Maranhão – Wikipédia, a enciclopédia livre
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Início
1
Etimologia
2
História
Alternar a subsecção História
2.1
Período pré-cabralino
2.2
Colonização europeia
2.2.1
Invasões estrangeiras
2.2.2
Revolta de Beckman
2.2.3
Estado do Maranhão
2.3
Império
2.4
República
3
Geografia
Alternar a subsecção Geografia
3.1
Geomorfologia, hidrografia e vegetação
3.2
Clima
4
Demografia
Alternar a subsecção Demografia
4.1
Urbanização
4.2
Composição étnica
4.3
Religião
5
Subdivisões
6
Economia
Alternar a subsecção Economia
6.1
Agricultura
6.2
Indústria
6.3
Turismo
7
Infraestrutura
Alternar a subsecção Infraestrutura
7.1
Energia
7.2
Educação
7.3
Transportes
8
Cultura
Alternar a subsecção Cultura
8.1
Culinária
8.2
Esportes
9
Ver também
10
Referências
11
Ligações externas
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Maranhão
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Maranhão (desambiguação)
.
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N
•
L
•
A
•
I
•
WP refs
) •
ABW
•
CAPES
).
(
Junho de 2021
)
Estado do Maranhão
Bandeira
Brasão
Hino
:
Hino do Maranhão
Gentílico
:
Maranhense
Localização do Maranhão no Brasil
Localização
•
Região
Nordeste
•
Estados limítrofes
Piauí
(leste),
Tocantins
(sudoeste) e
Pará
(oeste)
•
Regiões intermediárias
5
•
Regiões imediatas
22
•
Municípios
217
Capital
São Luís
Governo
•
Governador(a)
Carlos Brandão
(
PSB
)
•
Vice-governador(a)
Felipe Camarão
(
PT
)
•
Deputados federais
18
•
Deputados estaduais
42
•
Senadores
Ana Paula Lobato
(
PDT
)
Eliziane Gama
(
PSD
)
Weverton
(
PDT
)
Área
• Área total
329 651,496
km²
(
8
º)
[
1
]
População
2024
• Estimativa
7 010 960 hab. (
12º
)
[
2
]
• Censo
2022
6 776 699 hab. (
12º
)
[
3
]
•
Densidade
21,27 hab./km² (
17º
)
Economia
2022
[
4
]
•
PIB total
R$ 139.789.000.000 (
17º
)
•
PIB per capita
R$ 20.663 (
27º
)
Indicadores
2019/2024
[
5
]
[
6
]
[
7
]
•
Esperança de vida
(2024)
75,6 anos (
21º
)
•
Mortalidade infantil
(2022)
15,32‰ nasc. (
20º
)
•
Alfabetização
(2022)
88,5% (
24º
)
•
IDH
(2021)
0,676 (
27º
) –
médio
[
8
]
Fuso horário
UTC−3, America/Fortaleza
Clima
tropical
Af/Aw
Cód. ISO 3166-2
BR-MA
Website
https://www.ma.gov.br/
Mapa do Maranhão
Maranhão
é uma das 27
unidades federativas
do
Brasil
, localizada na
Região Nordeste
englobando a
sub-região
Meio-Norte
do País. O estado faz divisa com três estados brasileiros:
Piauí
(leste),
Tocantins
(sul e sudoeste) e
Pará
(oeste), além do
Oceano Atlântico
(norte). Com
área
de 331 937,450 km² e com 217 municípios, é o segundo maior estado da região Nordeste e o oitavo maior do Brasil. Com uma
população
de 6 775 152 habitantes, é o
11º estado mais populoso do país
.
[
3
]
A
capital
e
cidade mais populosa
é
São Luís
. Em termos de
produto interno bruto
, é o quarto estado mais rico da Região Nordeste do Brasil e o 17º mais rico do Brasil. As principais
atividades econômicas
são a
indústria
(trabalho de transformar
alumínio
e
alumina
,
celulose
,
alimentícia
,
madeireira
), os
serviços
, o
extrativismo vegetal
(
babaçu
), a
agricultura
(
soja
,
mandioca
,
arroz
,
milho
) e a
pecuária
. Entre as Unidades da Federação, possui o menor
Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH) do país, com 0,676 pontos.
[
8
]
Localizado entre as regiões
Norte
e
Nordeste do Brasil
, o Maranhão há o segundo maior litoral do país, resultando em uma grande diversidade de
ecossistemas
. São 640 quilômetros de extensão de praias tropicais,
floresta amazônica
, diversas variedades de
cerrados
,
mangues
,
delta
em mar aberto,
dunas
o único deserto do mundo com milhares de lagoas de águas cristalinas. Também é perceptível, na maior parte do ano (entre os meses de maio a novembro), a seca branda na
Microrregião das Chapadas do Alto Itapecuru
, acentuadamente em
São João dos Patos
e
Barão de Grajaú
. Essa diversidade está organizada em cinco polos turísticos, cada um com seus atrativos naturais, culturais e
arquitetônicos
. São eles: o polo turístico de São Luís, o
Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
, o
Parque Nacional da Chapada das Mesas
, o
Delta do Parnaíba
e o polo da
Floresta dos Guarás
. Com redução de
altitudes
e regularidade da
topografia
, apresenta-se um
relevo
modesto, superior a 90% da superfície inferior a 300 metros.
Tocantins
,
Gurupi
,
Pindaré
,
Mearim
,
Parnaíba
,
Turiaçu
e
Itapecuru
são os rios mais importantes e pertencem às
bacias hidrográficas
do
Parnaíba
, do
Atlântico Nordeste Ocidental
e do
Tocantins-Araguaia
.
O
Rei de Portugal
Dom João III
dividiu a região do Maranhão em duas
capitanias hereditárias
, que o monarca entregou a
Aires da Cunha
e
Fernando Álvares de Andrade
, no ano de
1535
[
9
]
(região descrita como "grande baía com uma ilha").
[
10
]
A partir de então, até os
franceses
estabelecerem-se em 1612 (
França Equinocial
), o conhecimento da área não foi tomado por
Portugal
. Em 1615, no contexto da Conquista do
Nordeste
e Conquista da
Amazônia
(período de combate as forças estrangeiras que estabeleceram fortificações na região), uma expedição com
portugueses
e brasileiros partiu da
Capitania de Pernambuco
, sob ordem do governador-geral da Armada e Conquista do Maranhão
Alexandre de Moura
e liderança de
Jerônimo de Albuquerque
, visando expulsar os franceses e consolidar o
domínio português
[
11
]
e, por conseguinte, sua
habitação
. Como recompensa pelo êxito na empreitada, o General nomeou Jerônimo de Albuquerque
Capitão-Mor
da Conquista do Maranhão
[
12
]
e, em 1621, foi instituído o
Estado do Maranhão
, por
Filipe II de Portugal
(e Filipe III da
Espanha
) no Norte do
América Portuguesa
, porém instalado em 1626
[
13
]
[
14
]
devido aos conflitos com os
holandeses
.
[
10
]
Sendo o novo Estado uma colônia independente e autônoma do
Estado do Brasil
, a criação da
Capitania do Maranhão
ocorreu em paralelo à fundação do Estado do Maranhão, ficando a Capitania subordinação ao Estado.
Em 1641, os
neerlandeses
ocupam a
ilha de São Luís
, donde foram expulsos pelos
portugueses
em 1644 consolidado o
domínio português
, Em 1654, criou-se o
Estado do Maranhão e Grão-Pará
,
[
15
]
[
16
]
devido ao progresso e ascensão da região de
Belém
, e à verificação pela
Coroa Portuguesa
que tal organização administrativa favorecia apenas a interesses pessoais de
donatários
e sesmeiros.
[
17
]
Em 1774, dividiu-se Estado em duas unidades administrativas por
Marquês de Pombal
: o
Estado do Maranhão e Piauí
e
Estado do Grão-Pará e Rio Negro
.
[
18
]
[
19
]
O Maranhão apenas foi conquistado pelo
Império do Brasil
em 1823, porque
Portugal
o defendeu muito fortemente, e somente depois que o almirante
Lord Cochrane
interveio, a pedido de
Dom Pedro I
. Em 1831, irrompeu-se a
Setembrada
, que pregou que fossem expulsos os portugueses e os
frades franciscanos
, e, em 1838, a
Balaiada
, um movimento popular que contrariava a
aristocracia
rural. A economia declinou devido à abolição da
escravidão
pela
Princesa Isabel
, só vindo à recuperação na época da
Primeira Guerra Mundial
.
Etimologia
[
editar
|
editar código
]
Os
tupinambás
inicialmente habitavam a região, esses consideravam-se filhos do
grande ancestral e herói
"
Maíra
", assim o
topônimo
"Mairi", utilizado para representar o território tupinambá (atuais estados brasileiros do
Amapá
, Pará e, Maranhão), com origem no
nheengatu
, inicialmente significaria o "território de Maíra" ou "terra dos filhos de Maíra".
[
20
]
Mas essa divindade foi associada aos "homens
brancos
" e, em especial, aos
navegadores franceses
, passando a serem chamados de "Maíras"
[
21
]
ou “Mair”, e assim a região de "Mairi" passou a representar o "lugar dos franceses".
[
20
]
Não há uma hipótese consensual para a origem do nome do estado do Maranhão. As teorias mais aceitas são: referência à expressão em
língua tupi
"Mar'Anhan", que significa "O mar que corre";
[
22
]
Maranhão era o nome dado ao
Rio Amazonas
pelos
nativos
da região antes da chegada dos navegantes europeus (nos países Andinos é chamado de
rio Marañon
, ao entrar no Brasil muda para rio
Solimões,
na confluência com o rio Negro muda para rio Amazonas).
[
23
]
Em 1720, o
jesuíta
Domingos de Araújo
, publicou a obra "Crônica da
Companhia de Jesus
da Missão do Maranhão", na qual sustentou que o nome foi dado por uma expedição enviada por
Cristovão Jaques
que ao ver o
Rio Amazonas
o descreveu como "Maranhão" (grande mar).
[
24
]
No contexto da história do Brasil, a primeira referência à região como sendo o Maranhão ocorreu na época antes da criação das
capitanias hereditárias
, chamada de Conquista do Maranhão,
[
12
]
em seguida foram criadas as duas seções da
Capitania do Maranhão
, em 1534.
[
25
]
História
[
editar
|
editar código
]
Período pré-cabralino
[
editar
|
editar código
]
Ver artigos principais:
Período pré-cabralino
,
Povos indígenas do Brasil
, e
Povos indígenas do Maranhão
Os vestígios mais antigos da presença humana no território maranhense são datados de 9 mil anos atrás. Durante os primeiros milênios de ocupação humana, o interior maranhense era ocupado por grupos de caçadores-coletores, enquanto o litoral era habitado pelos
sambaquieiros
e caçadores-coletores.
[
26
]
No início da colonização europeia, o território maranhense era habitado por diferentes
povos indígenas
, como os
tupinambás
,
tremembés
,
amanaiés
,
guajajaras
,
timbiras
,
gamelas
e barbados, os quais sofreram com um
genocídio
na colonização do estado, com muitas etnias desaparecendo.
[
27
]
Nos séculos XVII e XVIII, com a colonização do
Piauí
, muitas tribos que viviam nessa região migraram para o interior do Maranhão.
[
28
]
Atualmente, vivem em terras maranhenses as seguintes etnias indígenas:
guajajaras
,
guajás
,
caapores
,
tembés
e
timbiras
(
canelas
,
cricatis
,
gavião do Oeste
e
pucobié-gavião
).
[
27
]
Colonização europeia
[
editar
|
editar código
]
Ver artigo principal:
Brasil Colônia
Em dezembro de 1498, a expedição portuguesa liderada por
Duarte Pacheco Pereira
explorou, em segredo, os litorais do Maranhão e do
Pará
, sendo esta a primeira vez em que os
portugueses
chegaram ao Brasil.
[
29
]
Em 1535, o rei de Portugal,
Dom João III
, dividiu a
América Portuguesa
em
capitanias hereditárias
, lotes de terras que eram dados a donatários, incumbentes de sua colonização. A
Capitania do Maranhão
foi dada a
João de Barros
,
Fernão Álvares de Andrade
e
Aires da Cunha
, que levaram a sério a missão colonizadora. Os colonizadores fundaram, em 1535, na ilha de
Upaon-Açu
(então denominada Trindade), a povoação de Nazaré. Essa primeira tentativa de colonização portuguesa fracassou, devido ao isolamento geográfico, abandono por parte autoridades portuguesas, falta de conhecimento da terra e hostilidade dos indígenas. Os portugueses tentaram colonizar outras vezes o Maranhão, mas fracassaram, o que permitiu com que outros europeus, sobretudo os
franceses
, estabelecessem comércio e contato com os indígenas locais.
[
30
]
[
31
]
[
32
]
Invasões estrangeiras
[
editar
|
editar código
]
Ver artigos principais:
França Equinocial
,
Invasões holandesas no Brasil
, e
Nova Holanda
Ilustração da obra de
Claude d'Abbeville
, "
Histoire de la mission...
" (Paris, 1614): levantamento da cruz na colônia francesa.
Da tripulação dos três
navios
que se direcionavam ao Maranhão no final do século XVI, a maioria das pessoas permaneceu no terreno após o fracasso da expedição. O comandante dos três navios foi o
capitão
Jacques Riffault.
Um dos tripulantes,
Charles Des Vaux
, estudou o
idioma indígena
e prometeu que lhes traria demais franceses para governá-los e defendê-los. De retorno à França, Des Vaux adquiriu do rei
Henrique IV da França
que
Daniel de la Touche
, senhor de
La Ravardière
, fosse junto com o tripulante ao Maranhão para comprovar as maravilhas que lhe narrara. Prometeu-se a conquista do novo território para a
coroa francesa
. Depois do falecimento do rei Henrique IV, em 1610, La Ravardière retornou à França e ali lutou num período de 15 anos pelo projeto de fundação da denominada
França Equinocial
.
François de Razilly,
senhor de Aumelles e Razilly, e
Nicolas de Harlay
, senhor de
Sancy
, barão de
Molle
e de
Grosbois
, estiveram interessados pelo empreendimento. A
rainha regente da França e Navarra
,
Maria de Médici
, permitiu que participassem os religiosos da
Ordem dos Frades Menores Capuchinhos
da expedição.
[
33
]
[
34
]
A
esquadra francesa
era constituída de três navios. Os comandantes dessa esquadra foram La Ravardiére e Razilly. Ambos foram solidários a Nicolas de Harlay de Sancy. A esquadra deixou o porto de
Cancale
, na atual
região francesa
da
Bretanha
e chegou em 26 de julho de 1612 a uma
enseada
maranhense. Deram o nome de Sant'Ana à ilha de menor porte onde chegaram a encostar o navio. A pequena ilha recebeu esse nome em honra à
santa do dia
. Ali levantaram a primeira
cruz latina
feita de madeira em solo maranhense. Os tripulantes da embarcação ficaram nessa ilha. Enquanto isso, Charles Des Vaux começou a conversar com os indígenas na ilha de
Upaon-Açu
. O segundo nome da ilha foi ilha do Maranhão e posteriormente ilha de São Luís. Ali, em 12 de agosto, foi celebrada a primeira missa solene. Escolheu-se o lugar da primeira fortificação. Com a cooperação dos indígenas, edificaram a primeira capela. Em 8 de setembro foi levantada a cruz na ilha de Sant'Ana. Abençoou-se o terreno e a fortificação recebeu o nome de
Forte de São Luís
. A origem do nome da cidade é uma homenagem ao
rei santo da França
Luís IX
, que compartilhava o nome com o rei da França da época,
Luís XIII
. Eis o início da cidade de
São Luís
.
[
33
]
[
34
]
O atual
Palácio dos Leões
, construído no local onde ficava o forte estabelecido pelos franceses
Em julho de 1615,
Francisco Caldeira de Castelo Branco
, representando a
Capitania de Pernambuco
, exigiu que La Ravardière abandonasse a terra que conquistou.
Jerônimo de Albuquerque
mudou-se para a ilha, construiu o
Forte de São José de Itapari
e passou a lutar. Em 17 de outubro, uma frota pernambucana de nove navios e mais de 900 homens sob o comando de
Alexandre de Moura
aproximou -se da
baía de São Marcos
. Os portugueses desafiavam assim a fortaleza dos franceses. Durante o confronto entre as tropas francesa e portuguesa, Jerônimo de Albuquerque atacou por terra. La Ravardière não resistiu: em 3 de novembro devolveu a colônia, o forte, os navios e as armas.
[
35
]
Em 13 de junho de 1621, foi instituído o
Estado do Maranhão
, sediado em São Luís e separado do Estado do Brasil, o que se devia à dificuldade de comunicação do Maranhão com o restante da América Portuguesa. A instalação do Estado do Maranhão ocorreu em 1626, com a posse primeiro Governador, o Capitão-General
Francisco Coelho de Carvalho
.
[
10
]
[
13
]
[
14
]
[
31
]
Maragnon
, de
Frans Jansz
, 1645
São Luís do Maranhão
em mapa de 1629 por Albernaz I
Na época da
invasão neerlandesa ao Maranhão
, esteve aprisionado o aventureiro
Gedeon Morris
. Depois, esse homem estaria no comando da guarnição de
Flandres
na
capitania do Ceará
. As notícias transmitidas por Gedeon Morris a respeito das condições de vida em
São Luís
foram ouvidas interessadamente pelos invasores do
Recife
. Os
portugueses
defendiam com dificuldade seu entendimento. A paz entre
Portugal
e os
Países Baixos
estava firmada.
[
34
]
Em novembro de 1641 uma frota holandesa penetrou pela barra de São Luís e depois desceu pelo Desterro e destruiu a cidade. A frota neerlandesa foi encabeçada por Pieter Baas. O governador
Bento Maciel Parente
, veterano do sertão e assassino de indígenas, foi aprisionado irresistivelmente. Em Tapuitapera (atual
Alcântara
), no continente,
Teixeira de Melo
recebeu emissários do príncipe
Maurício de Nassau
. Maurício de Nassau lhe ofereceu o governo dos portugueses do Maranhão. Se a proposta fosse aprovada, o político
teuto
-
neerlandês
já se teria recolhido a São Luís. Mas, como a proposta foi recusada, a luta continuou até fevereiro de 1644. Nessa data, os neerlandeses retiraram-se depois dum período de 27 meses de ocupação intranquila, dos quais 17 meses foram um longo período de lutas. Sobrou dos neerlandeses a ruína do casarão onde residiu o governador
Pieter Baas
. A vista do porto e a planta da cidade foram registradas por
Frans Post
. Os originais desses desenhos hoje são parte integrante da exposição permanente no
Museu Britânico
. As gravuras foram reproduzidas no grande livro de
Gaspar Barlaeus
sobre o
Brasil holandês
. Depois a gravuras foram copiadas depois para a obra de santa Teresa sobre os
conflitos militares
entre Portugal e os Países Baixos.
[
34
]
Em 1654, foi criado o
Estado do Maranhão e Grão-Pará
,
[
15
]
[
16
]
[
16
]
[
36
]
devido ao progresso e ascensão da região de
Belém
, e a
Coroa Portuguesa
verificou que a organização administrativa anterior favorecia apenas aos interesses pessoais de
donatários
e sesmeiros.
[
17
]
Durante a maioria do século XVII, a economia maranhense era baseada na extração das drogas do sertão e o cultivo da cana-de-açúcar, utilizando-se da mão-de-obra do indígena, visto que os maranhenses ainda não tinham condições de adquirir africanos escravizados.
[
30
]
[
31
]
Revolta de Beckman
[
editar
|
editar código
]
Ver artigo principal:
Revolta de Beckman
A
Coroa Portuguesa
decidiu criar a
Companhia de Comércio do Maranhão
em 1682. Essa era a fórmula daquela época para o desenvolvimento das regiões que os
europeus
colonizaram como estes objetivos: o sistema de
estanco
a ser monopolizado, que teve o privilégio garantido para o
comércio
de produtos primeiramente necessários; a compra exclusiva e obrigatória de toda a produção do estado; e o fornecimento comprometido de
escravos
vindos da
África
, mais adequados para a dureza atarefada da
agricultura
em terras de
clima equatorial
, como forma de compensação proibitiva da caça ao
indígena
. Mas a estratégia não surtiu efeito, ou seja, houve a degeneração do sistema: para a compra, o pagamento do indivíduo que representava a companhia era muito barato. Transformou-se indignação em revolta. O mais importante líder do movimento foi
Manuel Beckman
. Beckmann nasceu em
Lisboa
. Seu pai era alemão e sua mãe portuguesa. A profissão de Beckmann era a de
senhor de engenho
no
Mearim
. Consta que foi assinado pelos conspiradores um papel em círculo. O objetivo desse documento era para que ninguém houvesse o direito de acusação contra algum deles por liderar o motim. Foi confundida por Beckmann a liberdade instintiva do comércio com o
preconceito
feroz contra o escravo: a vulnerabilidade era do ameríndio vitimado. A prisão doméstica do
capitão-mor
Baltasar Fernandes
estava perante a custódia da esposa. Em seu colégio, ficou a incomunicabilidade do jesuítas. O fechamento das entradas do
estanco
armazenado foi definitivo.
[
37
]
Não era desejo da
Junta dos Três Estados
(
clero
, nobreza e povo) a independência. Naquela época essa junta já estava constituída. O
governo colonial do Brasil
enviou Tomás Beckman ao
reino de Portugal
. Tomás era irmão de Manuel. Foi explicado por ele ao
monarca lusitano
que não houve revolta contra Tomás. O desejo dos conspiradores foi ser livre para comerciar—o motivo era o fechamento do estanco armazenado—e para a caça ao indígena. Por essa razão, foram expulsos pelos conspiradores os religiosos da
Companhia de Jesus
, que embarcaram em dois
navios
. Decidiu-se criar uma guarda cívica e foram demitidos funcionários que não tiveram certeza se eram leais. Foi enviado por Beckmann um
ministro plenipotenciário
a
Belém
. Manuel Beckman dirigiu-se a
Alcântara
. Entretanto, não foi apoiado em ambos os lugares. Não foi aceita por Beckman uma proposta de corromper o governador
Francisco de Sá de Meneses
. Entretanto, foi iniciado o fracasso da chama do levante. São Luís recebeu o novo governador Gomes Freire de Andrade em 15 de maio de 1685. O militar português era comandante duma tropa formada por 150 soldados, que confraternizaram com os soldados terrestres. Os mais importantes conjurados se foram. O desembarque foi presenciado por Beckmann e apenas no dia posterior serviu como refúgio seu engenho.Nesse ocorreu o aprisionamento do líder da revolta. A explicação ao motivo da prisão de Beckmann era esta: traiu seu afilhado Lázaro de Melo. Concluiu-se pela abertura da
devassa
que a introdução e a manutenção do sistema de estanco era sinônimo de
calote
, engano e
hostilidade
. Mas Gomes Freire assinou sentença lavrada contra
Jorge de Sampaio
, Francisco Deiró e Manuel Beckman. Foi feita a declaração de culpa destes três homens por serem
criminosos
contra a autoridade real. Veio a fuga de Deiró e seu enforcamento em efígie. O padecimento de Sampaio e Beckman foi causada pela coragem da
pena de morte
. Foi declarada a extinção por
Gomes Freire
do contrato do estanco. Os
jesuítas
foram devolvidos pela mesma pessoa que extinguiu o estanco e acertado o governo.
[
37
]
Estado do Maranhão
[
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|
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]
Ver artigos principais:
Estado do Grão-Pará e Maranhão
e
Estado do Maranhão e Piauí
Estado do Grão-Pará e Maranhão
durante o
Brasil Colônia
Em 1751 o Estado do Maranhão e Grão-Pará passou a se chamar
Estado do Grão-Pará e Maranhão
, com capital transferida de São Luís a Belém, devido ao crescimento econômico com a produção de açúcar, algodão, tabaco e das
drogas do sertão
(sobretudo na capitania do Pará).
[
38
]
Compreendia os atuais estados do
Amazonas
,
Roraima
,
Pará
,
Amapá
, Maranhão e
Piauí
.
[
39
]
[
40
]
Em 1755, foi criada a
Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão
, a qual deveria garantir a vinda de escravizados africanos para a colônia, com monopólio da navegação e comércio exterior, além de fornecer crédito para os produtores locais e a introdução de melhores técnicas agrícolas. O crescimento econômico intensificou as disputas pela exploração e comércio das drogas, que levaram em 1759 a expulsão dos jesuítas, que controlavam estas atividades.
[
38
]
Durante o governo do primeiro-ministro português
Marquês de Pombal
(1750-77), houve uma mudança na economia maranhense, a qual passa a ser baseada sobretudo no cultivo de algodão, produto em demanda por causa da
Revolução Industrial
, mas também houve o cultivo de arroz. Para trabalhar nessas lavouras, foi trazido um grande número de africanos escravizados.
[
30
]
[
41
]
Em 1772, Marquês de Pombal dividiu o Estado em duas unidades administrativas:
Estado do Maranhão e Piauí
(com sede em São Luís);
[
38
]
e
Estado do Grão-Pará e Rio Negro
(com sede em Belém).
[
18
]
[
19
]
[
38
]
Em 1780, o algodão representava cerca de 24% das exportações brasileira, enquanto o açúcar respondia por cerca de 34%, diante da
Guerra de Independência Americana
e a crescente demanda por algodão na indústria têxtil inglesa.
[
42
]
Em 1818, a economia maranhense atingiu um milhão de libras e movimentou 155 navios, sendo a quarta maior economia brasileira. Nesse período,
São Luís
era a quarta cidade mais populosa no Brasil. O
apogeu econômico deste período
pode ser representado com a construção dos casarões do
Centro Histórico de São Luís
e de
Alcântara
. O algodão representava cerca entre 73% e 82% das exportações do Maranhão no final do século XVIII e início do século XIX.
[
42
]
Império
[
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|
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]
Mapa do Estado do Maranhão.
Arquivo Nacional
.
Inicialmente, o Maranhão não aderiu imediatamente à Independência do Brasil, por ter mais relações comerciais com
Lisboa
do que com o
Rio de Janeiro
. A aristocracia rural do interior maranhense aderiu primeiro às ideias independentistas e articulou um movimento para isolar São Luís, que era contrária à Independência. Com a ajuda de tropas mercenárias, lideradas pelo
Lord Cochrane
, o Maranhão aderiu à independência do Brasil em 28 de julho de 1823, quase 11 meses após o
Grito do Ipiranga
.
[
31
]
Em 1824, pelos chefes da
Confederação do Equador
que nasceram no Ceará, foram enviados emissários ao povo maranhense, na certeza de que seu liberalismo permitiria a participação revolucionária. Os chefes cearenses da Confederação do Equador estiveram presentes no Maranhão com as forças expedicionárias. As forças expedicionárias tiveram decisão no processo da independência. Em 1829, os revolucionários leram proclamações republicanas na localidade de
Pastos Bons
, à época o centro do movimento republicano e secessionista do estado, que daria origem à efêmera
República de Pastos Bons
.
[
34
]
[
43
]
A
Balaiada
foi um movimento político que eclodiu no Maranhão em 1838. Inicialmente, era uma luta entre as elites locais, mas logo se tornou um confronto das camadas populares (vaqueiros, escravizados, camponeses, quilombolas, etc.) contra a exploração e abusos das elites. A revolta acabou em 1841, com a sua derrota para as forças imperiais, lideradas por
Luís Alves de Lima e Silva
, que ficaria conhecido como Duque de Caxias.
[
44
]
[
45
]
O cultivo de algodão em Maranhão já estava em decadência na época da Balaiada, devido à concorrência internacional, e esse declínio se acentuou com a
abolição do tráfico de escravizados
(1850) e a recuperação da produção de algodão estadunidense após o fim da
Guerra de Secessão
(1861-65). Com a decadência algodoeira, o cultivo do açúcar ganhou destaque na economia maranhense, mas logo entrou em decadência, devido à concorrência com as
Antilhas
.
[
31
]
[
44
]
República
[
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|
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]
Cartão-postal de São Luis (1910)
Torre Móvel de Integração
do
Centro de Lançamento de Alcântara
Em 1889, ocorreu a
Proclamação da República
e o Maranhão se tornou um Estado da Federação, tendo sua primeira constituição promulgada em 1891. O primeiro governo republicano no Maranhão foi a
Junta governativa maranhense de 1889
.
[
31
]
Na República, o Maranhão reforçou sua produção agrícola, com o extrativismo de
carnaúba
e
babaçu
, o que trouxe migrantes vindos do Pará e do interior de outros estados próximos do Nordeste.
[
30
]
[
46
]
O século XX teve como
primeiro governador do Maranhão
o senhor
João Gualberto Torreão da Costa
. Durante a administração de
Benedito Pereira Leite
, pelo
presidente eleito do Brasil
Afonso Pena
, o Maranhão foi visitado em 1906.
[
34
]
O
movimento revolucionário de 1930
que entrou no Brasil Meridional tornou-se mais extensa e os revolucionários depuseram o governador
José Pires Sexto
em 1930. A Assembleia Legislativa aprovou uma nova constituição do estado datada de 16 de outubro de 1934, durante administração de Antônio Martins de Almeida. A Assembleia Legislativa emendou a constituição estadual em 1936 e a administração de
Paulo Martins de Sousa Ramos
tomou posse. Durante o
Estado Novo
,
Getúlio Vargas
nomeou Sousa Ramos como interventor.
[
34
]
Em 1966,
José Sarney
tomou posse como governador do Maranhão. Nos próximos 50 anos, o Maranhão foi governado por aliados de Sarney ou por sua filha,
Roseana Sarney
, governadora por quatro mandatos contando após a cassação de
Jackson Lago
.
[
46
]
A
eleição
de
Flávio Dino
para o governo estadual, em 2014, pôs fim a quase 50 anos de domínio de Sarney e aliados na administração do Maranhão.
[
47
]
A partir dos anos 1960, há investimentos em agropecuária, extrativismo vegetal e mineração, com os estímulos da Sudene e Sudam, além da construção de infraestrutura. A economia se expandiu, com a cultura de grãos no sul do estado, a pecuária e a transformação do ferro extraído das minas dos
Carajás
, no vizinho Pará. Nos anos 1970, inaugurou-se a
Usina Hidrelétrica de Boa Esperança
e a fábrica de celulose e papéis. Na década de 1980, instalou-se em São Luís a fábrica de alumínio
Alumar
e constrói-se o
centro de lançamentos espaciais em Alcântara
.
[
31
]
[
46
]
[
48
]
Geografia
[
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|
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]
Ver artigo principal:
Geografia do Maranhão
Geomorfologia, hidrografia e vegetação
[
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]
Ver artigo principal:
Hidrografia do Maranhão
Morro do Chapéu
no
Parque Nacional da Chapada das Mesas
Parque Estadual da Lagoa da Jansen
Como a
topografia
do
relevo do Maranhão
é plana, são pertencentes ao estado 75% do território inferiores a 200m de altura e somente dez por cento superiores a 300m. As duas unidades geomorfológicas são: a
baixada litorânea
e o
planalto
. A baixada litorânea é dominada por um relevo cujos
acidentes geográficos
são
colinas
e
tabuleiros
, que se dividem em arenitos que pertencem à série Barreiras. Em algumas partes que se atopam no litoral, a incluir a ilha de
Upaon-Açu
, que se situa no coração do que se chama de
Golfão Maranhense
, o alcance desse relevo vai em direção à linha da costa. Nas demais, o mar separa o golfão maranhense através duma faixa de terrenos que são planícies, tendo sujeição à ocorrência de inundações no período
chuvoso
. É a planície litorânea propriamente dita, que no fundo do golfão passa a denominar-se
Campo de Perizes
. Na parte oriental do golfão maranhense, assume-se por esses terrenos o caráter da amplitude dos areais com formações dunares, que por elas é integrada à região litorânea entre a costa dos
Lençóis
e a baía de
Tutóia
.
[
34
]
É ocupado pelo
planalto
a totalidade do interior do estado cujo relevo é de um tabuleiro. Apresenta-se pelo planalto um conjunto feito de
chapadões
que se dividem em
terrenos
de
sedimentação
(
arenitos
xistosos
e
folhelhos
). Perto do golfão maranhense se alcançam pelas elevações somente as
altitudes
entre 150 e 200m; na extremidade sul, entre 300 e 400m; e perto do divisor de águas, entre as
bacias hidrográficas
do
Parnaíba
e do
Tocantins
, atingem-se as cotas altimétricas de 600 m. São delimitados pelos
talvegues
do planalto os chapadões uns dos outros através da profundidade de entalhes, e por isso são apresentados pelos chapadões as
escarpas
de difícil subida que contrastam com a regularidade do topo.
[
34
]
A quase totalidade das
bacias hidrográficas
do estado faz-se do sul para o norte por meio da quantidade de rios independentes que deságuam no
oceano Atlântico
:
Gurupi
,
Turiaçu
,
Maracaçumé
,
Pindaré
,
Grajaú
, Mearim
,
Itapecuru
e
Parnaíba
. No sudoeste do estado, uma pequena parte das águas escoadas dirige-se ao oeste. São integrados no sudoeste pequenos afluentes que deságuam na margem oriental do
rio Tocantins
.
[
34
]
A
cobertura vegetal
do Maranhão compõe-se basicamente de
floresta
,
campos
e
cerrados
. São ocupadas pelas
florestas
a totalidade da porção norte-ocidental do estado (
Amazônia maranhense
), isto é, muitas partes estão situadas na parte ocidental do
rio Itapecuru
. Nessas matas é muito abundante a
palmeira
do
babaçu
(
mata dos cocais
), produto básico do
extrativismo vegetal
da região. Os campos são dominantes ao redor do
Golfão Maranhense
e no litoral ocidental. São revestidas pelos cerrados as regiões
leste
e
sul
. No
litoral
, são assumidas pela vegetação feições variadas: campos de inundação (
Baixada Maranhense
),
mangues
e
arbustos
.
[
34
]
Clima
[
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|
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]
Maranhão segundo a
classificação climática de Köppen-Geiger
Na
classificação climática de Köppen-Geiger
, o principal grupo climático do Maranhão é o
tropical
(tipo A em Köppen), que no estado se subdivide em dois tipos climáticos, sendo eles, respectivamente:
tropical de monção
(
Am
), que apresenta um mês mais seco (que quase sempre se passa no ou logo após o
solstício de inverno
) com precipitação menor que 60 mm, mas equivalente a mais de 4% da precipitação anual total;
[
49
]
No Maranhão, o clima tropical de monção encontra-se na porção noroeste do estado, na divisa com o
Pará
.
[
50
]
e
tropical de savana
(
Am/As
), que apresenta uma estação mais seca no inverno (
Aw
) ou no verão (
As
), onde o mês mais seco tem precipitação inferior a 60 mm e equivale a menos de 4% da precipitação anual total.
[
49
]
Esse é o tipo climático predominante no Maranhão, onde no litoral a estação seca é no verão (
As
) e no restante do estado é no inverno (
Aw
).
[
50
]
Nalgumas classificações, no Maranhão, existem três tipos distintos de clima: o
tropical
superúmido de monção, o tropical com chuvas de outono e o tropical com chuvas de verão. São apresentados pelos três as semelhanças que há entre os três regimes térmicos, com elevação das
temperaturas
médias anuais, que oscilam perto de 26 °C, mas são diferentes quanto ao comportamento das chuvas.
[
51
]
Pelo primeiro tipo, que domina no
oeste
do estado, é apresentada a maior elevação dos totais (mais de 2 000 mm ao ano); é apresentado pelos outros dois chuva entre 1 250 e 1 500 mm ao ano e
estação seca
com boa marcação, e são diferentes entre si, como é indicado por seu próprio nome, pela época em que caem as chuvas. Os verões são quentes, com máximas ultrapassando os 40 °C com frequência, e, no inverno, que coincide com a estação seca; as temperaturas podem chegar próximo aos 10 °C em cidades do sul maranhense, configurando assim, uma grande amplitude térmica.
[
51
]
Noutra classificação adotada, o clima no estado pode-se assim definir:
[
52
]
Equatorial
, que ocorre no extremo oeste, sendo quente e chuvoso, regido pelo deslocamento da
Zona de Convergência Intertropical
(ZCIT) e pela
Massa Equatorial Continental
(mEc), ambas com marcante atuação no outono e inverno;
[
52
]
e
Tropical semiúmido
, na região central e leste, apresenta um período seco entre quatro a seis meses, entre o inverno e a primavera, em razão de uma influência menos expressiva das massas de ar citadas. O regime pluviométrico é de 1 000 a 1 200 mm ao ano.
[
52
]
Demografia
[
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|
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]
Ver artigo principal:
Demografia do Maranhão
Crescimento populacional
Censo
Pop.
%±
1872
359 040
1890
430 854
20,0%
1900
499 308
15,9%
1920
874 337
75,1%
1940
1 235 169
41,3%
1950
1 583 248
28,2%
1960
2 492 139
57,4%
1970
3 037 135
21,9%
1980
4 097 231
34,9%
1991
4 929 029
20,3%
2000
5 657 552
14,8%
2010
6 574 789
16,2%
2022
6 776 699
3,1%
Censos demográficos do IBGE
[
53
]
O Maranhão possui 217 municípios distribuídos em uma área de 329 651,496 km²,
[
54
]
sendo
o oitavo maior estado do Brasil
, um pouco menor que a
Alemanha
. Sua população no Censo Demográfico de 2022 era de 6.775.152 habitantes,
[
55
]
sendo
o décimo segundo estado mais populoso do país
, com população superior à da
Jordânia
. Cerca de 63,08 por cento dos maranhenses vivem em áreas urbanas.
[
56
]
[
57
]
O Maranhão possui 20,55 habitantes por km² (2022), sendo o décimo sexto na
lista de estados brasileiros por densidade demográfica
.
[
55
]
O Maranhão tem o
Índice de Desenvolvimento Humano
igual a 0,676 (2021), sendo o com menor IDH na
lista dos estados brasileiros por IDH
. O estado também possui a menor expectativa de vida do Brasil, de 70,9 anos (2017).
[
56
]
O Maranhão apresenta o
sétimo maior índice de mortalidade infantil do Brasil
. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de cada mil nascidos no Maranhão por ano, 16,3 não sobreviverão ao primeiro ano de vida (2019). Vários fatores contribuem para o alto índice de mortalidade infantil no estado: dentre eles, o fato de que menos da metade da população tem acesso à rede de esgoto e o de que quase trinta por cento da população não tem acesso a água tratada.
[
57
]
[
58
]
Urbanização
[
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|
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]
De acordo com um estudo realizado pela
Fundação João Pinheiro
, Maranhão é um dos estados com o maior
déficit
habitacional relativo do país, com referência em dados obtidos em 2019, contudo, houve avanços: em 2007, o Maranhão era o estado com maior
déficit
habitacional relativo do país, o que podia à época ser atribuído ao "processo histórico de concentração de renda" no estado.
[
59
]
O Maranhão apresenta um déficit de 15,2 por cento (em relação ao total de domicílios particulares permanentes e improvisados), segundo estudos de 2019, feitos pela
Fundação João Pinheiro
, sendo que atualmente o maior déficit relativo encontra-se no Amapá (17,8%), seguido por Roraima (15,2%), tendo ficado o Maranhão (15,25%) na terceira posição.
[
60
]
Em termos absolutos, o
déficit
no estado chega a 329.495 unidades, o sexto maior do país. O
déficit
maranhense representa 5,6 por cento do déficit absoluto total brasileiro, estimado em 5.876.699. A média maranhense é quase duas vezes maior do que a nacional, de 8,0 por cento.
[
61
]
ver
discutir
editar
Municípios mais populosos do
Maranhão
(Censo Demográfico de 2022 do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
)
[
3
]
São Luís
Imperatriz
Posição
Localidade
Região intermediária
Pop.
Posição
Localidade
Região intermediária
Pop.
1
São Luís
São Luís
1 037 775
11
Santa Inês
Santa Inês-Bacabal
85 014
2
Imperatriz
Imperatriz
273 110
12
Pinheiro
São Luís
84 614
3
São José de Ribamar
São Luís
244 579
13
Barra do Corda
Imperatriz
84 532
4
Timon
Caxias
174 465
14
Chapadinha
São Luís
81 386
5
Caxias
Caxias
156 970
15
Grajaú
Imperatriz
73 872
6
Paço do Lumiar
São Luís
145 643
16
Barreirinhas
São Luís
65 583
7
Codó
Caxias
114 269
17
Itapecuru-Mirim
São Luís
60 419
8
Bacabal
Santa Inês-Bacabal
103 711
18
Coroatá
Caxias
59 566
9
Açailândia
Imperatriz
106 550
19
Santa Luzia
Santa Inês-Bacabal
57 635
10
Balsas
Imperatriz
101 616
20
Buriticupu
Imperatriz
55 507
Composição étnica
[
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|
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]
Composição étnica do Maranhão (2022)
[
62
]
Brancos
(20.1%)
Pretos
(12.6%)
Pardos
(66.4%)
Indígenas
(0.8%)
Amarelos
(0.09%)
O Maranhão é um dos estados mais
miscigenados
do Brasil, o que pode ser demonstrado pelo alto número de autodeclarados
pardos
(68,8%) na população, conforme dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
, resultado da grande concentração de
indígenas
e
africanos
nas lavouras de
cana-de-açúcar
,
arroz
e
algodão
. De acordo com um estudo genético realizado em 177 indivíduos da capital São Luís, a ancestralidade encontrada foi 42% europeia, 39% indígena e 19% africana. Devido ao alto componente indígena, o estudo concluiu que a população de São Luís tem um perfil genético mais próximo dos brasileiros dos estados do
Norte do Brasil
, como dos habitantes de
Belém do Pará
, do que dos brasileiros dos demais estados do Nordeste; porém os pesquisadores enfatizaram serem necessários mais estudos para confirmar a análise.
[
63
]
Os grupos indígenas remanescentes e predominantes são dos grupos linguísticos
macro-jê
e
tupi
.
No tronco
macro-Jê
, destaca-se a família jê, com povos falantes da língua
Timbira
(Mehim)ː
Kanela
(
Apanyekra
e
Ramkokamekra
),
Krikati
,
Gavião
Pukobyê
,
Krepumkateyê
e
Krenyê
. No tronco tupi, a família tupi-guarani, com os povos falantes da língua tenetehara (
Guajajara
e
Tembé
),
Urubu-Kaapor
, além dos
Awá-Guajá
, concentrados principalmente no bioma da
Amazônia
, no
Alto Mearim
e na região de
Barra do Corda
e
Grajaú
. Povos como os
Akroá-Gamela
e
Tremembés
ainda lutam por reconhecimento étnico e demarcação de terras.
[
64
]
De acordo com John Hemming,
[
65
]
havia por volta de 1 milhão de
indígenas no Maranhão
em 1500. Houve forte tráfico negreiro entre os séculos XVIII e XIX, que trouxe milhares de negros da
Costa da Mina
e da
Guiné
, mais precisamente do
Benim
, antigo
Daomé
,
Gana
e
Togo
, mas também em levas não menos importantes de africanos do
Congo
,
Cabinda
e
Angola
.
[
66
]
Embora a matriz da cultura maranhense seja portuguesa,
[
67
]
muitas tradições deste estado têm forte marca das culturas das Áfricas Central e Ocidental: culinária (
Arroz de Cuxá
), religião (
Tambor de Mina
e
Terecô
), festas (
Bumba-Meu-Boi
e
Tambor de Crioula
) e músicas (
Reggae no Maranhão
). Atualmente, o Maranhão conta muitas
comunidades quilombolas
em toda região da
Baixada
, rio Itapecuru e Mearim.
A população branca, 24,9 por cento, é quase exclusivamente composta de descendentes de
portugueses
, dada a pequena migração de outros europeus para a região. Ainda no início do século XX a maior parte dos imigrantes portugueses era oriunda dos
Açores
e da região de
Trás-os-Montes
. Também no século XX, vieram contingentes significativos de
sírios
e
libaneses
, refugiados do desmonte do
Império Otomano
e que hoje têm grande e tradicional presença no estado. A proximidade com a cultura
portuguesa
e o isolamento do estado até à primeira metade do século XX gerou um sotaque local próprio e ainda bastante similar ao português falado em Portugal, praticando os maranhenses uma conjugação verbal e pronominal próxima da portuguesa. A região do Maranhão é considerada a primeira a receber colonos ilhéus (açorianos) de forma organizada. Em 1619, cerca de 300 casais chegaram ao Maranhão, sendo que o número total de pessoas girava em torno de mil pessoas, número significativo para a época. Além dos casais iniciais, vindos com
Estácio da Silveira
em 1619, outros se seguiram: em 1621 chegaram 40 casais com Antonio Ferreira de Bettencourt e Jorge de Lemos Bettencourt; em 1625 chegaram outros casais com Francisco Coelho de Carvalho; nos navios N. S. da Palma e São Rafael, tendo como capitão Manoel do Vale, chegaram 50 casais em 1676; e nos navios N. S. da Penha de França e São Francisco Xavier vieram mais colonos.
[
68
]
Religião
[
editar
|
editar código
]
A religião no Maranhão é marcada pela diversidade e sincretismo, refletindo a rica mistura de influências indígenas, africanas e europeias que compõem a história e a cultura do estado. O catolicismo continua sendo a fé predominante, fortemente presente nas festas religiosas tradicionais como o
Festejo de São José de Ribamar
(padroeiro do estado),
Festa de São Raimundo Nonato dos Mulundus
,
Festejo de Nossa Senhora da Conceição
e o
Círio de Nazaré
, que mobilizam milhares de fiéis todos os anos. A Província Eclesiástica de São Luís do Maranhão encabeçada pela
Arquidiocese de
São Luís
, lidera oito
dioceses
:
Caxias,
Zé Doca
,
Viana,
Bacabal
,
Brejo
,
Coroatá
,
Pinheiro
,
Carolina
,
Balsas
,
Grajaú
e
Imperatriz
.
[
69
]
[
70
]
[
71
]
O Maranhão também é um dos estados brasileiros onde o
tambor de mina,
uma religião afro-brasileira derivada das tradições dos povos africanos trazidos durante o período escravocrata, tem forte presença e reconhecimento cultural. Essa manifestação religiosa, que incorpora elementos do
vodum africano
e práticas católicas, é considerada um patrimônio cultural do estado e está profundamente enraizada nas comunidades locais, especialmente em São Luís e cidades do interior. Além disso, religiões evangélicas vêm crescendo nas últimas décadas, conquistando espaço entre as camadas populares e promovendo uma dinâmica de transformação social e cultural.
[
72
]
De acordo com dados do Censo de 2022, o Maranhão tem 64,36% de católicos, 25,37% de evangélicos, 0,34% seguem religiões de matriz africana, 0,19% de espíritas e 7,1% não tem religião.
[
73
]
Subdivisões
[
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|
editar código
]
O Maranhão é composto por 217
municípios
, que se distribuem em 22
regiões geográficas imediatas
, que, por sua vez, estão agrupadas em cinco
regiões geográficas intermediárias
, segundo a divisão do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) vigente desde 2017.
[
74
]
[
75
]
As regiões geográficas intermediárias foram apresentadas em 2017, com a atualização da divisão regional do Brasil, e correspondem a uma revisão das antigas
mesorregiões
, que estavam em vigor desde a divisão de 1989. As regiões geográficas imediatas, por sua vez, substituíram as
microrregiões
.
[
76
]
Na
divisão vigente até 2017
, os municípios do estado distribuiam-se em 21 microrregiões e cinco mesorregiões, segundo o IBGE.
[
77
]
Mapa do Maranhão dividido em municípios
Região geográfica intermediária
[
74
]
Código
Número de
municípios
Regiões geográficas imediatas
Código
Número de
municípios
São Luís
2101
73
São Luís
210001
13
Pinheiro
210002
11
Chapadinha
210003
10
Itapecuru Mirim
210004
9
Viana
210005
10
Barreirinhas
210006
4
Tutóia-Araioses
210007
7
Cururupu
210008
9
Santa Inês-Bacabal
2102
59
Santa Inês
210009
15
Bacabal
210010
16
Governador Nunes Freire
210011
14
Pedreiras
210012
14
Caxias
2103
14
Caxias
210013
6
Timon
210014
4
Codó
210015
4
Presidente Dutra
2104
28
Presidente Dutra
210016
13
São João dos Patos
210017
11
Colinas
210018
4
Imperatriz
2105
43
Imperatriz
210019
17
Barra do Corda
210020
9
Açailândia
210021
5
Balsas
210022
12
Economia
[
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|
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]
Ver artigo principal:
Economia do Maranhão
No último quarto do século XVIII, o Maranhão foi uma das poucas regiões brasileiras que prosperou economicamente. Isto deveu-se em grande parte à política adotada por
Sebastião José de Carvalho e Melo
na luta contra a
Ordem dos Jesuítas
. Os colonos maranhenses eram adversários tradicionais dos jesuítas na luta pela escravização dos índios. Pombal ajudou-lhes criando uma companhia de comércio altamente capitalizada para auxiliar no desenvolvimento da região. De outra banda, a alteração no mercado mundial de produtos tropicais, provocada pela
Guerra de Independência dos Estados Unidos
e pela
Revolução Industrial
também contribuíram sobremaneira para o desenvolvimento econômico do Maranhão. Os dirigentes da companhia perceberam que o algodão e o arroz eram os produtos cuja procura crescia com mais intensidade, de modo que concentraram recursos na produção destes dois produtos. No fim da época colonial, o Maranhão recebeu em seu porto de cem a cento e cinquenta navios por ano, chegando a exportar um milhão de libras.
[
78
]
Exportações do Maranhão - (2012)
[
79
]
São Luís
, o principal polo econômico do estado
São Luís concentra grande parte do produto interno bruto do estado; a capital passa por um processo marcante de crescimento econômico, sediando mais de três universidades (duas públicas e uma privada), além de uma dezena de centros de ensino e faculdades particulares. A expansão imobiliária é visível, mas o custo de vida ainda é bastante elevado e a exclusão social, acentuada. Há grande dependência de empregos públicos. Sua pauta de exportação, em 2012, se baseou principalmente em Soja (25,93%), Oxido de Alumínio (23,99%), Minério de Ferro (17,54%), Ferro Fundido 16,47%) e Alumínio Bruto (5,35%).
[
79
]
Agricultura
[
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|
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]
Plantação de soja em Balsas (MA)
Conforme dados da CONAB, o Maranhão é o segundo maior produtor agrícola do Nordeste.
[
80
]
O setor agrícola maranhense destaca-se na produção de
arroz
(5º estado de maior produtividade de arroz do país e o 1º do Nordeste.),
[
81
]
cana-de-açúcar
(2,5 milhões de toneladas em 2018),
[
82
]
mandioca
(3º maior produtor do Nordeste e 12º maior produtor do Brasil em 2019, com 464 mil toneladas),
[
81
]
[
83
]
milho
(3º maior produtor do Nordeste, cerca de 1,3 milhão de toneladas em 2018),
[
84
]
soja
(2º maior produtor da região Nordeste, cerca de 3 milhões de toneladas em 2019),
[
81
]
[
85
]
algodão
(2º maior produtor do Nordeste) e
eucalipto
.
[
81
]
O sul do estado é um dos maiores polos de produção de grãos do país. A região a cada ano alcança novos recordes de produtividade. O principal produto agrícola é a soja, que chegou a 2 milhões de toneladas na última safra, em 2015.
[
81
]
Tal produção coloca o Maranhão como o segundo maior produtor da região, atrás da Bahia. A região sul do Estado concentra a produção de soja, com destaque ao município de Balsas que em 2015 produziu 501 668 toneladas, com 181 764 de área plantada e 181 764 de área colhida, rendimento médio 2 760 kg/ha. Outros municípios que se destacam na produção de soja são: Tasso Fragoso, Sambaíba, Riachão, Alto Paraíba e Carolina.
[
81
]
Com a construção do
Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram)
no
Porto do Itaqui
, ampliou-se a capacidade de armazenamento e exportação de grãos como soja, milho e arroz, utilizando-se da infraestrutura da
Ferrovia Carajás
e da
Ferrovia Norte Sul
para escoamento da produção do sul do estado, bem como dos estados de
Tocantins
,
Goiás
e
Mato Grosso
.
[
86
]
Indústria
[
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|
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]
O Maranhão tinha em 2018 um PIB industrial de R$ 16,1 bilhões, equivalente a 1,2% da indústria nacional e empregando 74.593 trabalhadores na indústria. Os principais setores industriais são: Serviços Industriais de Utilidade Pública, como Energia Elétrica e Água (29,5%), Construção (24,2%), Metalurgia (20,4%), Celulose e papel (10,7%) e Alimentos (3,7%). Estes 5 setores concentram 88,5% da indústria do estado.
[
87
]
Turismo
[
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|
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]
Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
.
O Maranhão, por ser localizado num
bioma
de transição entre o
sertão nordestino
e a
Amazônia
, apresenta ao visitante uma mescla de
ecossistemas
somente comparada, no
Brasil
, com a do
Pantanal
Mato-Grossense
. Possui mais de 640 km de litoral, sendo, portanto, o estado com o segundo maior litoral brasileiro, superado apenas pela
Bahia
. O
turismo
que se exerce nesse estado pode classificar-se em dois tipos:
turismo ecológico
e
turismo cultural/religioso
.
[
carece de fontes
?
]
O Maranhão tem o privilégio de possuir, devido à exuberante mistura de aspectos da geografia, a maior diversidade de ecossistemas de todo o País. São 640 quilômetros de extensão de praias tropicais, floresta amazônica, cerrados, mangues, delta em mar aberto e o único deserto do mundo com milhares de lagoas de águas cristalinas. Essa diversidade está organizada em cinco polos turísticos, cada um com seus atrativos naturais, culturais e arquitetônicos. São eles: o
polo turístico de São Luís
, o centro histórico de
Alcântara
, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, o Parque Nacional da Chapada das Mesas, o
Delta do Parnaíba
(o terceiro maior delta oceânico do mundo) e o polo da
Floresta dos Guarás
.
[
carece de fontes
?
]
O
Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
, situado no litoral oriental do Maranhão, envolve os municípios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e Barreirinhas. Seu maior atrativo é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, belo e intrigante fenômeno da natureza, um paraíso ecológico com 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais. O
Parque Nacional da Chapada das Mesas
possui uma área de 160 046 hectares de cerrado localizado no Sudoeste Maranhense. Possui cachoeiras, trilhas ecológicas em cavernas e desfiladeiros,
rappel
, sítios arqueológicos com inscrições rupestres e rios de águas cristalinas. As principais cidades do polo são Estreito, Carolina e Riachão.
[
carece de fontes
?
]
Infraestrutura
[
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|
editar código
]
Energia
[
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|
editar código
]
Ver artigo principal:
Energia no Maranhão
Usina Hidrelétrica Estreito
O estado conta com um eficiente sistema de abastecimento de energia, através da Subestação da Eletronorte instalada no Distrito Industrial do Município de Imperatriz, além de estar bastante próxima às hidroelétricas de Estreito (1 087 megawatts) e de
Serra Quebrada
(em projeto). O estado do Maranhão buscou diversificar sua
matriz energética
e também conta com usinas própriasː
[
88
]
4 usinas com capacidade total de 1 428 MW, utilizando
gás natural
(
Complexo Termelétrico Paraíba
); 2 usinas com capacidade de 330 MW, utilizando óleo combustível (a
Usina Termelétrica Gera Maranhão
, em
Miranda do Norte
); 1 usina com capacidade de 360 MW, utilizando
carvão mineral
(
Usina Termelétrica Porto do Itaqui
); 1 usina com capacidade de 254 MW, utilizando
biomassa
(
Usina Termelétrica Suzano Maranhão
, pertencente à
Suzano Papel e Celulose
); uma usina hidráulica com capacidade de 1 087 MW (
Usina Hidrelétrica de Estreito
); e o
Complexo Eólico Delta 3
com capacidade de 221 MW. Atualmente, o estado produz mais energia do que consome.
[
88
]
Atualmente, a
exploração de gás na Bacia do Parnaíba
tem capacidade de produzir até 8,4 milhões de m³ de gás por dia, explorados pela empresa Eneva, utilizados na produção de energia termelétrica, com a implantação de 153 km de gasodutos, ao custo do investimento de R$ 9 bilhões.
[
89
]
A concessionária de energia elétrica que cobre o Maranhão é a
Companhia Energética do Maranhão
[
90
]
e os serviços de distribuição e comercialização de gás canalizado no Maranhão é feito pela
Companhia Maranhense de Gás
.
[
91
]
Educação
[
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|
editar código
]
Ver artigo principal:
Educação no Maranhão
Resultados no
Exame Nacional do Ensino Médio
Ano
Português
Redação
2006
[
92
]
Média
31,35
(24º)
36,90
48,93
(22º)
52,08
2007
[
93
]
Média
45,15
(21º)
51,52
54,84
(16º)
55,99
2008
[
94
]
Média
35,62
(21º)
41,69
57,99
(17º)
59,35
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2009, o Maranhão possui o maior número de crianças entre oito e nove anos de idade analfabetas no país. Quase quarenta por cento das crianças do estado nessa faixa etária não sabem ler e escrever, enquanto que a média nacional é de 11,5 por cento. Os dados do instituto, porém, não oferecem um diagnóstico completo da situação, pois baseiam-se somente na informação de pais sobre se seus filhos sabem ler e escrever um bilhete simples.
[
95
]
[
96
]
Em 2006, os alunos do Maranhão obtiveram a quarta pior nota na prova do Exame Nacional do Ensino Médio de língua portuguesa. Em 2007, obtiveram a sétima pior, que foi mantida na avaliação de 2008. Na redação, os alunos saíram-se um pouco melhor, apresentando a sexta pior nota em 2006 e subindo seis posições em 2007.
Em 2013 o Maranhão obteve a segunda pior nota entre os estados brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (
PISA
, na sigla em inglês) em suas provas de matemática, leitura e ciências, ficando à frente apenas do estado de Alagoas.
[
97
]
As principais universidades públicas do estado são:
Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
;
Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)
;
Instituto Federal do Maranhão (IFMA)
e
Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL)
. O
Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA)
comanda a educação profissional técnica de nível médio no estado.
[
98
]
Transportes
[
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|
editar código
]
Ponte que interliga o estado do Maranhão ao
Tocantins
sobre o rio em
Imperatriz
Porto do Itaqui
Estrada de Ferro Carajás
Ver artigo principal:
Transportes do Maranhão
Aeroportos
Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado
(
São Luís
)
Base Aérea de Alcântara
-
Centro de Lançamento de Alcântara
(
Alcântara
)
Aeroporto Prefeito Renato Moreira
(
Imperatriz
)
Aeroporto Regional João Silva
(
Santa Inês
)
Aeroporto Regional de Balsas (Balsas)
Aeroporto de Carolina - Brigadeiro Lysias Augusto Rodrigues
Aeroporto Regional de Bacabal
(
Bacabal
)
Aeroporto de Pinheiro
Portos
Porto do Itaqui
Porto da Alumar
Terminal Marítimo Ponta da Madeira
Cujupe
Porto São Luís
Terminais rodoviários
Terminal Rodoviário Bacabal
Terminal Rodoviário de São Luís
Terminal Rodoviário de Imperatriz
Terminal Rodoviário de Caxias
Rodovias
Rodovia Belém-Brasília (BR-010)
Rodovia Transamazônica (BR-230)
BR-135
BR-316
BR-222
BR-226
Ferrovias
Estrada de Ferro Carajás
(EFC)
Ferrovia Norte-Sul
(EF-151)
Ferrovia São Luís-Teresina
Superintendência Reg. Recife (SR 1)
Cultura
[
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|
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]
O
São João do Maranhão
se estende por todo o mês de junho até julho, atraindo milhares de turistas de todo o Brasil e do exterior. Nos arraiais organizados por todo o estado são oferecidos atrativos com
bumba-meu-boi
,
cacuriá,
tambor de crioula
,
dança portuguesa
,
quadrilhas juninas
,
fogos de artifício
,
fogueira
e iguarias tradicionais.
[
99
]
Culinária
[
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|
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]
Ver artigo principal:
Culinária do Maranhão
Tiquira
vendida em mercado em
São Luís
A cozinha maranhense sofreu influência
portuguesa
,
africana
e indígena. O tempero é diferenciado, fazendo-se uso de ingredientes como
cheiro-verde
(
coentro
e
cebolinha
verde),
cominho
em pó e
pimenta-do-reino
. No Maranhão, é marcante a presença de peixes e frutos do mar como
camarão
,
sururu
,
caranguejo
,
siri
,
pescada
,
robalo
,
tainha
,
curimbatá
,
mero
,
surubim
e outros peixes de água doce e salgada. Além de consumirem-se outros pratos como
sarrabulho
,
dobradinha
,
mocotó
,
carne-de-sol
, galinha ao
molho pardo
, todos acompanhados de
farinha d'água
. Da farta cozinha maranhense, destacam-se o arroz de
cuxá
, símbolo da culinária do Maranhão, feito com uma mistura de
gergelim
, farinha seca, camarão seco,
pimenta-de-cheiro
e o ingrediente especial — a
vinagreira
(hortaliça de origem africana muito comum no Maranhão).
Dentre os bolos consumidos pelos maranhenses, podem ser destacados o bolo de
macaxeira
e o de
tapioca
. As sobremesas típicas da mesa maranhense são os doces portugueses e uma infinidade de doces, pudins e sorvetes feitos de frutas nativas como
bacuri
,
buriti
,
murici
,
jenipapo
,
tamarindo
,
caju
,
cupuaçu
,
jaca
etc.
[
100
]
[
101
]
A
juçara
— nome popular e local de açaí— é muito apreciada pelos maranhenses, consumida com farinha, camarão, peixe, carne-de-sol ou mesmo em forma de suco, sorvete e pudim. Dada a importância da "juçara" na cultura maranhense, realiza-se anualmente a
Festa da Juçara
. A panelada, um cozido preparado a partir de vísceras da vaca, é popular em
Imperatriz
, segunda maior cidade do estado, e oferece-se em diversos pontos da cidade.
[
102
]
[
103
]
Esportes
[
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|
editar código
]
No estado nasceram os medalhistas olímpicos
Rayssa Leal
, no
Skate
;
[
104
]
José Carlos Moreira
, no
atletismo
;
[
105
]
e
Nyeme Costa
, no
vôlei
.
[
106
]
Também é o estado natal de
Ana Paula
, campeã mundial de
Handebol
em 2013.
[
107
]
No
Futebol
, o Maranhão é bem participativo no âmbito nacional. Dentro do estado, anualmente acontece o
Campeonato Maranhense
, organizado pela
Federação Maranhense de Futebol
. O principal time do Estado é o
Sampaio Corrêa
, que possui três campeonatos nacionais, uma inédita
Copa do Nordeste
, além de possuir 37 títulos estaduais.
[
108
]
[
109
]
Junto com o
Moto Club
, realizam o
Superclássico
, considerado o maior clássico do Estado, com mais de 316 confrontos, com partidas que estão entre as maiores médias de público do nordeste.
[
110
]
[
111
]
Ver também
[
editar
|
editar código
]
Fórum de Governadores do Brasil Central
Lista de municípios do Maranhão
Ordem alfabética
Área territorial
Área urbanizada
População
Governadores do Maranhão
Meio-Norte
Referências
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