Movimento Democrático Brasileiro (1980) – Wikipédia, a enciclopédia livre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_do_Movimento_Democr%C3%A1tico_Brasileiro

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Início
1
História
Alternar a subsecção História
1.1
Eleições de 1982
1.2
Diretas Já
1.3
Tancredo Neves e o Colégio Eleitoral
1.4
Era pós-Ulysses
1.5
No Governo Lula
1.6
Impeachment
de Dilma
1.7
Governo Temer e volta do nome MDB
1.8
Governo Bolsonaro e renovação do comando do partido
1.9
3º governo Lula
2
Organização
Alternar a subsecção Organização
2.1
Mandatos relevantes atuais
2.2
Número de filiados
3
Desempenho eleitoral
Alternar a subsecção Desempenho eleitoral
3.1
Eleições presidenciais
4
Presidentes do Brasil
5
Escândalos de corrupção
Alternar a subsecção Escândalos de corrupção
5.1
Operação Lava Jato
6
Símbolos
7
Referências
8
Bibliografia
9
Ligações externas
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Movimento Democrático Brasileiro (1980)
31 idiomas
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de
Partido do Movimento Democrático Brasileiro
)
Movimento Democrático Brasileiro
Sigla
MDB
Número eleitoral
15
[
1
]
Líder
Isnaldo Bulhões Jr.
[
2
]
Eduardo Braga
[
2
]
Presidente
Baleia Rossi
[
2
]
Vice-presidentes
1.º
Elcione Barbalho
[
2
]
2.º
Confúcio Moura
[
2
]
3.º Carlos Chiadini
[
2
]
Secretário-geral
Hercílio Coelho Diniz
[
2
]
Tesoureiro-geral
Marcelo Castro
[
3
]
Registro
30 de junho
de
1981
(44 anos)
[
1
]
Sede
Brasília
,
DF
Espectro político
Pega-tudo
à
centro
[
4
]
[
5
]
[
6
]
Think tank
Fundação Ulysses Guimarães
[
7
]
Ala de juventude
Juventude do MDB
[
8
]
Ala feminina
MDB Mulher
[
9
]
Ala negra
MDB Afro
[
10
]
Ala LGBT
MDB Diversidade
[
11
]
Antecessor
MDB
(1966–1979)
Fusão
Incorporou o
PP
Membros (2025)
2.066.827 filiados
[
12
]
Governadores
(2025)
[
13
]
3 / 27
Prefeitos
(2024)
[
14
]
864 / 5 569
Senadores
(2025)
[
15
]
11 / 81
Deputados federais
(2025)
[
16
]
43 / 513
Deputados estaduais
(2022)
95 / 1 024
Vereadores
(2024)
[
17
]
8 064 / 58 026
Parlamento do Mercosul
(2025)
[
18
]
3 / 138
Cores
    
Verde
    
Amarelo
    
Vermelho
    
Preto
Slogan
"Ponto de Equilíbrio."
Página oficial
mdb
.org
.br
Política do Brasil
Partidos políticos
Eleições
 
Nota:
Para o partido existente no período da ditadura militar, veja
Movimento Democrático Brasileiro (1966)
.
O
Movimento Democrático Brasileiro
(
MDB
) é um
partido político brasileiro
de
centro
fundado em 1980 e registrado definitivamente no ano seguinte. Foi criado para dar continuidade ao
partido de mesmo nome
que existia como oposição legal durante a
ditadura militar (1964-1985)
.
[
19
]
[
20
]
[
21
]
Na sua fundação em 1980, foi denominado
Partido do Movimento Democrático Brasileiro
(
PMDB
) devido à legislação que determinava o uso da expressão "Partido" no início de todas as legendas da época.
[
22
]
[
23
]
Em 2017, o partido excluiu o "P" e voltou a ser MDB, mesmo nome durante a ditadura.
Em sua página oficial,
o MDB define-se como partido de centro. Entretanto, é considerado por grande parte dos cientistas políticos como um
partido "guarda-chuva"
, pois seus dirigentes permitem alianças à direita e à esquerda.
Quando surgiu em 1980, chegou a ser definido como partido de "centro-direita" por Maria Kinzo, primeira acadêmica a publicar um trabalho robusto sobre a história da sigla em 1988.
[
24
]
A partir da
Assembleia Nacional Constituinte de 1988
, o partido passou por transformações que geraram divisões e dissidências, como o
PSDB
. Durante o governo
Sarney
, o MDB foi decisivo na criação do
SUS
e do
IBAMA
, mas fracassou na apresentação de planos econômicos, como o
Plano Cruzado
, de caráter intervencionista na economia. Entre os anos 1990 e 2000, o MDB passou por divisões internas entre alas com diferentes posicionamentos, expressos por suas lideranças majoritariamente estaduais. Em 2016, as alas se uniram em torno do governo Michel Temer, então presidente nacional do MDB, que adotou políticas de cunho
liberal na economia
, como as propostas do
Teto de Gastos
e da
Reforma Trabalhista
, ambas muito criticadas pela esquerda.
Em dezembro de 2024, o partido possuía 2.069.493 filiados, sendo o maior do país.
[
12
]
Atualmente também é o partido com mais
prefeitos
e
vereadores
.
[
17
]
[
25
]
Além de ter sido o partido dos ex-presidentes da república
Tancredo Neves
,
José Sarney
e
Michel Temer
, ao longo da história, o MDB deu apoio aos ex-presidentes
Itamar Franco
(que ficou sem partido durante a presidência de 1992-1994),
[
26
]
Fernando Henrique Cardoso (PSDB)
,
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
e
Dilma Rousseff (PT)
.  Durante o mandato de
Jair Bolsonaro
, o MDB apresentou alinhamento de 90% com a agenda do governo do presidente nas votações da Câmara (até
junho
de
2022
).
[
27
]
Atualmente faz parte da administração federal com a ocupação de três ministérios importantes.
[
28
]
[
29
]
História
[
editar
|
editar código
]
Em 1979, o governo militar liderado pelo general João Figueiredo apresentou um
projeto de reforma partidária
para fragilizar a oposição comandada pelo então
MDB
[
30
]
. O principal objetivo da proposta era retomar o pluripartidarismo, a fim de dividir o MDB e dar outro nome à Arena, sigla do governo que estava com a imagem desgastada e acabou sendo refundada como
PDS
. A iniciativa permitiu a criação de outros partidos de oposição ao regime militar (entre estes, o
PT
e o
PDT
), mas não autorizou a retomada de siglas vinculadas ao comunismo, como o
PCdoB
. Sob protestos de emedebistas, o projeto acabou aprovado pelo Congresso
[
24
]
. O MDB, então, teve de ser refundado com o uso do "P" na frente de MDB, em 15 de janeiro de 1980
[
3
]
, porque a
nova lei
determinou o uso da letra (inciso III, § 1º "Do nome constará obrigatoriamente a palavra partido com os qualificativos").  O registro foi deferido em
30 de junho
de
1981
. O MDB funcionou como PMDB até 2017, quando retomou seu nome de origem.
Ulysses Guimarães
,
Magalhães Teixeira
e
Orestes Quércia
.
Há controvérsia acadêmica sobre se o PMDB seria o MDB com outro nome, ou se seria apenas um partido sucessor político desse. O fato é que a Lei dos partidos políticos de 1979 extinguiu MDB e ARENA,
[
31
]
. Por isso, o site do
TSE
aponta a fundação do PMDB como 1981, e não 1966. Lideranças do partido, entretanto, contam a história do partido a partir dos anos 1960. Em 2016, a sigla comemorou 50 anos de existência. Desde 2023, o partido tem divulgado que
irá celebrar 60 anos de fundação
, numa referência ao partido original criado em 24 de março de 1966. Isso também aconteceu em outras oportunidades.
[
32
]
[
33
]
Extinta a
ARENA
, os governistas criam o
PDS
. Como amálgama do antigo quadro bipartidário,
Tancredo Neves
funda o
PP
e lideranças sindicais
paulistas
constituem o
PT
, liderados por
Luiz Inácio Lula da Silva
. Por fim, a disputa pelo legado de
Getúlio Vargas
resulta na recriação do
PTB
liderado por
Ivete Vargas
(sua sobrinha-neta) e pela fundação do
PDT
por
Leonel Brizola
, petebista histórico. O antigo MDB perdia então o monopólio das oposições.
Temeroso quanto a um novo avanço da oposição o governo adia as eleições municipais de 1980 por meio de uma emenda constitucional do deputado
Anísio de Souza
e posteriormente implementa um pacote eleitoral que proíbe as coligações, institui a
sublegenda
e o voto vinculado nas
eleições gerais de 1982
, medidas que inviabilizaram o Partido Popular de Tancredo Neves e levaram suas lideranças a optarem pela incorporação ao PMDB com os dissidentes seguindo rumo ao PDS.
Eleições de 1982
[
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|
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]
Em 15 de novembro de 1982, o partido elegeu nove governadores:
Franco Montoro
em
São Paulo
e
Tancredo Neves
em
Minas Gerais
e triunfou nos três estados da
Região Norte
onde houve eleições (
Gilberto Mestrinho
no
Amazonas
,
Jader Barbalho
no
Pará
e
Nabor Júnior
no
Acre
), além de vencer com
Gerson Camata
no
Espírito Santo
,
José Richa
no
Paraná
,
Iris Rezende
em
Goiás
e
Wilson Martins
em
Mato Grosso do Sul
. Apurados os votos, ficou estabelecida a polarização entre o PDS e o PMDB, embora o
PDT
tenha conquistado o governo do
Rio de Janeiro
com
Leonel Brizola
.
Pedro Ivo Campos
e
Ulysses Guimarães
.
Mesmo entrevado pelos casuísmos do voto vinculado (sistema no qual o eleitor era obrigado a votar apenas em candidatos de um mesmo partido) e das sublegendas (no caso das disputas para o Senado Federal e para as prefeituras, os partidos podiam apresentar mais de um candidato), o PMDB elegeu nove senadores, duzentos deputados federais, quatrocentos e quatro deputados estaduais e mil trezentos e setenta e sete prefeitos.
Tancredo Neves
e
Ulysses Guimarães
durante a passeata das
Diretas Já
.
Ao longo da
década de 1980
o PMDB colheu os frutos de sua pregação oposicionista durante os anos de governo militar em razão de seu desempenho nas eleições de 1982 enquanto nas hostes do governo os debates acerca da sucessão presidencial expunham fissuras à medida que tanto nomes civis quanto militares eram aventados como alternativas à continuidade do regime. Ausente o consenso no
PDS
, o presidente
João Figueiredo
abdicou de coordenar a escolha de seu sucessor e nisso o vácuo político foi ocupado pela oposição, tendo o PMDB à frente.
Diretas Já
[
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]
Em
31 de março
de
1983
foi realizado no município pernambucano de
Abreu e Lima
o primeiro comício a favor do restabelecimento das eleições diretas para Presidente da República,
[
34
]
evento basilar do movimento
Diretas Já
, cujo elemento aglutinador foi a emenda
Dante de Oliveira
, assim denominada em homenagem ao autor da preposição.
Logo vieram os comícios em
São Paulo
e
Olinda
ao final do ano e durante os quatro primeiros meses de 1984 uma série de passeatas, manifestações e comícios eclodiram pelo país em apoio a causa liderados por
Ulysses Guimarães
, denominado como o "Senhor Diretas",
Franco Montoro
e
Tancredo Neves
. Todavia, uma manobra regimental do governo derrubou a emenda em votação realizada na Câmara dos Deputados em
25 de abril
de
1984
.
Tancredo Neves e o Colégio Eleitoral
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]
Ao frustrarem as eleições diretas, as forças governistas acabaram propiciando o surgimento de
Tancredo Neves
como alternativa à sucessão de
João Figueiredo
. A essa altura alguns presidenciáveis do PDS refluíram em suas pretensões e a derrota de
Mário Andreazza
frente a
Paulo Maluf
na convenção havida em agosto de 1984 sacramentou o apoio dos
dissidentes do PDS
a Tancredo Neves através da indicação do
senador
José Sarney
como
vice-presidente
na chapa que venceu Maluf por 480 votos a 180 no Colégio Eleitoral em
15 de janeiro
de
1985
, havendo 26 abstenções.
O presidente-eleito,
Tancredo Neves
, comemora o resultado da eleição junto a seu vice,
José Sarney
.
A
morte de Tancredo
frustra os anseios da nação quanto ao cumprimento de suas promessas de campanha, mas a postura ínclita de
Ulysses Guimarães
e as multidões presentes às exéquias do líder morto produzem o ambiente necessário para uma transição pacífica. Nesse ínterim o vice-presidente José Sarney assume o governo e põe em marcha as metas da Nova República. Coube a José Sarney fazer o juramento no
Congresso Nacional
: "prometo manter, defender e cumprir a Constituição. Observar as leis, promover o bem geral e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil".
[
35
]
Era pós-Ulysses
[
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]
Instado na oposição após as eleições presidenciais de 1989, o PMDB foi surpreendido pelo anúncio do primeiro nome da equipe
"
collorida
"
, o deputado federal peemedebista
Bernardo Cabral
. Relator-geral da Constituinte, ele permaneceu no Ministério da Justiça por sete meses até ser substituído pelo senador
Jarbas Passarinho
. Nas eleições daquele ano o desgaste do governo
José Sarney
afetou o PMDB que viu cair o número de governadores de vinte e dois em 1986 para apenas sete (
Amazonas
,
Pará
,
Tocantins
,
Paraíba
,
São Paulo
,
Paraná
e
Goiás
) após quatro anos embora as unidades federativas com direito a eleger seus governadores tenham subido de vinte e três em 1986 para vinte e sete em 1990 (graças ao direito adquirido pelo
Distrito Federal
, a criação do estado de Tocantins e a elevação dos territórios federais de
Amapá
e
Roraima
ao patamar de estados). No Congresso Nacional, o recuo peemedebista também foi significativo, pois se ao renovar dois terços do
Senado Federal
em 1986, o partido obteve mais de 75% das vagas, na troca de um terço das cadeiras em 1990, esse percentual caiu para 25% embora Amapá e Roraima tivessem seis vagas a preencher. Na
Câmara dos Deputados
o aumento de vagas de 487 para 503 marcou o refluxo do PMDB de 260 para 108 cadeiras, embora conservando a maior bancada. Outras perdas foram a saída de
Miguel Arraes
rumo ao
Partido Socialista Brasileiro
e as de outros ex-governadores como
Amazonino Mendes
e
Epitácio Cafeteira
para o
Partido Democrata Cristão
.
Entretanto o mais significativo triunfo nas eleições aconteceu em São Paulo, com a vitória de
Luiz Antônio Fleury Filho
sobre
Paulo Maluf
em segundo turno. Apoiado por
Orestes Quércia
, Fleury repetiu os passos de seu pretor na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, pois tal como em 1986, o PMDB viu seu candidato iniciar o despique com números modestos nas pesquisas de opinião num cenário onde Maluf polarizava com
Mário Covas
(PSDB). Ao longo da campanha os índices de Fleury subiram à medida que o duelo entre
malufistas
e
tucanos
se intensificava e nisso ele conquistou a vaga no segundo turno e venceu a contenda. Fortalecido pela vitória, Quércia foi eleito presidente do PMDB em 1991 em lugar de
Ulysses Guimarães
, na primeira troca de comando partidário após vinte anos. A gestão quercista foi marcada pela ação favorável do partido em relação ao
impeachment
e o subsequente afastamento de Fernando Collor da Presidência da República ao longo de 1992, mas o acontecimento mais impactante para o partido foi a morte de Ulysses vítima de acidente aéreo ocorrido no litoral
fluminense
em
12 de outubro
do referido ano. Em 1993 Orestes Quércia renunciou à presidência do partido alegando ser vítima de "traição" por parte de seus correligionários e foi substituído por
Luiz Henrique da Silveira
. Politicamente enfraquecido, obteve um modesto quarto lugar nas eleições presidenciais de 1994 com apenas 2.771.788 sufrágios e viu
Fernando Henrique Cardoso
ser eleito em primeiro turno.
O mau desempenho de Orestes Quércia acentuou as dissensões partidárias existentes desde a campanha e assim parte do PMDB aderiu ao governo Fernando Henrique apesar de o partido ser formalmente oposicionista, ou seja, diferente do que houve na "postura de coalizão" para com
Itamar Franco
, na gestão de seu sucessor o PMDB se posicionou tanto na oposição quanto no governo, pois embora a cúpula agisse com rechaço, o novo presidente concedeu duas pastas para a cota peemedebista: o Ministério da Justiça foi entregue a
Nelson Jobim
e o Ministério dos Transportes ao também
gaúcho
Odacir Klein
sob os auspícios de José Sarney, entronizado na presidência do Senado para o biênio 1995/1997. Mesmo com a mudança de seus titulares, os dois ministérios permaneceram nas mãos do PMDB embora a disputa interna entre grupos
pró
e
contra
o governo recrudescesse como, por exemplo, no caso da convenção nacional de 1998 que acabou não referendando nenhum candidato a presidente. Em meio a tantas refregas seus filiados e simpatizantes se dividiram entre apoiar a reeleição de Fernando Henrique Cardoso ou apostar nos nomes de
Luiz Inácio Lula da Silva
, como no Paraná, e
Ciro Gomes
, como em Minas Gerais, pela oposição. Reeleito o chefe do Executivo, o partido conservou seu quinhão trocando
Iris Rezende
por
Renan Calheiros
no Ministério da Justiça ao passo que o Ministério dos Transportes ora ficou nas mãos de
Eliseu Padilha
, ora nas de
João Henrique de Almeida Sousa
. De tão morgado ao governo
tucano
o PMDB firmou em 2002 a coligação "Grande Aliança" que apresentou
Rita Camata
como candidata a vice-presidente na chapa de
José Serra
, desígnio frustrado pela vitória de Lula em segundo turno.
No Governo Lula
[
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|
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]
Cartaz de comemoração de 48 anos do partido em
2014
.
Com a posse de
Luiz Inácio Lula da Silva
em
1.º de janeiro
de
2003
houve gestões para agregar o partido à coalizão situacionista, entretanto as negociações só viriam a se concretizar em janeiro do ano seguinte quando foram oferecidos ao PMDB os ministérios das Comunicações, Minas e Energia e Previdência Social. Lideranças outrora alinhadas a
Fernando Henrique
se aproximaram do governo e assim
José Sarney
e
Renan Calheiros
(duas vezes) ocuparam a presidência do Senado entre 2003/2007 e
João Henrique
a presidência dos Correios. No segundo mandato de Lula o partido perdeu a Previdência Social mas foi contemplado com
Gedel Vieira Lima
no Ministério da Integração Nacional e com a escolha de
Nelson Jobim
para o Ministério da Defesa. Ao todo o PMDB detém seis ministérios. No sentido inverso senadores como
Pedro Simon
,
Mão Santa
e
Jarbas Vasconcelos
se mantêm na oposição.
[
36
]
O PMDB é criticado pelo cientista político
Marcus Figueiredo
por ter hoje uma postura muito diversa dos tempos em que era liderado por Ulysses Guimarães.
“
Depois da criação do PSDB e a eleição presidencial que deu expressão nacional a outros partidos, o PMDB se tornou uma federação de lideranças regionais e perdeu expressão. Essa crise ajuda a mostrar como os rostos do PMDB são quase todos ilustres desconhecidos nacionalmente, muitos deles baseados mais em redutos eleitorais do que em plataformas sólidas.
”
—  
Marcus Figueiredo
, cientista político do Iuperj
[
37
]
Entre 2010 e 2011, após a morte de
Orestes Quércia
, os aliados de
Michel Temer
tomaram o PMDB paulista com o objetivo de fazer crescer a filiação de membros até as
eleições de 2012
.
[
38
]
Temer era praticamente desconhecido no partido, e o fortalecimento de seu nome é atribuído às articulações feitas por
Arlon Viana
.
[
39
]
Impeachment
de Dilma
[
editar
|
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]
Convenção Nacional do PMDB em junho de
2014
.
Após as eleições de 2014, o PMDB indicou e elegeu o então deputado
Eduardo Cunha
(RJ) como presidente da
Câmara dos Deputados
, contando com 267 votos do chamado "Centrão".
[
40
]
Após a descoberta de contas na
Suíça
e diversas denúncias, parlamentares do
PSOL
e da
REDE
entraram com um
processo de cassação do mandato de Eduardo Cunha
no
Conselho de Ética
. Em 2 de dezembro de 2015, Cunha decidiu aceitar o pedido de
impeachment
de Dilma
formulado pelos juristas
Hélio Bicudo
,
Janaína Paschoal
e
Miguel Reale Júnior
.
[
41
]
A partir de 2016, o PMDB apoiou em peso o
impeachment
,
[
42
]
mesmo com tentativas por parte de
Leonardo Picciani
(RJ) de impedi-lo.
[
43
]
Na Comissão Especial, votaram a favor 5 deputados e contra 3. Já na votação da Câmara, o partido forneceu 59 votos a favor e apenas 7 contra.
[
44
]
No Senado o debate se intensificou, com senadores como
Roberto Requião
(PR) e
Kátia Abreu
(TO) defendendo rigorosamente que a presidente não cometeu crime de responsabilidade. Em 31 de agosto de 2016, na votação definitiva, 17 senadores votaram a favor do
impeachment
e somente os dois votaram contra.
[
45
]
No mesmo dia,
Michel Temer
assumiu como presidente da República efetivo, após o afastamento de Dilma Rousseff.
[
46
]
[
47
]
Governo Temer e volta do nome MDB
[
editar
|
editar código
]
Ver artigo principal:
Governo Michel Temer
Posse dos novos ministros do
Governo Temer
em 12 de maio de
2016
.
Michel Temer assumiu a presidência interinamente em 12 de maio de 2016. Temer contou com diversos partidos, tanto apoiadores do
Governo Dilma
quanto oposicionistas para compor o seu gabinete, dentre eles: PSDB, DEM, PP, PR, PSB, PSD, PPS, PTB, PRB e PV, compondo uma ampla base parlamentar — mesmo que fragmentada.
[
48
]
Seu principal objetivo é implementar reformas de caráter liberal, como a PEC 55, que limita gastos públicos, a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista e a Reforma do Ensino Médio.
Em 1º de julho, uma pesquisa do
Ibope
, encomendada pela
Confederação Nacional da Indústria
(CNI) apontou que 39% dos brasileiros avaliam o governo do presidente interino como ruim ou péssimo, enquanto 13% avaliam o governo como ótimo ou bom e 36% acham que ele é regular. Entre os ouvidos, 13% não souberam ou não quiseram responder. O levantamento foi feito de 24 a 27 de junho e foram ouvidas 2.002 pessoas em 141 municípios. O grau de confiança da pesquisa é de 95%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O Ibope também perguntou se o entrevistado aprovava ou não a maneira de Temer governar: 53% disseram desaprovar e 31% afirmaram aprovar. Outros 16% disseram não saber ou não quiseram responder. Entre os ouvidos, 66% afirmaram não confiar no presidente interino. O percentual de pessoas que disseram confiar em Temer é de 27%. Outros 7% não souberam ou não quiseram responder.
[
49
]
O governo passou por polêmicas, tendo perdido até novembro seis ministros, em um período de seis meses.
[
50
]
Em 15 de dezembro de 2016, foi promulgada a
PEC do Teto dos Gastos Públicos
.
[
51
]
[
52
]
Nas eleições municipais de 2016 elegeu 1038 prefeituras, 17 a mais que em 2012, se mantendo como o partido com maior número de prefeituras.
[
53
]
Elegeu 3 prefeitos de capitais:
Irís Rezende
em Goiânia,
Gean Loureiro
em Florianópolis e
Emanuel Pinheiro
em Cuiabá.
[
54
]
O partido obteve fraco desempenho nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, mesmo tendo possuído grandes chances de vitória durante toda a campanha. Para a prefeitura de São Paulo, apostou na candidatura de
Marta Suplicy
, com apoio do PSD, ficando em 4º lugar (10,14% dos votos) atrás de
Celso Russomano
(PRB),
Fernando Haddad
(PT) e do vitorioso
João Dória
(PSDB).
[
55
]
Para a prefeitura do Rio de Janeiro, apostou em
Pedro Paulo
, quadro que havia apoiado
Aécio Neves
nas
eleições presidenciais de 2014
,
[
56
]
ficando em 3º lugar (16.12%), atrás de
Marcelo Freixo
(PSOL) e
Marcelo Crivella
(PRB).
[
57
]
Em agosto de 2017, por sugestão do presidente interino do
Romero Jucá
, o partido resolveu a voltar a se chamar MDB, como na década de 70.
[
58
]
Jucá chegou a promover um concurso para também mudar sua logomarca, mas a ideia acabou abandonada
[
59
]
por pressões da ala mais tradicional e também pela militância. Desde os anos 1990, o MDB mantém a mesma logomarca, com exceção do "P".
[
60
]
A mudança foi uma tentativa de amenizar o desgaste político devido à
crise econômica de 2014
e à
Operação Lava Jato
, em que dirigentes do MDB foram investigados. A volta do uso do nome "MDB" não resultou em alterações, ações e definições políticas.
[
61
]
[
62
]
. Em votação durante convenção nacional extraordinária em
Brasília
, realizada na terça-feira do dia 19 de dezembro de 2017, os delegados do partido aprovaram a troca de nome da sigla de
PMDB
para
MDB
(a volta do nome
Movimento Democrático Brasileiro
).
[
62
]
[
63
]
[
64
]
Por 325 votos a 88, a legenda
MDB
foi escolhida por ter sido a da oposição durante a
Ditadura Militar
e de ter aglutinado os interesses dos movimentos sociais e sindicais que faziam resistência ao regime.
[
65
]
[
66
]
A nova designação foi submetida à aprovação pelo
Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), pois dela dependia, e
[
67
]
[
68
]
e esta foi obtida em 15 de maio de 2018, quando também se rejeitaram as contestações dos diretórios municipais de Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis quanto à renomeação.
[
22
]
[
23
]
A volta do nome "MDB" não foi capaz de impedir a pior derrota do partido desde a redemocratização. Em 2018, a bancada do MDB na Câmara diminuiu para
34 deputados.
Em 2014, como PMDB, o partido havia conquistado
66 cadeiras
na Câmara. Candidato a presidente pelo PMDB, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles obteve apenas
1,8% dos votos válidos
. Houve também derrotas significativas para o Senado. Então presidente do Senado, Eunício Oliveira, tesoureiro nacional do MDB. não foi reeleito. O mesmo ocorreu com Romero Jucá, então primeiro vice-presidente do MDB que, nos últimos anos, havia exercido a presidência nacional da sigla
Governo Bolsonaro e renovação do comando do partido
[
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|
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]
Após a derrota em 2018, os dirigentes do MDB passaram a discutir a troca no comando do partido e um novo posicionamento diante do governo Jair Bolsonaro. No início de 2019, o recém-eleito governador do Distrito Federal,
Ibaneis Rocha
, tentou articular sua candidatura à presidência nacional do MDB junto com o ex-presidente Michel Temer. A articulação foi frustrada pela bancada da Câmara, que resolveu apoiar a eleição do deputado federal paulista
Baleia Rossi
, do MDB de São Paulo, mesma seção de Temer.
[
69
]
Após conseguir o apoio dos deputados emedebistas, Baleia buscou um acordo com a bancada do Senado, que indicou o nome do
senador Marcelo Castro
como tesoureiro nacional (Castro havia sido ministro do governo Dilma Rousseff, e como deputado federal votara contra o impeachment em 2016). Em 6 de outubro de 2019, em convenção nacional realizada em Brasília, Baleia Rossi foi reeleito por unanimidade
[
69
]
como presidente nacional do MDB. Em discurso durante a convenção, ele afirmou que o partido deveria adotar uma linha de independência e que o partido não deveria aceitar cargos governo Jair Bolsonaro
[
69
]
.
Em abril de 2020, em meio à crise de Bolsonaro com o Congresso, o MDB foi convidado a fazer indicações para o Ministério, mas Baleia Rossi rechaçou a proposta
[
70
]
.
Contudo, no Congresso, as bancadas do partido apoiou projetos do governo, sobretudo na área econômica, como a Reforma da Previdência, projeto criticado por partidos de esquerda.
Nas
eleições municipais de 2020
, o partido elegeu cinco prefeitos nas capitais entre eles Arthur Henrique em
Boa Vista
,
Maguito Vilela
em
Goiânia
,
Sebastião Melo
em
Porto Alegre
,
Dr. Pessoa
em
Teresina
e o reeleito
Emanuel Pinheiro
em
Cuiabá
. O partido conseguiu se manter na liderança do ranking nacional, mas diminuiu o número de prefeitos para 774.
[
71
]
Simone Tebet
foi candidata do partido à presidência do
Brasil
nas
eleições de 2022
, em que apresentou uma campanha
centrista
e
social liberal
, no chamado "Centro Democrático".
[
72
]
Durante a campanha houve críticas ao candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) por sua atuação durante a
pandemia de COVID-19
,
[
73
]
ao mesmo tempo em que o partido se posicionou como liberal na economia
[
74
]
e em defesa da democracia.
[
75
]
Como resultado, o partido elegeu 42 deputados federais
[
76
]
, garantiu a continuidade dos governos de
Ibaneis Rocha
(DF) e
Hélder Barbalho
(PA) (no 2º turno, elegeu também o governador de Alagoas, assim, continuou governando os mesmos estados nas eleições de 2018
[
77
]
), tendo ficado em terceiro lugar na disputa presidencial, com 4,16% dos votos (aproximadamente 5 milhões de votos),
[
78
]
o que significou um crescimento em relação a 2018. No 2º turno, o partido ficou neutro
[
79
]
, mas Simone Tebet apoiou
Lula da Silva
e justificou tal apoio como defesa da democracia.
[
80
]
[
81
]
3º governo Lula
[
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|
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]
No 3º governo Lula, o MDB ocupou 3 ministérios: o ex-governador de Alagoas
Renan Filho
assumiu o
Ministro dos Transportes
,
[
82
]
a ex-senadora
Simone Tebet
assumiu o
Planejamento
[
83
]
e
Jader Filho
assumiu o
Ministério das Cidades
.
[
84
]
Mesmo assim, para o jornal
Gazeta do Povo
, o partido se tornou o principal adversário do presidente.
[
85
]
No dia 9 de janeiro de 2023, após as
Invasões na Praça dos Três Poderes
por radicais
bolsonaristas
,
Ibaneis Rocha
(MDB) foi afastado do cargo por 90 dias por determinação de
Alexandre de Moraes
, ministro do
Supremo Tribunal Federal
, por suposta omissão em coibir os ataques.
[
86
]
Em 15 de março de 2023, Moraes revogou o afastamento e o governador voltou a exercer o mandato imediatamente.
[
87
]
Durante as eleições municipais de 2024, destacou-se a
eleição municipal de São Paulo em 2024
, que foi marcada por forte nacionalização da campanha, com a disputa extrapolando os limites da cidade e sendo tratada como termômetro político para 2026: de um lado, Lula e o
PT
entraram de forma direta na candidatura de Guilherme Boulos (
PSOL
), enquanto, do outro, um
bolsonarismo
sem rumo, uma vez que embora uma ala pragmática, liderada por
Tarcísio de Freitas
(
Republicanos
), tinha costurado aliança para apoiar
Ricardo Nunes
(MDB)
[
88
]
[
89
]
, outros mais ligados a
redes sociais
, como
Nikolas Ferreira
, preferiam
Pablo Marçal
(
PRTB
),
[
90
]
ao mesmo tempo em que um terceiro grupo dentro do bolsonarismo optava pela neutralidade entre as duas candidaturas.
[
91
]
Embora o 1º turno tenha terminado praticamente empatado entre Nunes, Boulos e Marçal, com os dois primeiros ficando com 29% dos votos válidos enquanto o último teve 28%,
[
92
]
ao final da eleição a chamada direita pragmática saiu vitoriosa,
[
93
]
uma vez que Nunes (MDB) foi reeleito em segundo turno com 59,35% dos votos, vencendo o candidato
Guilherme Boulos
(PSOL), que obteve 40,65% dos votos.
[
94
]
Nestas eleições, o MDB se manteve como o
partido
que mais elegeu vereadores no país, com 8.050 cadeiras
[
95
]
conquistadas no primeiro turno, um aumento de 688 em relação a
2020
[
95
]
, apesar de longe dos 13.091 vereadores eleitos pelo partido em
1996
.
[
96
]
Já entre prefeitos, o MDB elegeu 863 prefeitos, apesar do aumento em relação a
2020
, perdeu posto de partido com mais prefeitos, que tinha desde 2000, para o
PSD
.
[
97
]
[
98
]
Organização
[
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|
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]
Mandatos relevantes atuais
[
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|
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]
Senadores atuais (10)
[
15
]
UF
Senador(a)
e Legislaturas
Imagem
AL
Renan Calheiros
50ª
e
51ª
52ª
e
53ª
54ª
e
55ª
56ª e 57ª
AL
Fernando Farias
+
57ª e 58ª
AM
Eduardo Braga
54ª
e
55ª
56ª e 57ª
PA
Jader Barbalho
50ª
e
51ª
54ª
e
55ª
56ª e 57ª
PB
Veneziano Vital do Rêgo
*
56ª e 57ª
PE
Fernando Dueire
+
56ª e 57ª
57ª e 58ª
PI
Marcelo Castro
56ª e 57ª
RO
Confúcio Moura
56ª e 57ª
SC
Ivete da Silveira
+
56ª e 57ª
SP
Alexandre Luiz Giordano
+
56ª e 57ª
57ª e 58ª
Observações:
Nomes marcados com o
símbolo *
foram eleitos em 2018 por outros partidos.
Kátia Abreu
(TO), eleita pelo MDB em 2014, foi expulsa do partido em novembro de 2017. Nomes marcados com o
símbolo +
são suplentes em exercício ou efetivados. Alexandre Giordano assumiu como senador após a morte de Major Olímpio em 2021, se filiando ao MDB em julho do mesmo ano. Fernando Farias assumiu após a nomeação de Renan Filho para o Ministério dos Transportes em 2023. A suplente
Ivete da Silveira
(SC) foi efetivada após a renúncia de
Jorginho Mello
(PL-SC), que foi eleito governador.
Governadores atuais (3)
UF
Governador
Imagem
AL
Paulo Dantas
DF
Ibaneis Rocha
PA
Helder Barbalho
Deputados federais atuais (42)
[
16
]
UF
Deputado(a)
UF
Deputado(a)
PR
Sergio Souza
³
AL
Isnaldo Bulhões
²
RJ
Gutemberg Reis
PE
Iza Arruda
AL
Rafael Brito
AP
Acácio Favacho
²
RJ
Otoni de Paula
²
AP
Doutor Pupio
BA
Ricardo Maia
CE
Eunício Oliveira
4
RO
Lucio Mosquini
²
DF
Rafael Prudente
GO
Célio Silveira
GO
Marussa Boldrin
RR
Duda Ramos
MA
Roseana Sarney
RR
Helena da Asatur
MT
Emanuel Pinheiro Neto
RS
Alceu Moreira
³
MG
Hercílio Coelho Diniz
RS
Márcio Biolchi
²
MG
Mauro Lopes
⁷
RS
Osmar Terra
⁶
MG
Newton Cardoso Jr.
²
SC
Carlos Chiodini
MT
Juarez Costa
SC
Cobalchini
PA
Andreia Siqueira
SC
Rafael Pezenti
PA
Antônio Doido
SP
Alberto Mourão
PA
Doutora Alessandra Haber
PA
Elcione Barbalho
⁶
PA
José Priante
⁶
SP
Baleia Rossi
²
(presidente do partido)
PA
Henderson Pinto
PA
Keniston Braga
SP
Delegado Palumbo
PA
Olival Marques
SP
Simone Marquetto
PA
Renilce Nicodemos
Observações:
Em 2022, o MDB elegeu 42 deputados federais.
[
99
]
Nomes marcados com o
símbolo +
são suplentes em exercício ou efetivados. Os números (a partir de 2) indicam a quantidade de mandatos exercidos no cargo.
Prefeitos de capitais atuais (5)
UF
Capital
Prefeito
Imagem
PA
Belém
Igor Normando
RR
Boa Vista
Arthur Henrique
AP
Macapá
Dr. Furlan
SP
São Paulo
Ricardo Nunes
RS
Porto Alegre
Sebastião Melo
Número de filiados
[
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|
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]
Data
Filiados
[
12
]
Crescimento anual
dez./2006
2.039.334
–
–
dez./2007
2.101.853
62.519
+3,0%
dez./2008
2.061.115
40.738
-1,9%
dez./2009
1.961.576
99.539
-5,0%
dez./2010
2.315.193
353.617
+18%
dez./2011
2.361.583
46.390
+2,0%
dez./2012
2.356.104
5.479
-0,2%
dez./2013
2.354.678
1.426
-0,0%
dez./2014
2.353.059
1.619
-0,0%
dez./2015
2.376.463
23.404
+0,9%
dez./2016
2.401.556
25.093
+1,0%
dez./2017
2.396.539
5.017
-0,2%
dez./2018
2.392.485
4.054
-0,1%
dez./2019
2.130.140
262.345
-12%
dez./2020
2.166.048
35.908
+1,6%
dez./2021
2.128.173
37.875
-1,7%
dez./2022
2.075.986
52.187
-2,4%
dez./2023
2.044.427
31.559
-1,5%
dez./2024
2.069.493
25.066
+1,22%
Desempenho eleitoral
[
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|
editar código
]
Câmara dos Deputados
[
100
]
Legislatura
Bancada
%
±
1990
49.ª
 
(1991–1995)
0038
109 / 502
21,7
1009
 151
1994
50.ª
 
(1995–1999)
0063
107 / 513
20,8
1009
 2
1998
51.ª
 
(1999–2003)
0099
83 / 513
16,1
1009
 24
2002
52.ª
 
(2003–2007)
0070
74 / 513
14,4
1033
 9
2006
53.ª
 
(2007–2011)
0066
89 / 513
17,3
0992
 15
2010
54.ª
 
(2011–2015)
0053
79 / 513
15,3
1005
 10
2014
55.ª
 
(2015–2019)
0054
66 / 513
12,8
0981
 13
2018
56.ª
 
(2019–2023)
0029
34 / 513
6,6
1005
 32
2022
57.ª
 
(2023–2027)
0029
42 / 513
8,1
1005
 8
Senado Federal
[
101
]
Legislatura
Bancada
%
±
1990
49.ª
 
(1991–1995)
0000
sem dados
1009
 
1994
50.ª
 
(1995–1999)
0014
29 / 81
35,8
1002
 
1998
51.ª
 
(1999–2003)
0013
26 / 81
32
1002
 3
2002
52.ª
 
(2003–2007)
0013
19 / 81
23,4
1007
 7
2006
53.ª
 
(2007–2011)
0015
16 / 81
19,7
0997
 3
2010
54.ª
 
(2011–2015)
0012
19 / 81
23,4
1003
 3
2014
55.ª
 
(2015–2019)
0012
19 / 81
23,4
0999
 
2018
56.ª
 
(2019–2023)
009
13 / 81
16
1003
 6
2018
57.ª
 
(2023–2027)
009
10 / 81
12,3
1003
 3
Eleições presidenciais
[
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|
editar código
]
Ano
Imagem
Candidato(a) a Presidente
Candidato a Vice-Presidente
Coligação
Votos
Posição
1989
Ulysses Guimarães
(
PMDB
)
Waldir Pires
(
PMDB
)
Sem coligação
3.204.932
(4,73%)
7ª
1994
Orestes Quércia
(
PMDB
)
Iris de Araújo
(
PMDB
)
Desenvolvimento do Brasil
(
PMDB
e
PSD
)
2.772.121
(4,38%)
4ª
2002
José Serra
(
PSDB
)
Rita Camata
(
PMDB
)
Grande Aliança
(
PSDB
e
PMDB
)
33.370.739
(38,72%)
2ª
2010
Dilma Rousseff
(
PT
)
Michel Temer
(
PMDB
)
Para o Brasil Seguir Mudando
(
PT
,
PMDB
,
PR
,
PSB
,
PDT
,
PCdoB
,
PSC
,
PRB
,
PTC
e
PTN
)
55.752.529
(56,05%)
1ª
2014
Dilma Rousseff
(
PT
)
Michel Temer
(
PMDB
)
Com a Força do Povo
(
PT
,
PMDB
,
PSD
,
PP
,
PR
,
PROS
,
PDT
,
PCdoB
e
PRB
)
54.495.459
(51,64%)
1ª
2018
Henrique Meirelles
(
MDB
)
Germano Rigotto
(
MDB
)
Essa é a Solução
(
MDB
e
PHS
)
1.288.941
(1,20%)
7ª
Segundo turno: neutralidade e liberação de diretórios e filiados
.
[
102
]
2022
Simone Tebet
(
MDB
)
Mara Gabrilli
(
PSDB
)
Brasil para Todos
(
MDB
,
Federação PSDB Cidadania
e
PODE
[
103
]
)
4.915.306
(4,16%)
3ª
Segundo turno: neutralidade e liberação de diretórios e filiados
.
Presidentes do Brasil
[
editar
|
editar código
]
N.
º
Nome
Retrato
Origem
Período dos mandatos
1
º
José Sarney
Maranhão
15 de março de 1985 - 15 de março de 1990
2
º
Itamar Franco
Minas Gerais
29 de dezembro de 1992 - 1 de janeiro de 1995
3
º
Michel Temer
São Paulo
31 de agosto de 2016 - 1 de janeiro de 2019
Escândalos de corrupção
[
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|
editar código
]
Com base em dados divulgados pelo
Tribunal Superior Eleitoral
, o
Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
divulgou um
balanço
, em
4 de outubro
de
2007
, com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde o ano 2000. O PMDB aparece em segundo lugar na lista, com 19,5% das cassações, atrás somente do
DEM
, que lidera com 20,4%.
Segundo o Dossiê do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgado em 2007, o PMDB ocupava a segunda posição do
ranking
, com 66 parlamentares cassados por corrupção no período de 2000 à 2007.
[
104
]
Operação Lava Jato
[
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|
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]
Ver artigo principal:
Operação Lava Jato
A Operação Lava Jato foi um conjunto de investigações realizadas pela
Polícia Federal do Brasil
(PF), que cumpriu mais de mil
mandados de busca e apreensão
, de
prisão temporária
, de
prisão preventiva
e de
condução coercitiva
, visando apurar um esquema de
lavagem de dinheiro
que movimentou bilhões de reais em
propina
, denominado
Petrolão
. De acordo com investigações e
delações premiadas
, estavam envolvidos em corrupção membros administrativos da empresa estatal
Petrobras
, políticos dos maiores partidos do Brasil, além de
empresários
de grandes empresas brasileiras. A Polícia Federal considera-a a maior investigação de
corrupção da história do país
.
[
105
]
[
106
]
[
107
]
[
108
]
[
109
]
Símbolos
[
editar
|
editar código
]
Evolução do símbolo/logotipo do PMDB/MDB
Símbolo usado de 1980 a 1990
Símbolo usado de 1990 a 1992
Símbolo usado de 1992 a 2000
Símbolo usado entre 2000 e 2017
Símbolo usado desde 2017
Referências
↑
a
b
TSE.
«Partidos políticos registrados no TSE»
. Consultado em 6 de maio de 2021
 
↑
a
b
c
d
e
f
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. Consultado em 28 de janeiro de 2023
 
↑
a
b
Olavo Brasil de Lima Júnior
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«História do PMDB (até 2008)»
. Fundação Getúlio Vargas
. Consultado em 6 de maio de 2021
 
↑
O Globo.
«Maioria dos partidos se posiciona como de Centro. Veja quem sobra no campo da Direita e da Esquerda»
. Consultado em 24 de abril de 2018
 
↑
André Shalders (11 de setembro de 2017).
«Direita ou esquerda? Análise de votações indica posição de partidos brasileiros no espectro ideológico»
. BBC Brasil
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«Genealogia dos partidos»
. Folha de S.Paulo
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«Fundação Ulysses Guimarães»
.
Fundação Ulysses Guimarães
. Consultado em 28 de janeiro de 2023
 
↑
«Juventude do MDB»
.
MDB - Movimento Democrático Brasileiro
. Consultado em 28 de janeiro de 2023
 
↑
«MDB Mulher»
. Consultado em 28 de janeiro de 2023
 
↑
«MDB Afro»
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MDB - Movimento Democrático Brasileiro
. Consultado em 28 de janeiro de 2023
 
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«MDB Diversidade»
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MDB - Movimento Democrático Brasileiro
. Consultado em 28 de janeiro de 2023
 
↑
a
b
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TSE.
«Estatísticas do eleitorado – Eleitores filiados»
. Consultado em 3 de fevereiro de 2025
 
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