Aliança Renovadora Nacional – Wikipédia, a enciclopédia livre
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Início
1
Histórico
Alternar a subsecção Histórico
1.1
1964 – O início do Regime Militar
1.2
As eleições estaduais de 1965
1.3
O AI-2 e a criação da ARENA e do MDB
1.4
As questões sobre a história da ARENA
1.5
O programa da ARENA de 1976
2
Conceito de bipartidarismo
Alternar a subsecção Conceito de bipartidarismo
2.1
O bipartidarismo no Brasil
3
A força da ARENA, as leis eleitorais e o "Caso Marcito"
4
Principais líderes da ARENA
5
A ARENA nas eleições de 1966 a 1978
6
De ARENA ao Partido Progressista e os Democratas
7
Presidentes do Brasil
8
Movimento de Recriação da Aliança Renovadora Nacional
9
Ver também
10
Referências
11
Bibliografia
12
Ligações externas
Alternar o índice
Aliança Renovadora Nacional
13 idiomas
Deutsch
English
Esperanto
Español
Euskara
Français
Galego
Italiano
한국어
Norsk bokmål
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).
(
Agosto de 2017
)
 
Nota:
Se procura outros significados de Arena, veja
Arena (desambiguação)
.
Aliança Renovadora Nacional
Sigla
ARENA
Fundação
1965
Registro
4 de abril
de
1966
Dissolução
20 de dezembro
de
1979
Sede
Brasília
,
DF
Ideologia
Autoritarismo
[
1
]
Anticomunismo
Militarismo
Conservadorismo nacional
[
2
]
Capitalismo de Estado
[
3
]
Doutrina de segurança nacional
[
4
]
Espectro político
Extrema-direita
[
5
]
Sucessor
PDS
PFL
(dissidência)
Fusão
Lista
UDN
PL
PR
PSP
PRP
PSD
(correntes)
PTN
(correntes)
PDC
(correntes)
Cores
    
Verde
    
Amarelo
    
Azul
    
Branco
Bandeira do partido
Política do Brasil
Partidos políticos
Eleições
Aliança Renovadora Nacional
(
ARENA
) foi um
partido político
brasileiro
criado em 1965 com a finalidade de dar sustentação política à
ditadura militar
instituída a partir do
golpe de Estado no Brasil em 1964
.
[
6
]
No programa do partido, adotado em convenção nacional realizada em
Brasília
em 21 de setembro de 1975, a ARENA assim se posicionou em relação à sua criação e sua existência:
Expressão política da Revolução de Março de 1964, que uniu os brasileiros em geral, contra a ameaça do caos econômico, da corrupção administrativa e da ação radical das minorias ativistas, a ARENA é uma aliança de nosso povo, uma coligação de correntes de opinião, uma aliança nacional.
Fundada em 4 de abril de 1966, a ARENA era um partido político predominantemente
conservador
. A sua criação se deu em decorrência do
Ato Institucional Número Dois
, de 27 de outubro de 1965, e do Ato Complementar nº 4, de 20 de novembro de 1965. Ambos foram baixados pelo regime militar e terminaram com o
pluripartidarismo
existente no Brasil. Assim, foram extintos os 13 partidos políticos legalizados no País e determinada a implantação do
bipartidarismo
. Seus membros e eleitores eram chamados de "arenistas".
[
carece de fontes
?
]
Em 20 de dezembro de 1979 a Lei nº 6.767 restaurou o multipartidarismo no Brasil e as associações políticas existentes foram extintas: "Ficam extintos os partidos criados como organizações, com base no Ato Complementar nº 4, de 20 de novembro de 1965, e transformados em partidos de acordo com a Lei nº 4.740, de 15 de julho de 1965, por não preencherem, para seu funcionamento, os requisitos estabelecidos nesta Lei".
[
7
]
Mesmo assim, a lei proibia "coligações com outros partidos para as eleições à Câmara dos Deputados, às Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais" e a "arregimentação de filiados ou adeptos, com base em (...) sentimentos de classe".
[
7
]
Os partidos permitidos seriam os que contassem com "10% de representantes do Congresso Nacional".
[
7
]
A ARENA foi rebatizada
Partido Democrático Social
(PDS). Mais tarde, um grupo de políticos do PDS abandonou o partido e formou a "Frente Liberal", a qual, depois, tornou-se o
Partido da Frente Liberal
(PFL), trocando o nome para Democratas (DEM) em 2007, e se fundiu com o
Partido Social Liberal
(PSL) para formar o atual
União Brasil
(UNIÃO).
[
8
]
O PDS, posteriormente, fundiu-se com o
Partido Democrata Cristão
(PDC), formando o
Partido Progressista Renovador
(PPR), que se fundiu com o
Partido Progressista
(PP), formando o
Partido Progressista Brasileiro
(PPB), que hoje se chama
Progressistas
(PP).
[
6
]
Os dois sucessores modernos do ARENA, PP e UNIÃO, formaram uma
federação partidária
em 2025 chamada de
União Progressista
(UPB).
[
9
]
O bipartidarismo gerou, no Brasil, de 1966 a 1979, duas correntes políticas, a
situacionista
formada pela ARENA e a corrente
oposicionista
formada pelo
Movimento Democrático Brasileiro
(MDB). A ARENA era chamada de "
A situação
" e o MDB de "
A oposição
".
[
carece de fontes
?
]
A logotipo da ARENA representa uma pessoa de braços abertos dentro de um círculo tricolor (Verde, amarelo e azul).
Histórico
[
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|
editar código
]
1964 – O início do Regime Militar
[
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|
editar código
]
Na tumultuada cena política de
1964
, militares de baixa patente, em especial da
Marinha
e da
Aeronáutica
, declaravam seu apoio, em manifestações públicas, aos atos, atitudes e leis de caráter esquerdista do presidente da república
João Goulart
. Goulart planejava realizar reformas de base, entre elas, a bancária, universitária, eleitoral e
agrária
.
[
10
]
Preocupadas com a possível instauração de um regime de inspiração comunista no Brasil, as elites se mobilizaram para evitar que Goulart continuasse no poder; visando enfraquecer o então presidente, foi adotado o
regime parlamentarista
, entre 1961 e 1962. Em 1963, após plebiscito, o regime presidencialista foi restabelecido. No ano seguinte, Jango propôs reformas constitucionais que permitiram o controle das remessas de dinheiro ao exterior e o voto dos analfabetos, maioria da população.
[
10
]
Um
discurso de Jango na Central do Brasil
,
[
11
]
o qual determinava a reforma agrária e a nacionalização das refinarias estrangeiras de petróleo foi um dos estopins para o golpe. Em reação, no dia 19 de março, seis dias após o comício da Central do Brasil, foi realizada a "
Marcha da Família com Deus pela Liberdade
", organizada por setores da imprensa, a maioria cristã e o empresariado e da
direita
.
[
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?
]
Um decreto que provocou reação nos setores
mais conservadores
e contribuiu para a derrubada de João Goulart, foi o de nº 53.700, de 13 de março de 1964, revogado por Ranieri Mazzilli, em 9 de abril de 1964, que dizia:
Declara de interesse social para fins de desapropriação as áreas rurais que ladeiam os eixos rodoviários federais, os leitos das ferrovias nacionais, e as terras beneficiadas ou recuperadas por investimentos exclusivos da União em obras de irrigação, drenagem e açudagem, atualmente inexploradas ou exploradas contrariamente à função social da propriedade, e dá outras providências.
[
12
]
No dia 31 de março, movimentações militares em
Minas Gerais
e
São Paulo
forçaram João Goulart a sair de
Brasília
para
Porto Alegre
, em 2 de abril;
Ranieri Mazilli
assumiu o cargo de presidente interinamente.
[
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?
]
Então, no dia 2 de abril de 1964, o presidente do
Congresso Nacional
, Senador
Auro Soares de Moura Andrade
declara vago o cargo de presidente e o vice-presidente da república do Brasil, na sequência de um movimento armado, iniciado em 31 de março, e que contou com apoio da maioria dos governadores dos estados. O General
Mourão Filho
, que desencadeou o golpe em 31 de março de 1964, declarou que o presidente João Goulart fora afastado do poder porque abusava deste, e que os militares iriam defender a
Constituição
.
[
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]
O presidente foi oficialmente deposto na edição do
AI-1
, em 9 de abril.
[
10
]
Assumiram o poder militares liderados pelo general
Humberto de Alencar Castelo Branco
, que se tornou presidente da república em 15 de abril de 1964. Os militares mantiveram os 13 partidos políticos existentes e o
Congresso Nacional
funcionando.  Esse governo militar intitulou sua chegada ao poder de
Revolução de 31 de março de 1964
(nome dado oficialmente pelo Ato Institucional
AI-1
e mantido nos demais atos institucionais), e declarou ter, essa "revolução", o objetivo de acabar com a
subversão
e a corrupção. Foram mantidas, a princípio, as eleições presidenciais marcadas para 3 de outubro de 1965, porém sem a presença de candidatos da extrema esquerda, pois
Leonel Brizola
e outros líderes esquerdistas tinham perdido seus direitos políticos e foram exilados.
[
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?
]
Após o golpe de 1964, seus líderes o definiram como sendo um "golpe legalista", ou "Contra-revolução democrática". Cassaram os direitos políticos dos políticos de esquerda e liberais, porém buscaram apoio nos partidos políticos para terem sustentação no Congresso Nacional.
[
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?
]
Durante as negociações que resultaram no golpe militar de 1964,
Costa e Silva
, que aderira na última hora ao movimento, tinha desempenhado o papel de coordenador das tropas militares na cidade do
Rio de Janeiro
, e, após o desenlace do golpe, Costa e Silva assumiu o
ministério da Guerra
e fez gradativamente crescer sua influência até se tornar o principal representante da
linha dura
do
Exército
que desejava um endurecimento maior do regime militar. Costa e Silva foi o segundo presidente da república do regime militar sucedendo a Humberto de Alencar Castelo Branco.
[
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]
Excetuando-se Costa e Silva e alguns outros militares legalistas, a grande maioria dos militares de alta patente que participaram do
golpe de Estado no Brasil em 1964
tinham experiência revolucionária, tendo sido membros do
tenentismo
e participantes da
Revolução de 1930
, como Humberto de Alencar Castelo Branco,
Emílio Garrastazu Médici
e
Geisel
que chegaram à presidência da república, e também eram ex-tenentes de 1930:
Cordeiro de Farias
,
Eduardo Gomes
,
Juraci Magalhães
e
Juarez Távora
.
[
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?
]
As eleições estaduais de 1965
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|
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]
Em 3 de outubro de 1965 realizaram-se eleições diretas de Governador e Vice-Governador em onze estados. A eleição para o cargo de Presidente da República, apesar de já estar marcada, não foi realizada. O mandato do presidente Castelo Branco foi prolongado até 15 de março de 1967. A esta altura, grande parte do entusiasmo popular inicial pelo
Golpe de Estado de 1964
tinha diminuído e a classe média brasileira dos grandes centros urbanos ficara em situação financeira difícil por causa do achatamento salarial resultante do combate à
inflação
feito em 1964 e em 1965.
[
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?
]
Apesar do veto a determinados candidatos por parte da chamada "linha dura das forças armadas", a oposição triunfou nos estados de
Guanabara
,
Mato Grosso
,
Minas Gerais
,
Rio Grande do Norte
e
Santa Catarina
, e saíram vitoriosos os políticos do
PSD
(
Francisco Negrão de Lima
,
Pedro Pedrossian
,
Israel Pinheiro da Silva
,
Walfredo Dantas Gurgel
e
Ivo Silveira
, respectivamente). No caso de Francisco Negrão de Lima e Israel Pinheiro da Silva, ambos eram ligados ao ex-presidente da república cassado
Juscelino Kubitschek
, o que preocupou o
grupo
que pregava a implantação de um regime político autoritário.
[
carece de fontes
?
]
O AI-2 e a criação da ARENA e do MDB
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]
Ver artigo principal:
Atos Institucionais
Sob a pressão desse grupo linha-dura ligada a Costa e Silva, e, em virtude da derrota do governo militar nas eleições de 1965 na Guanabara e em Minas Gerais, o presidente
Castello Branco
baixou o
AI-2
, em 27 de outubro de 1965, logo após as eleições de 3 de outubro de 1965. Constava, nesse Ato Institucional, a extinção do pluripartidarismo, com a extinção dos 13 partidos políticos existentes no Brasil.
[
carece de fontes
?
]
Dizia o AI-2, no seu artigo 18: "
Ficam extintos os atuais Partidos Políticos e cancelados os respectivos registros", Parágrafo único - Para a organização dos novos Partidos são mantidas as exigências da Lei nº 4.740 (Lei Orgânica dos Partidos Políticos), de 15 de julho de 1965, e suas modificações
".
[
carece de fontes
?
]
Em seguida ao AI-2, foi baixado o Ato complementar nº 4 de
20 de novembro
de 1965, que dizia:
[
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?
]
"O Presidente da República, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 30 do Ato Institucional nº 2, resolve baixar o seguinte Ato Complementar: Art. 1º Aos membros efetivos do Congresso Nacional, em número não inferior a 120 deputados e 20 senadores, caberá a iniciativa de promover a criação, dentro do prazo de 45 dias, de organizações que terão, nos termos do presente Ato, atribuições de partidos políticos enquanto estes não se constituírem."
Como a Câmara dos Deputados só dispunha de 350 deputados, matematicamente, só era possível formarem um máximo de 2 partidos políticos. O mesmo para o Senado Federal que tinha apenas 66 senadores.
[
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?
]
O
AI-2
, o
Código Eleitoral
de 15 de julho de 1965, o Ato Complementar nº 4 de 20 de novembro de 1965, (alterado pelo Ato complementar nº 7, de 31 de janeiro de 1966, e pelo Ato Complementar nº 29, de 26 de dezembro de 1966), e a lei orgânica dos partidos políticos (lei nº 4.740 de 15 de julho de 1965, substituída, em 21 de julho de 1971, pela lei nº 5.682), e que dispunham sobre a organização dos partidos políticos, criaram grandes empecilhos para a formação de partidos políticos no Brasil.
[
carece de fontes
?
]
Na prática, somente foi possível formalizar mais uma legenda além da legenda governista, a ARENA (criada em
4 de abril
de 1966), que apoiava o regime militar. Foi criado, então, o
MDB
que faria oposição ao regime militar e cujos membros eram chamados de "emedebistas". Houve a tentativa por parte de
Pedro Aleixo
de tentar viabilizar uma terceira legenda, o PDR -
Partido Democrático Republicano
, mas foi em vão.
[
carece de fontes
?
]
A "Lei Orgânica dos Partidos Políticos", lei nº 5.682 de 1971, no seu artigo 7º, o qual vigorou até
1979
, dizia:
Só poderá pleitear sua organização, o Partido Político que conte, inicialmente, com 5% (cinco por cento) do eleitorado que haja votado na ultima eleição geral para a Câmara dos Deputados, distribuídos em 7 (sete) ou mais Estados, com o mínimo de 7% (sete por cento) em cada um deles
.
[
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?
]
A ARENA, cujo primeiro presidente foi o senador gaúcho e udenista
Daniel Krieger
, foi formada com políticos vindos dos partidos extintos, especialmente o
Partido Social Democrático
, da
UDN
de
Carlos Lacerda
, de membros do
PL
de
Raul Pilla
, do
PSP
de
Ademar de Barros
, do
PR
que fora fundado pelo ex-presidente
Artur Bernardes
, do
PRP
de
Plínio Salgado
e do
PDC
.
[
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?
]
A maioria dos líderes municipais nordestinos e dos políticos tradicionais do sul e de
São Paulo
se filiou à ARENA. Em
Santa Catarina
, por exemplo, a tradicional família de políticos, os Konder Reis, ingressou na ARENA. Na Guanabara, a maior parte dos lacerdistas se abrigou no MDB, após o episódio da
Frente Ampla
, apesar de lacerdistas radicais como
Sandra Cavalcanti
e
Amaral Netto
entrarem para ARENA. Por seu lado o MDB abrigou muitos políticos oriundos do antigo
PTB
, do PSD e do clandestino e ilegal
PCB
.
[
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?
]
As questões sobre a história da ARENA
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]
Apesar do grande volume de estudos acerca do governo militar no Brasil (1964-1985) pouco se sabe sobre a ARENA. Esta teve grande atuação no período, porém, escassamente abordada.
[
carece de fontes
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]
Muitas são as lacunas que permaneceram em relação a história da ARENA devido à falta ou destruição de documentos ou mesmo pela inexistência desses devida a censura imposta ao Brasil, ou mesmo por falta de interesse dos historiadores. Ficam, portanto, dúvidas históricas sobre:
[
carece de fontes
?
]
A formação da ARENA;
[
carece de fontes
?
]
Os fatores que levaram muitos políticos a apoiar a ditadura militar através da ARENA;
[
carece de fontes
?
]
O grau de influência dos militares sobre os políticos da ARENA;
[
carece de fontes
?
]
O grau de influência dos políticos da ARENA sobre os militares;
[
carece de fontes
?
]
Como os ex-membros do PSD (os pessedistas) e os ex-membros da UDN (os udenistas) se relacionavam dentro da ARENA;
[
carece de fontes
?
]
Como a ARENA se posicionava frente ao conflito entre o grupo de militares "linha-dura" e o grupo "castelista" (os seguidores do presidente Castelo Branco);
[
carece de fontes
?
]
Até qual ponto os membros da ARENA eram militares e políticos simultaneamente;
[
carece de fontes
?
]
Quais foram os verdadeiros motivos do governo militar em adotar um sistema bipartidário;
[
carece de fontes
?
]
Os motivos da adesão da grande maioria da
UDN
à ARENA;
[
carece de fontes
?
]
O que levou os ademaristas a aderirem à ARENA, considerando que Ademar de Barros fora cassado pelos militares;
[
carece de fontes
?
]
Quais correntes ideológicas permearam o estatuto e o programa da ARENA, e o quanto os influenciaram;
[
carece de fontes
?
]
Como os políticos tradicionais influíram no programa revolucionário dos militares;
[
carece de fontes
?
]
Se a ARENA era ou não um partido independente em relação ao governo militar.
[
carece de fontes
?
]
O programa da ARENA de 1976
[
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]
O último programa de partido político que a ARENA teve foi aprovado por convenção nacional de seus filiados, em 1976, tendo
Jarbas Passarinho
[
13
]
como relator-geral, e tinha entre seus principais itens:
A busca de uma democracia representativa, repúdio à corrupção, apoio à soberania nacional, à integridade territorial, à integração nacional e ao desenvolvimento econômico com paz social.
[
carece de fontes
?
]
A opção pela economia de mercado e pelo crescimento econômico acelerado, apoio à correção dos desequilíbrios setoriais e regionais, à ocupação da
Amazônia
e à
reforma agrária
.
[
carece de fontes
?
]
Conceito de bipartidarismo
[
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|
editar código
]
O bipartidarismo no Brasil
[
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|
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]
Durante a ditadura militar (1964-1985), existiam, de 1966 a 1979, oficialmente, apenas a ARENA, base de sustentação do regime militar, e o MDB, oposição tolerável ao regime, sendo todos os demais partidos políticos proibidos.
[
6
]
O governo militar extinguiu partidos políticos em 1966, através do artigo 18 do
AI-2
, que veiculava que "
Ficam extintos os atuais Partidos Políticos e cancelados os respectivos registros
".
[
14
]
A organização dos dois novos partidos ocorreu no Congresso Nacional, sem sua organização pela sociedade. Assim, em 1966, o bipartidarismo foi implantado.
[
14
]
Uma característica do bipartidarismo no país foi o voto ser "plebiscitário", ou seja, vota-se contra ou a favor o governo federal, conforme sua popularidade no momento da eleição, e não propriamente nos partidos políticos e candidatos.
[
carece de fontes
?
]
A força da ARENA, as leis eleitorais e o "Caso Marcito"
[
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|
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]
A ARENA elegeu todos os presidentes da República que se candidataram pela legenda - de
Costa e Silva
a
João Figueiredo
. A ARENA também conseguiu fazer a maioria das cadeiras na
Câmara dos Deputados
em todas as eleições que disputou:
1966
,
1970
,
1974
e
1978
.
[
carece de fontes
?
]
Elegeu, também, todos os Governadores de Estado em todo o período, exceto no Estado da
Guanabara
em 1970 e no Estado do
Rio de Janeiro
em 1978 - em ambas as ocasiões, o eleito foi
Chagas Freitas
, do
MDB
. Os territórios (
Rondônia
,
Amapá
,
Roraima
e
Fernando de Noronha
) eram governados por militares, assim como, na maior parte do tempo, o Distrito Federal, e, muitos municípios considerados "Área de segurança nacional", tinham seus prefeitos nomeados, não eleitos.
[
carece de fontes
?
]
A ARENA também manteve, em todo o período militar, maioria no
Congresso Nacional
, graças a sua forte presença nos pequenos municípios, e por ter sido beneficiada diretamente por leis eleitorais, como a reforma política chamada de
Pacote de Abril
de
1977
, e outras leis, que aumentaram a representação dos pequenos estados no Congresso Nacional, garantindo a eles, um mínimo de 8 vagas na Câmara dos Deputados. O "Pacote de Abril" (termo cunhado pelo Arcebispo de
Olinda
e
Recife
D.
Helder Câmara
) criou o "
senador biônico
", (através da Emenda Constitucional nº 8 de
14 de abril
de 1977). O "senador biônico" seria eleito indiretamente. Assim, em 1978, havendo duas vagas a serem disputadas em cada estado, um senador era eleito em eleições diretas e o segundo era eleito por um colégio eleitoral composto pelos "
membros da respectiva Assembleia Legislativa e de delegados das Câmaras Municipais do respectivo estado
", forma idêntica a ser usada na escolha do governador de estado, cuja eleição voltou a ser indireta. O apelido "biônico" foi tirado da série de televisão mais popular da época:
O Homem Biônico
.
[
carece de fontes
?
]
A
fusão do Estado do Rio de Janeiro
com o Estado da
Guanabara
em 1975, e a criação do
Mato Grosso do Sul
em 1978, foram apontados como expedientes que ajudaram o partido governista, a ARENA, a se fortalecer. Assim, com a criação do estado do Mato Grosso do Sul, criou-se mais 8 vagas de deputado federal e de 3 senadores em estado pequeno, e, com a extinção da Guanabara,  desapareceram as vagas de senadores e deputados federais em um estado francamente emedebista.
[
carece de fontes
?
]
A primeira e mais grave discordância entre parte da ARENA e o governo militar se deu, em 1968, no chamado "
Caso Marcito
", quando o governo Costa e Silva pediu autorização à Câmara dos Deputados para processar o deputado do MDB
Márcio Moreira Alves
. Muitos deputados federais arenistas votaram contra a autorização para se processar o deputado "
Marcito
". A resposta do governo foi o
AI-5
e o fechamento do Congresso Nacional em dezembro de 1968. Este só foi reaberto em outubro de 1969 porque o novo presidente
Emílio Garrastazu Médici
exigiu que o Congresso Nacional fosse reaberto para sua cerimônia de juramento e posse na presidência da república.
[
carece de fontes
?
]
Principais líderes da ARENA
[
editar
|
editar código
]
Vários líderes arenistas já eram importantes próceres políticos do Brasil em 1964, como
Auro de Moura Andrade
,
José Maria Alkmin
,
Filinto Müller
,
Vitorino Freire
,
Gustavo Capanema
,
Gilberto Marinho
,
Benedito Valadares
e
Armando Falcão
, oriundos do PSD e
José de Magalhães Pinto
,
José Sarney
,
Roberto Costa de Abreu Sodré
,
Adauto Lúcio Cardoso
,
Aureliano Chaves
,
Herbert Levy
,
José Bonifácio Lafayette de Andrada
,
Rondon Pacheco
e
Pedro Aleixo
, oriundos da UDN.
[
carece de fontes
?
]
Tidos como grandes articuladores políticos, a ARENA teve, em seus quadros,
Petrônio Portela
,
Flávio Marcílio
,
Célio Borja
,
Marco Maciel
e
Prisco Viana
. Abrigou também tradicionais políticos nordestinos como
Teotônio Vilela
(que passou depois para o PMDB),
Arnon Melo
,
Luís Viana Filho
e
Dinarte Mariz
.
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Também fizeram parte da ARENA, nomes da iniciativa privada (muitas vezes articulados politicamente por meio de entidades de classe, como as
associações comerciais
), como o banqueiro
Olavo Setúbal
, prefeito de
São Paulo
de 1975 a 1979, o diretor bancário e de futebol
Laudo Natel
, que fora vice-governador de Ademar de Barros, e do administrador de empresas e engenheiro
Paulo Egydio Martins
, ambos foram governadores do estado de São Paulo.
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Pertenceram à ARENA, juristas como o citado Célio Borja,
Manoel Gonçalves Ferreira Filho
e
Orlando Zancaner
, além do ex-governador de São Paulo e ministro da Fazenda do governo
João Goulart
,
Carvalho Pinto
.
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Alguns eram militares reformados como os "
3 coronéis de
Ceará
":
César Cals
,
José Adauto Bezerra
e
Virgílio Távora
. Também eram militares reformados:
Jarbas Passarinho
e
Ney Braga
. Tiveram também grande influência na ARENA políticos do estilo "
tocador de obra
" como
Paulo Maluf
,
Hélio Garcia
e
Antônio Carlos Magalhães
. Outros eram tidos como técnicos experientes, (na época, chamados pejorativamente, pela esquerda, de "tecnocratas"), como
Antônio Delfim Netto
,
Roberto Campos
e
Mário Henrique Simonsen
.
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Continuam em atividade política até hoje José Sarney e
Paulo Maluf
, entre outros.
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A ARENA nas eleições de 1966 a 1978
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A estreia da ARENA, em eleições diretas, se deu, em 15 de novembro de 1966, quando o MDB elegeu apenas 4 senadores e a ARENA os demais. Para a Câmara dos Deputados, a ARENA elegeu 277 deputados e o MDB 132.
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Nas eleições para prefeituras e câmaras de vereadores no Brasil, em 1968, a ARENA saiu vencedora contra o seu rival MDB. Em 1970, a ARENA teve sua maior vitória, elegendo o MDB apenas os três senadores do
Estado da Guanabara
, os dois do estado do Rio de Janeiro e
Franco Montoro
em São Paulo. Essa eleição ocorreu na época do "
Milagre Econômico
" do presidente
Médici
. Os líderes do MDB chegaram a pensar na dissolução do partido que quase não teve a votação mínima (20%) para poder continuar existindo. O primeiro presidente do MDB, senador
Oscar Passos
, que não conseguiu se reeleger senador, em 1970, renunciou ao cargo de presidente do MDB, e passou o comando do MDB ao deputado
Ulisses Guimarães
.
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Em 15 de novembro de 1972, a ARENA vence as eleições municipais na maioria dos municípios. A ARENA tinha diretórios em todos os municípios brasileiros, e, em muitos municípios, apresentava candidato único, ou apresentava sublegendas (até 3) permitidas pela lei eleitoral, lançando 2 ou três candidatos a prefeito no mesmo município, o que acomodava as diversas correntes do partido. Assim, em um município paulista, os janistas (seguidores de
Jânio Quadros
), podiam usar a ARENA-1 e os ademaristas (ex-membros do PSP de Ademar de Barros) lançarem um candidato pela ARENA-2. As sublegendas foram instituídas, em 29 de novembro de 1966, pelo Ato Complementar nº 26.
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O líder ademarista Mário Beni calculou que, em 1972, 65% dos prefeitos eleitos em São Paulo eram oriundos do PSP de Ademar de Barros, e, na sua maioria, estando abrigados na ARENA.
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Em 1973, ocorre a crise do petróleo, a alta dos preços e a inflação. A ARENA sofre, então, sua maior derrota nas eleições de 15 de novembro de 1974.
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A derrota da Arena em 1974 foi inesperada: O MDB temendo nova derrota eleitoral em 1974, como aquela sofrida em 1970, não se arriscou a lançar seus líderes mais importantes como candidatos ao
Senado Federal
, colocando-os como candidatos à Câmara dos Deputados onde a eleição era menos disputada. Assim, Ulisses Guimarães não se candidatou ao Senado, nem
Tancredo Neves
, nem
Thales Ramalho
, abrindo espaço para jovens políticos como o prefeito de
Campinas
Orestes Quércia
, o prefeito de
Juiz de Fora
Itamar Franco
e o também jovem
Marcos Freire
, que acabaram sendo eleitos senadores por São Paulo, Minas Gerais e
Pernambuco
respectivamente. Em 1974, o MDB elegeu 17 senadores e a ARENA apenas 6, estando em disputa, apenas uma vaga de senador em cada estado.
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Para as eleições de 1974, o presidente
Geisel
liberou os debates na
televisão
, e, em São Paulo, onde a televisão já atingia quase todos os municípios, o histórico debate entre Orestes Quércia e o candidato da ARENA ao Senado, o ex-governador
Carvalho Pinto
, tido como franco favorito, foi decisivo para a vitória do MDB.
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Isso fez com que Geisel voltasse atrás, e, pela
Lei Falcão
, (lei nº 6.339, de 1 de julho de 1976), nas eleições de 1978, os candidatos podiam apenas apresentar sua fotografia na televisão. O MDB teve a maioria dos votos em 1978, mas continuou em minoria no Congresso Nacional, especialmente pela força que a ARENA tinha nos pequenos municípios. Isto fez com que o MDB, (chamado, depois de 1980, de
PMDB
), usasse, a partir de então, a estratégia de atrair arenistas para seus quadros. Assim, em 1982, o PMDB venceu a eleição para governador de Minas Gerais por ter tido como vice na chapa de Tancredo Neves, o ex-arenista
Hélio Garcia
, profundo conhecedor das pequenas cidades mineiras.
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Essa força da ARENA nos pequenos municípios levou o então presidente nacional do partido,
Francelino Pereira
, a classificar a ARENA como "
o maior partido político do ocidente
", e levou Tancredo Neves a chamar os pequenos municípios onde a ARENA sempre ganhava de "
grotões
".
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Ainda em 1978, a ARENA, pela primeira vez, diz
não
à indicação, por um presidente da república, de um candidato a governador de estado. Em São Paulo, o indicado pelo presidente Geisel para ser escolhido como governador, por um colégio eleitoral de acordo com as regras do "Pacote de Abril", havia sido o ex-governador de São Paulo
Laudo Natel
. Porém, o ex-prefeito de
São Paulo
, o ademarista
Paulo Salim Maluf
, com ostensivo e paciente trabalho de cooptação do apoio de delegados arenistas, vence a convenção da ARENA e é indicado pela ARENA candidato a governador, e é eleito governador com amplo apoio dos ademaristas da ARENA.
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A ARENA, geralmente, tinha um discurso de valorização do desenvolvimento econômico e fazendo sempre referências às obras realizadas pelo governo militar, enquanto o MDB reclamava do custo de vida e pedia abertura política. Como se dizia que a ARENA apoiava o governo em tudo, a ARENA recebeu o apelido de "
O Partido do Sim Senhor
", enquanto o MDB, por ser contra tudo que o governo militar fazia, era chamado, pelos arenistas, de "
O Partido do Não
". O MDB chegou a se opor à construção da
Usina Hidrelétrica de Itaipu
, chamada, por Franco Montoro, de "obra faraônica".
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De ARENA ao Partido Progressista e os Democratas
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A nova lei orgânica dos partidos políticos, lei nº 6.767, de 20 de dezembro de 1979, que diminuiu as exigências para a criação de partidos políticos no Brasil, permitindo que ressurgisse o pluripartidarismo, impôs a obrigação de as agremiações políticas fazerem constar em seu nome, obrigatoriamente, a palavra "
partido
". Acreditam muitos que essa norma foi uma forma que o governo militar encontrou para tentar acabar com o antigo
Movimento Democrático Brasileiro
(MDB), que fazia oposição ao regime militar e estava muito forte naquele momento. O MDB passou então a chamar PMDB, e o desgastado nome ARENA desapareceu, surgindo o
PDS
, nome inspirado no
SPD
alemão que estava no poder, naquela época, na antiga
Alemanha Ocidental
, país de origem da família do presidente Geisel.
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O PDS, posteriormente alterou seu nome para Partido Progressista Renovador (PPR), depois para Partido Progressista Brasileiro (PPB), Partido Progressista (PP) e hoje Progressistas (PP).
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Logo após a volta do pluripartidarismo, em 12 de fevereiro de 1980, foi criado o
Partido Popular
(PP), formado por ex-arenistas e ex-emebistas, liderados por
José de Magalhães Pinto
e
Tancredo Neves
. Esse partido não chegou a disputar eleições, foi incorporado ao PMDB em 20 de dezembro de 1981. Seus líderes tomaram a decisão de extinguir o PP porque as novas leis eleitorais, aprovadas em 1981, para regularem as eleições de 1982, tornavam difíceis a atuação dos pequenos partidos políticos.
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]
Nas eleições de 1982, o PDS conseguiu fazer a maioria das cadeiras no Congresso Nacional e no colégio eleitoral destinado a eleger o novo presidente da república em 15 de janeiro de 1985. Em 15 de novembro de 1982, o PDS elegeu 12 dos 22 governadores de estado.
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]
Em 1984, o deputado federal
Paulo Maluf
, ex-governador de São Paulo, venceu a disputa interna contra o ministro do Interior
Mário Andreazza
, e foi escolhido para ser o candidato do PDS à presidência da República e enfrentar Tancredo Neves (PMDB), no Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de
1985
. Os rebelados do partido, liderados pelo vice-presidente da República,
Aureliano Chaves
, e pelos senadores
Marco Maciel
e
Jorge Bornhausen
, entre outros, criaram uma ala dentro do PDS chamada Frente Liberal, que viria a ser o embrião do PFL (Hoje
União Brasil
). Com o apoio da Frente Liberal, Tancredo Neves foi eleito presidente da república. O vice-presidente de Tancredo Neves foi
José Sarney
, que havia sido presidente do PDS.
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]
Em 2007, o PFL mudou seu nome para Democratas, inspirados no
Partido Democrata
dos EUA.
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Em 2008, o
PP
, Partido Progressista, sucessor da ARENA, continuava sendo um partido forte nos pequenos municípios como a ARENA o era, obtendo o terceiro lugar, no
ranking
do
TSE
dos partidos que elegeram um maior número de prefeitos: O
MDB
elegeu, em 2008, 1200 prefeitos, o
PSDB
784, e o
PP
547 prefeitos. O
DEM
obteve 497 prefeituras. Juntos PP e DEM, que antes compunham a antiga ARENA, elegeram um total de 1044 prefeitos de um total de 5562 prefeituras. Portanto, atualmente, os sucessores da ARENA, PP e DEM, governam 18,8% dos municípios brasileiros.
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]
Presidentes do Brasil
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]
N.
º
Nome
Retrato
Origem
Período dos mandatos
1
º
Humberto Castelo Branco
Ceará
15 de abril de 1964 - 15 de março de 1967
2
º
Artur da Costa e Silva
Rio Grande do Sul
15 de março de 1967 - 31 de agosto de 1969
3
º
Emílio Médici
Rio Grande do Sul
30 de outubro de 1969 - 15 de março de 1974
4
º
Ernesto Geisel
Rio Grande do Sul
15 de março de 1974 - 15 de março de 1979
5
º
João Figueiredo
Rio de Janeiro
15 de março de 1979 - 20 de dezembro de 1979
v
d
e
Diagrama da origem histórica do partido
[
15
]
[
16
]
Partido Social Liberal
(PSL)
1994–2022
 
União Brasil
(UNIÃO)
2022–
presente
Aliança Renovadora Nacional
(ARENA)
1966–1979
 
Partido da Frente Liberal
(PFL)
1985–2007
Democratas
(DEM)
2007–2022
 
Partido Democrático Social
(PDS)
1980–1993
 
Partido Progressista Reformador
(PPR)
1993–1995
 
Partido Progressista Brasileiro
(PPB)
1995–2003
Partido Progressista
(PP)
2003–2017
Progressistas
(PP)
2017–
presente
Partido Democrata Cristão
(PDC)
1985–1993
Partido Social Trabalhista
(PST)
1988–1993
 
Partido Progressista
(PP)
1993–1995
Partido Trabalhista Renovador
(PTR)
1985–1993
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Movimento de Recriação da Aliança Renovadora Nacional
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]
Em 2012 começou no Brasil um movimento que visa a refundação da sigla extinta pelo
Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) em 1980 pela Resolução n.º 10.786. O movimento foi lançado em
Caxias do Sul
, Rio Grande do Sul, e tomou forma nas redes sociais, sendo a sigla oficialmente fundada em 1.º de junho de 2012.  Em 13 de novembro de 2012, a estudante de direito Cibele Bumbel Baginski fez publicar no "Diário Oficial da União" o estatuto e programa da Aliança Renovadora Nacional (ARENA).
[
17
]
[
verificar
]
A jovem assina o estatuto como presidente nacional do grupo.
[
18
]
Atualmente, é uma
organização
política
brasileira
listada entre os
partidos políticos
em formação pelo TSE.
[
19
]
[
verificar
]
Ver também
[
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|
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]
Conservadorismo brasileiro
Política do Brasil
Lista de partidos políticos no Brasil
Referências
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Ligações externas
[
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|
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]
Movimento de Refundação da NOVA ARENA
Portal Terra
Revista Veja
Jornal Folha de Caxias
AI-1
AI-2
AI-5
Código Eleitoral
Lei Orgânica dos Partidos Políticos de 1965
Lei Orgânica dos Partidos Políticos de 1971
Lei Orgânica dos Partidos Políticos de 1979
Emenda nº 8 de 1977 - Pacote de Abril
Ato complementar nº 4
«ARENA (Aliança Renovadora Nacional)»
(em inglês)
 
Portal da política
Portal do Brasil
Portal da história
Obtida de "
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Aliança_Renovadora_Nacional&oldid=70988906
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Partidos políticos fundados em 1965
Fundações no Brasil em 1965
1965 na política do Brasil
1979 na política do Brasil
Partidos políticos extintos do Brasil
Partidos políticos extintos em 1979
Extinções no Brasil em 1979
Aliança Renovadora Nacional
Categorias ocultas:
!CS1 alemão-fontes em língua (de)
!Artigos a revisar sobre Brasil
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