Equatorial Energia Goiás – Wikipédia, a enciclopédia livre
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Equatorial Energia Goiás
Razão social
Equatorial Goiás Distribuidora de Energia S.A.
Nome(s) anterior(es)
Centrais Elétricas de Goiás (1955-1999)
Companhia Energética de Goiás (1999-2006)
CELG Distribuição (2006-2016)
Enel Distribuição Goiás (2016-2022)
Tipo
Empresa de capital fechado
Atividade
Utilidade
Gênero
Sociedade Anônima
Fundação
19 de agosto
de
1955
(70 anos)
Sede
Goiânia
,
GO
,
Brasil
Área(s) servida(s)
237 municípios do Estado de Goiás
Proprietário(s)
Equatorial Energia
Produtos
Distribuição de energia elétrica
Website
go.equatorialenergia.com.br
A
Equatorial Energia Goiás
, conhecida anteriormente como
Companhia Energética de Goiás
(
CELG
), é uma empresa de distribuição de
energia elétrica
com atuação no estado de
Goiás
, com sede em
Goiânia
.
Anteriormente, a Celg pertencia à
CELGPAR
, uma
sociedade de economia mista
e de capital autorizado cujos acionistas são o Estado de Goiás, que possui 99,68% do capital, além de outros pequenos acionistas, como a
Eletrobras
, municípios e investidores privados.
História
[
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|
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]
Em
19 de agosto
de
1955
, o governador
Pedro Ludovico Teixeira
sancionou a Lei Estadual nº 1.087, que criava a então denominada Centrais Elétricas de Goiás S.A. (Celg).
No ano seguinte, em 13 de março de
1956
, seu funcionamento foi autorizado por meio do Decreto Federal nº 38.868. Suas atribuições eram: produção, transmissão e distribuição de
energia elétrica
.
Em
1999
, a CELG começou a prestar outros serviços, tais como diagnóstico energético, locação de equipamentos,
mapa
digital, além da tradicional comercialização de
energia
e por isso passou à denominação de
Companhia Energética de Goiás
.
Em dezembro de 2006 foi criada pelo Governo do Estado de Goiás a
Companhia Celg de Participações
- Celgpar, tendo como objeto social principal a participação em outras sociedades como acionista ou sócio-cotista. A Celgpar passou então a ser desde o momento de sua instituição a controladora da então Companhia Energética de Goiás - Celg.
A Celg, por sua vez, detinha o controle de uma subsidiária integral, a Celg Geração e Transmissão S.A. – Celg G&T, que foi constituída a partir da segregação dos ativos de geração e transmissão de energia elétrica da Celg.
Em março de
2007
a Celg foi convertida em subsidiária integral da Celgpar e teve alterada sua denominação social, passando a ser chamada de Celg Distribuição S.A. – Celg D.
Em junho de 2007, ocorreu a redução do capital social da Celg D e consequente transferência do controle acionário da Celg G&T para o domínio da Celgpar.
Essa sequência de ações permitiu que a Celg pudesse se adequar às novas regras estabelecidas pelo Governo Federal, que ditava a obrigatoriedade de segregação da atividade de distribuição de energia elétrica das demais atividades exercidas pela empresa, que também englobavam, à época, a geração e transmissão de energia elétrica.
Visando ao aproveitamento dos ativos da companhia e à exploração de serviços de telecomunicações, em agosto de
2008
foi criada a Companhia de Telecomunicações e Soluções – CELG Telecom, que constitui a terceira empresa controlada pela
Celgpar
.
Em
2015
a Celg D teve 50,3% de suas ações repassadas à
Eletrobras
em troca de um dívida com o governo.
[
1
]
. A empresa vinha apresentando prejuízos por vários anos seguidos.
Com lance de R$ 2,187 bilhões, a Enel foi a vencedora do leilão de privatização da Celg D. Inclusive, este foi o único lance válido para a compra da distribuidora de energia elétrica de Goiás.
[
2
]
O processo de vendas foi finalizado em Goiânia,
[
3
]
em 14 de fevereiro de 2017. No dia 07 de março de 2018, a Enel assumiu a sua marca global em Goiás e a Celg, por sua vez, passou a se chamar Enel Distribuição Goiás.
Com o propósito de fazer a integração ao grupo e de reforçar ao público todas as mudanças,
[
4
]
além de outras ações, a companhia adotou uma nova identidade que contemplou a mudança do site, layout de lojas, frotas e uniformes.
A Enel destaca ter como pilar dos investimentos o Projeto Telecontrole, que visa à automação da rede elétrica de média tensão por meio da instalação de equipamentos telecomandados e de um sistema de gestão remota.
Com atuação nos cinco continentes, a companhia já utiliza esta tecnologia em outros países, como a Itália e a Romênia, por exemplo. Com ela, é possível identificar e isolar, com muito mais agilidade e à distância, as falhas ocorridas na rede, reduzindo o número de clientes afetados, com ótimos benefícios na qualidade dos serviços prestados.
[
5
]
Estabelecidos pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), agência que regula o setor, os chamados indicadores de continuidade do serviço definem os limites de interrupções do serviço que cada distribuidora precisa respeitar: tanto a duração quanto o número de interrupções têm limites objetivos e, quando tais limites são ultrapassados, as empresas são penalizadas com perda de tarifa.
Durante a fase estatal o governo investia R$ 220 milhões por ano – valor insuficiente para manter a reposição e a expansão adequadas dos ativos –, a nova gestão privada tem investido R$ 800 milhões por ano, ou mais que o triplo.
[
6
]
A Enel Distribuição Goiás apresentou à Aneel, em fevereiro de 2019, o Plano Emergencial de Melhoria da Qualidade da empresa, com previsão de ações e investimentos no curto prazo para corrigir problemas na qualidade do fornecimento de energia e no atendimento comercial à população.
Após reunião com os executivos da companhia e em resposta à análise de desempenho da distribuidora no Plano de Resultados da Aneel, a apresentação do plano foi determinada pela Aneel em fevereiro de 2019.
O Governo de Goiás e a Enel Distribuição Goiás assinaram um acordo, com a presença do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque e do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, com o intuito de melhorar os serviços de distribuição de energia no estado. Segundo o documento, as medidas previstas possibilitam ampliar em 26% a capacidade da rede de distribuição de eletricidade até 2022.
[
7
]
No final de 2020, a Aneel aprovou o plano de resultados da Enel com reservas e substituiu o plano emergencial que estava em curso desde 2019. A distribuidora segue cumprindo integralmente as metas definidas. No que diz respeito à demanda reprimida, houve redução de 68% (de 462 MVA para 147 MVA), 1 MVA melhor do que o previsto na meta. Quanto à instalação de bancos de capacitores, foram instalados 486,75 MVAr, cumprindo a meta. Já em relação às conexões rurais, foram tratados 6.453 pedidos de conexão, superando a meta de 5.700.
[
8
]
Compra pela Equatorial Energia
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]
Em 23 de setembro de 2022, a Equatorial Energia compra a distribuidora da Enel em Goiás por R$ 1,57 bilhão.
[
9
]
Com isso, desde o dia 30 de dezembro de 2022 a Enel Goiás passou a se chamar Equatorial Energia Goiás.
Área de concessão
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]
A área de concessão da
Equatorial Energia Goiás
abrange aproximadamente 98,7% da distribuição no estado, num total de 237 municípios e cerca de 3,3 milhões de clientes.
[
10
]
Atendimento ao cliente
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]
A Equatorial Energia Goiás conta com 240 postos de atendimento presencial em todo o Estado e cinco vans de atendimento móvel.
A companhia também oferece aos seus clientes os seguintes canais de atendimento: Call Center (0800 062 0196), assistente virtual Clara no WhatsApp (62) 3243-2020, agência virtual no site (www.equatorialenergia.com.br). O produtor rural também pode contar com um atendimento exclusivo através do telefone: (62) 99829-9908.
Referências
↑
[1]
↑
Victória Mantoan, Camila Maia (30 de novembro de 2016).
«Enel fica com Celg D em 1º leilão de privatização do governo»
.
https://valor.globo.com/
. Consultado em 1 de abril de 2022
 
↑
Martins, Vanessa (14 de fevereiro de 2017).
«Estado e Enel assinam contrato de privatização da Celg, em Goiás»
.
https://g1.globo.com
. Consultado em 19 de março de 2022
 
↑
«Celg passa a se chamar Enel Distribuição Goiás - O Popular»
.
https://opopular.com.br
. 7 de março de 2018
. Consultado em 9 de março de 2022
 
↑
Morais, Raquel (8 de março de 2018).
«Celg passa a se chamar Enel Distribuição Goiás e promete reduzir quedas de energia em 40% até 2020»
.
https://g1.globo.com
. Consultado em 2 de março de 2022
 
↑
Claudio Sales, Eduardo Monteiro (17 de dezembro de 2019).
«Uma Distribuidora de Eletricidade Maltratada»
. Consultado em 21 de março de 2022
 
↑
Rodrigo Gonçalves, Honório Jacometto (26 de agosto de 2019).
«Acordo para melhorar distribuição de energia em Goiás é assinado entre Governo do Estado e Enel»
.
https://g1.globo.com/
. Consultado em 8 de fevereiro de 2022
 
↑
Alexandria, Katherine (24 de janeiro de 2021).
«Aneel cobra melhorias da Enel em Goiás para 2021 - O Popular»
. Consultado em 12 de março de 2022
 
↑
«Equatorial Energia compra Celg-D da Enel Brasil por R$ 1,57 bilhão»
.
https://valorinveste.globo.com/
. 23 de setembro de 2022
 
↑
«Energia elétrica fica mais cara em Goiás a partir desta quinta-feira»
.
https://www.aredacao.com.br
. 22 de outubro de 2020
. Consultado em 10 de fevereiro de 2022
 
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