que era utilizado para o tratamento da água.
[
1
]
As caixas d'água se tornaram ícone do Setor Sul
[
2
]
e acabaram virando alvo de lendas urbanas segundo as quais foram usadas como câmara de
tortura
durante a
ditadura militar
após terem sido desativadas pela Saneago.
[
3
]
[
4
]
A história, negada pelas autoridades e confirmada por moradores da região, chegou a ser investigada pela Comissão Estadual da Memória, Verdade e Justiça (CEMVJ), sem nenhuma comprovação do fato.
[
4
]
Há, inclusive, relatos de
fantasmas
que seriam dos militantes supostamente assassinados ali pelas forças da repressão.
[
4
]
Durante a
redemocratização
, no governo de
Henrique Santillo
(1987–1991), o então secretário estadual da cultura Kleber Adorno propôs transformar os reservatórios abandonados num espaço de culutra para a população.
[
1
]
O projeto de transformação do local ficou a cargo do arquiteto e músico Gustavo Veiga,
[
1
]
[
5
]
que transformou os antigos reservatórios de água em teatros e propôs a instalação de outras áreas físicas para receber eventos culturais diversos.
[
4
]
À época, a administração do terreno havia sido transferida à
Companhia Energética de Goiás
(Celg), que planejava construir um edifício de 22 andares no local.
[
5
]
Segundo o então superintendente de ação cultural, Marcos Brandão, a classe artística se mobilizou para evitar a destruição do local e Santillo cedeu à ideia de transformar o espaço num centro cultural após visitar a um dos ensaios da peça
Martim Cererê
de Fayad.
[
5
]
Estrutura
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]
As dependências do Centro Cultural Martim Cererê são compostas por dois pequenos teatros (as antigas caixas d'água), um
teatro de arena
(localizado no local do antigo filtro de areia)
[
1
]
, uma área aberta e um bar. Seguindo a temática da obra de Cassiano Ricardo, todos os espaços têm nomes indígenas:
Teatro Yguá
("lugar de guardar água" em
xavante
[
1
]
): capacidade para 190 pessoas.
[
2
]
Teatro Pyguá
("caverna da água" em xavante
[
1
]
): capacidade para 290 pessoas.
[
2
]
Anfiteatro Ytakuá
("buraco na pedra" em xavante
[
1
]
): teatro de arena com capacidade para 500 pessoas.
[
2
]
Bar Karuhá
("lugar de comer" em xavante
[
1
]
): capacidade para 150 pessoas.
[
2
]
Utilização
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|
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]
O Centro Cultural é utilizado principalmente para eventos de
música alternativa
, já tendo sediado os festivais Bananada e Vaca Amarela, em suas primeiras edições, além do
Goiânia Noise
.
[
1
]
[
3
]
[
4
]
Segundo o
Diário da Manhã
, a partir de meados da década de 2000, o Martim Cererê se tornou "o principal reduto do rock and roll goiano, dando espaço para uma veia cultural que até então parecia não existir em Goiânia".
[
5
]
Dentre as bandas que já tocaram no local, vale destacar o
Boogarins
, que fez seu primeiro show no local,
[
5
]
e a
Carne Doce
, que lançou
um disco em homenagem ao espaço
.
[
6
]
Segundo o guitarrista desta última, Macloys Aquino, "o Cererê é mais que um mero espaço físico, é um lugar de afeto, de encontros e amizades, de romances e tretas, e principalmente um lugar de trabalho, laboratório onde não só a gente, mas vários artistas goianos vivenciaram o sonho de ser uma banda".
[
7
]
Referências
↑
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d
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f
g
h
i
j
k
l
m
n
o
Straioto, Samuel.
"Martim Cererê: reservatórios de água viram templos da cultura"
. Sagres Online. 1 de agosto de 2023. Página acessada em 3 de abril de 2025.
↑
a
b
c
d
e
f
Centro Cultural Martim Cererê - Secretaria de Estado da Cultura
. Página acessada em 3 de abril de 2025.
↑
a
b
c
"Centro Cultural Martim Cererê, localizado na Capital, estampa a série “Por trás do nome”, nas redes sociais da Casa"
.
Assembleia Legislativa de Goiás
. 5 de abril de 2021. Página acessada em 3 de abril de 2025.
↑
a
b
c
d
e
"Martim Cererê: a história de um dos principais centros culturais de Goiânia"
. Aproveite a Cidade. 2 de setembro. Página acessada em 3 de abril de 2025.
↑
a
b
c
d
e
Neto, Walacy.
"O surgimento do Martim Cererê"
.
Diário da Manhã
. 20 de outubro de 2015. Página acessada em 3 de abril de 2025.
↑
Muniz, Thais.
"Banda Carne Doce celebra 10 anos de carreira com show no Cidade Rock em Goiânia"
. Curta Mais. 27 de março de 2025. Página acessada em 3 de abril de 2025.
↑
Ribeiro, Lúcio.
"CENA – Carne Doce mexe com a história em seu bom novo disco. A sua e a do indie nacional"
. Popload. 2 de março de 2024. Página acessada em 3 de abril de 2025.
Ligações externas
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]
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