Acidente radiológico de Goiânia – Wikipédia, a enciclopédia livre
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Início
1
Descrição da fonte contaminadora
2
Eventos
Alternar a subsecção Eventos
2.1
Origem do acidente
2.2
Desmonte do equipamento radiológico
2.3
Exposição à radiação
2.4
Demora na detecção
3
Consequências
Alternar a subsecção Consequências
3.1
Vítimas fatais
3.1.1
Outras vítimas posteriores
3.2
Contaminação
3.2.1
Lixo atômico
3.3
Revitalização da região
4
Repercussão
5
Ver também
6
Referências
Alternar a subsecção Referências
6.1
Bibliografia
7
Ligações externas
Alternar o índice
Acidente radiológico de Goiânia
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Acidente radiológico de Goiânia
Cápsula onde estava o césio
Data
13 de setembro
de
1987
Localização
Goiânia
,
Goiás
,
Brasil
Também conhecido como
Acidente com o césio-137
Resultado
4 mortes
1 600 pessoas afetadas
O
acidente radiológico de Goiânia
, amplamente conhecido como
acidente com o césio-137
, foi um grave episódio de contaminação por
radioatividade
ocorrido no
Brasil
. A contaminação teve início em
13 de setembro
de
1987
, quando um aparelho utilizado em
radioterapias
foi encontrado dentro de uma clínica abandonada, no centro de
Goiânia
, em
Goiás
. Foi classificado como nível 5 (acidentes com consequências de longo alcance) na
Escala Internacional de Acidentes Nucleares
, que vai de zero a sete, em que o menor valor corresponde a um desvio, sem significação para segurança, enquanto no outro extremo estão localizados os acidentes graves.
O instrumento foi encontrado por catadores de um ferro-velho do local, que entenderam tratar-se de
sucata
. Foi desmontado e repassado para terceiros, gerando um rastro de contaminação, afetou centenas de pessoas. O acidente com
césio-137
foi o maior
acidente radioativo
do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora das
usinas nucleares
,
[
1
]
além de ser considerado também o maior incidente envolvendo uma fonte radioativa desde sempre.
[
2
]
Descrição da fonte contaminadora
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|
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]
Esquema do cilindro que continha o
césio
, composto por: A.) um detentor de fonte radioativa (geralmente chumbo), que retém a radiação excedente; B.) um anel de retenção; C.) a fonte do composto que continha o núcleo de césio; D.) duas tampas de aço inoxidável; E.) tampas de aço inoxidável; F.) um escudo interno (geralmente de  uma liga de
tungstênio
), que impede a grande saída de
radiação
; G.) um cilindro de material radioativo, muitas vezes, mas nem sempre, de
cobalto
-60. No caso do incidente era césio-137. O diâmetro da "fonte" é cerca de 30
mm
.
A contaminação em Goiânia originou-se de uma cápsula que continha
cloreto de césio
— um sal obtido a partir do
radioisótopo
137 do elemento químico
césio
. A cápsula radioativa era parte de um equipamento
radioterapêutico
, dentro do qual se encontrava revestida por uma caixa protetora de
aço
e
chumbo
. Esta caixa protetora possuía uma janela feita de
irídio
, que permitia a passagem da radiação para o exterior. A caixa contendo a cápsula radioativa estava, por sua vez, posicionada num contentor giratório que dispunha de um
colimador
, que servia para direcionar o feixe radioativo, bem como para controlar a sua intensidade. Não se pôde conhecer ao certo o número de série da fonte radioativa, mas pensa-se que ela tenha sido produzida por volta de 1970 pelo
Laboratório Nacional de Oak Ridge
, nos
Estados Unidos
. O material radioativo dentro da cápsula totalizava 0,093 kg, e a sua radioatividade era, à época do acidente, de 50,9 
TBq
(= 1 375 Ci).
[
3
]
Eventos
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]
Centro de Cultura e Convenções, erguido sobre as ruínas do Instituto Goiano de Radioterapia.
Origem do acidente
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]
O Instituto Goiano de Radioterapia (IGR) era um instituto privado, localizado na Avenida Paranaíba, no
Centro
de Goiânia. O equipamento que gerou a contaminação na cidade entrou em funcionamento em 1971, tendo sido desativado em
1985
, quando o IGR deixou de operar no endereço mencionado. Com a mudança de localização, o equipamento de radioterapia foi abandonado no interior das antigas instalações. A maior parte das edificações pertencentes à clínica foi demolida, mas algumas salas — inclusive aquela em que se localizava o aparelho — foram mantidas em ruínas.
[
4
]
Havia uma disputa judicial entre o Instituto Goiano de Radioterapia (IGR) e a Sociedade de São Vicente de Paula, que era dona do terreno e havia cedido o local com a condição de que o instituto realizasse, periodicamente e de maneira gratuita, exames radiológicos nos pacientes da Santa Casa de Misericórdia. Alegando que o IGR não estava cumprindo com o acordo, a sociedade ingressou com uma ação de despejo em 1984 e decidiu vender o terreno para o Instituto de Previdência e Assistência do Estado de Goiás (IPASGO).
[
5
]
[
6
]
Em 1986, o IPASGO foi declarado pela justiça o novo proprietário do imóvel, tendo iniciado a demolição do edifício em 1987, mas a atividade foi interrompida pela concessão de uma liminar obrigando a paralisação imediata da atividade.
[
5
]
Desmonte do equipamento radiológico
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]
No estágio de abandono em que o prédio se encontrava, tomado pelo mato e sem portas e janelas,  o equipamento foi encontrado por dois rapazes, Roberto dos Santos Alves e Wagner Mota Pereira, imaginando que haveria algum valor de mercado após o desmonte e separação das peças. Em 13 de setembro retiraram o aparelho da clínica, e já no dia seguinte sofreram sintomas de contaminação radioativa, acreditando que o mal-estar tinha sido apenas culpa da alimentação. Cinco dias depois, a peça foi vendida a um ferro-velho.
[
5
]
[
7
]
Foi no ferro-velho de Devair Ferreira que a cápsula de césio foi aberta para o reaproveitamento do chumbo. O dono do ferro-velho expôs ao ambiente 19,26 g de
cloreto
de
césio-137
(CsCl), um
sal
muito parecido com o
sal de cozinha
(NaCl), mas que emite um brilho azulado quando em local desprovido de
luz
. Devair ficou encantado com o pó que emitia um brilho azul no escuro. Ele mostrou a descoberta para sua esposa Maria Gabriela, bem como o distribuiu para familiares e amigos. O irmão de Devair, Ivo Ferreira, levou um pouco de césio para sua filha, Leide das Neves, que tocou na substância e ingeriu as partículas do césio junto com um ovo cozido que sua mãe havia preparado para o jantar. Outro irmão de Devair também teve contato direto com a substância. Pelo fato de esse sal ser
higroscópico
, ou seja, absorver a
umidade
do ar, ele facilmente adere à
roupa
, à
pele
e aos utensílios, podendo contaminar os
alimentos
e o organismo internamente. Entre os dias 19 e 26 de setembro Devair mostrou a cápsula a diversas pessoas que passaram pelo seu ferro-velho.
[
7
]
No dia 23 de outubro morreram Leide e Maria Gabriela. Devair Ferreira passou pelo tratamento de descontaminação no Hospital Naval Marcílio Dias, no
Rio de Janeiro
, e morreu sete anos depois.
[
8
]
Exposição à radiação
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]
Poucas horas após a exposição ao material radioativo, os afetados começaram a desenvolver
sintomas
:
náuseas
, seguidas de
tonturas
, com
vômitos
e
diarreias
. Alarmados, os familiares dos contaminados foram inicialmente a
drogarias
procurar auxílio, alguns procuraram postos de saúde e foram encaminhados para
hospitais
.
Demora na detecção
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]
O que restou do terreno na Rua 57, onde a cápsula de césio 137 começou a ser desmontada.
Os profissionais de saúde, observando os sintomas, pensaram tratar-se de algum tipo de doença contagiosa desconhecida, medicando os doentes em conformidade com os sintomas descritos. Maria Gabriela desconfiou que aquele pó que emitia um brilho azul era o responsável pelos sintomas que ocorriam na sua família. Ela e um empregado do ferro-velho levaram a cápsula de césio para a
Vigilância Sanitária
, que ainda permaneceu durante dois dias abandonada sobre uma cadeira. Durante a entrevista com
médicos
, a esposa do dono do ferro-velho relatou para a junta médica que os
vômitos
e
diarreia
se iniciaram depois que seu marido desmontou aquele "aparelho estranho".
[
9
]
O físico Walter Mendes Ferreira, que viria a se tornar membro da equipe da
Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
, foi o primeiro profissional a descobrir que se tratava de um acidente radiológico: através do uso de dois detetores - em momentos distintos - Walter determinou os altos níveis de radiação, o que permitiu a adoção de uma série de medidas de remediação, incluindo o correto diagnóstico das vítimas.
[
10
]
O governo da época tentou minimizar o acidente escondendo dados da população, que foi submetida a uma "seleção" no
Estádio Olímpico Pedro Ludovico
; os governantes da época escondiam a tragédia da população, que aterrorizada procurava por auxílio, dizendo ser apenas um vazamento de
gás
.
[
11
]
Outra razão é que Goiânia sediava, na época, o GP Internacional de Motovelocidade no
Autódromo Internacional Ayrton Senna
e o governador do estado
Henrique Santillo
não queria que o pânico fosse instalado nos estrangeiros.
[
11
]
Consequências
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]
Após o acidente, moradores buscaram vender suas moradias e deixar o local. Entretanto, seus imóveis tiveram o valor reduzido pelo medo da população da existência de radiação no ar. Além da desvalorização dos imóveis, por muito tempo a população local sofreu discriminação devido ao medo de que a radiação fosse contagiosa, dificultando o acesso aos serviços, educação e viagens. Houve também uma queda significativa de estabelecimentos comerciais na região.
[
12
]
Vítimas fatais
[
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|
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]
Gráfico de barras mostrando o resultado para as 46 pessoas mais contaminadas e uma estimativa de dose. As pessoas são divididas em sete grupos de acordo com a dose.
Leide das Neves Ferreira, de 6 anos (6,0
Gy
, 600
REM
), era filha de Ivo Ferreira e foi a vítima com a maior dose de radiação do acidente. Inicialmente, quando uma equipe internacional chegou a tratá-la, ela estava confinada a um quarto isolado no hospital porque os funcionários estavam com medo de chegar perto dela. Ela desenvolveu gradualmente inchaço na parte superior do corpo, perda de cabelo, danos nos rins, pulmões e hemorragia interna. Ela morreu em 23 de outubro de 1987 de
septicemia
e infecção generalizada no
Hospital Naval Marcílio Dias
, no Rio de Janeiro.
[
13
]
Ela foi enterrada em um cemitério comum em Goiânia, em um caixão especial de fibra de vidro revestida com chumbo para evitar a propagação da radiação. Apesar destas medidas, ainda houve um início de tumulto no cemitério, onde mais de 2 000 pessoas, temendo que seu cadáver envenenasse toda a área, tentaram impedir seu enterro usando pedras e tijolos para bloquear a rua do cemitério.
[
14
]
Depois de dias de impasse, Leide foi enterrada em um caixão de chumbo lacrado, erguido por um guindaste, devido às altas taxas de radiação e para que esta fosse contida.
Maria Gabriela Ferreira, de 37 anos (5,7 Gy, 570 REM), esposa do proprietário do ferro-velho Devair Ferreira, ficou doente cerca de três dias depois de entrar em contato com a substância. Seu estado de saúde piorou e ela desenvolveu hemorragia interna, principalmente nos membros, nos olhos e no trato digestivo, além da perda de cabelo. Ela morreu em 23 de outubro de 1987, cerca de um mês após a exposição.
[
15
]
Israel Baptista dos Santos, de 22 anos (4,5 Gy, 450 REM), foi um empregado de Devair Ferreira que trabalhou na fonte radioativa principalmente para extrair o chumbo. Ele desenvolveu doença respiratória grave e complicações linfáticas. Acabou por ser internado no hospital e morreu seis dias depois, em 27 de outubro de 1987.
[
8
]
Admilson Alves de Souza, de 18 anos (5,3 Gy, 530 REM), também foi funcionário de Devair Ferreira, que também trabalhou na fonte radioativa. Ele desenvolveu lesão pulmonar, hemorragia interna e danos ao coração. Morreu em 28 de outubro de 1987.
[
8
]
Outras vítimas posteriores
[
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|
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]
Devair Alves Ferreira, o dono do ferro-velho sobreviveu em primeira mão à exposição, apesar de ter recebido 7 Gy de radiação. Os efeitos corporais incluíram a perda de cabelo e problemas em diversos órgãos.
[
16
]
Sentindo-se culpado por abrir a cápsula, tornou-se
alcoólatra
e contraiu câncer pela radiação, morrendo 7 anos depois, em 1994.
[
17
]
Ivo Ferreira, pai da menina Leide das Neves Ferreira, teve baixa contaminação. No entanto, tornou-se
depressivo
depois da morte da filha e passou a fumar em torno de seis maços de cigarro por dia, falecendo por
enfisema pulmonar
em 2003, 16 anos depois.
[
17
]
A Associação das Vítimas do Césio 137 afirma que até o ano de 2012, quando o acidente completou 25 anos, cerca de 104 pessoas morreram nos anos seguintes pela contaminação, decorrente de câncer e outros problemas, e cerca de 1 600 tenham sido afetadas diretamente.
[
18
]
Contaminação
[
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|
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]
Terreno onde estava edificado o Estádio Olímpico Pedro Ludovico
Após trinta anos do desastre radioativo, as várias pessoas contaminadas pela radioatividade reclamam por não estarem recebendo os medicamentos, que, segundo leis instituídas, deveriam ser distribuídos pelo governo.
[
11
]
E muitas pessoas contaminadas ainda vivem nas redondezas da região do acidente, entre as Ruas 57, Avenida Paranaíba, Rua 74, Rua 80, Rua 70 e Avenida Goiás; essas pessoas não oferecem, contudo, mais nenhum risco de contaminação à população.
[
12
]
Em uma casa em que o césio foi distribuído, a residente, esposa do comerciante vizinho à Devair, jogou o elemento radioativo no vaso sanitário e, em seguida, deu descarga. O imóvel ficou conhecido como "casa da fossa". Entretanto, a
Saneago
alegou que a casa não possuía fossa, sendo construída com cisterna, para a população não pensar que a água da cidade estaria hipoteticamente contaminada.
[
12
]
Lixo atômico
[
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|
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]
Centro de informação no
Parque Estadual Telma Ortegal
A limpeza produziu 13 500
quilogramas
de
lixo atômico
, que necessitou ser acondicionado em 14 contêineres que foram totalmente lacrados. Dentro destes estão 1 200 caixas e 2 900 tambores, que permanecerão perigosos para o meio ambiente por 180 anos. Para armazenar esse lixo atômico e atendendo às recomendações do
IBAMA
, da
CNEN
e da CEMAM, o
Parque Estadual Telma Ortegal
foi criado em Goiânia, hoje pertencente ao município de
Abadia de Goiás
.
[
19
]
A CNEN ativou, posteriormente, o Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste (
CRCN-CO
), como Unidade Técnico-Científica com competência principal de exercer o controle institucional do Depósito Final de rejeitos radioativos do Césio-137.
[
20
]
Revitalização da região
[
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]
Mercado Popular da Rua 57 após a reforma.
Somente no final dos
anos 90
, a região começou a passar uma imagem menos "assustadora" para os novos inquilinos, através de ações do município e do governo estadual para a revitalização da região, revalorizando as casas que estavam nas imediações do acidente. Em questão de poucos anos, o valor das casas da região central já era entre duas a três vezes maior do que na época do acidente. No início de
2006
, a prefeitura de Goiânia resolveu revitalizar o antigo
Mercado Popular
, sendo reinaugurado em novembro de 2006 com a edição 2007 da
Casa Cor Goiás
, com a presença de autoridades municipais e estaduais. Em fevereiro de
2007
, o Mercado Popular passou a ser um ponto turístico da cidade, por possuir uma feira gastronômica todas as sextas-feiras à noite, sempre acompanhada de música ao vivo.
[
11
]
Repercussão
[
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|
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]
O acidente foi descrito em vários documentários internacionais, além de
filmes
,
programas de televisão
,
canções
, artigos acadêmicos, teses e dissertações e
livros
. O acidente radioativo é mencionado no premiado curta-metragem
Ilha das Flores
, escrito e dirigido por
Jorge Furtado
.  Em
1990
,
Roberto Pires
dirigiu o filme
Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia
, que faz uma dramatização do acidente.
[
21
]
Ver também
[
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|
editar código
]
Acidente nuclear de Chernobil
Acidente nuclear de Fukushima
Referências
↑
«O maior acidente radiológico do mundo»
.
G1
. Consultado em 18 de junho de 2019
 
↑
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. Consultado em 18 de junho de 2019
 
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International Atomic Energy Agency.
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ISBN 92-0-129088-8
↑
«Idem, p. 18.»
 
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«Césio-137, um drama recontado»
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Estudos Avançados
(77): 217–236.
ISSN
 
1806-9592
. Consultado em 17 de maio de 2022
 
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Corrêa, Renato.
«Césio 137: "Chernobyl Brasileiro" Completa 26 Anos»
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O Arquivo
. Consultado em 17 de maio de 2022
 
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Catador que encontrou cápsula do césio-137 rebate declaração de físico: 'Largaram a peça lá'
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«O que houve com vítimas do acidente com césio 137, em Goiânia, há 35 anos»
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«Césio 137: maior acidente radiológico da história aconteceu em Goiás e afetou mais de mil pessoas; relembre»
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Pappon, Thomas (14 de outubro de 2018).
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«Goiânia, 25 anos depois: 'perguntam até se brilhamos', diz vítima»
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«Goiânia, 25 anos depois: 'Perguntam até se brilhamos', diz vítima»
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ISTOÉ Independente
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Editora Três
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«Depósito de rejeitos do césio-137 em Abadia de Goiás foi alvo de polêmica»
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. Consultado em 15 de março de 2025
 
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«Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste»
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www.cnen.gov.br
. Consultado em 10 de dezembro de 2019
 
↑
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. Cinemateca Brasileira
. Consultado em 4 de agosto de 2020
 
Bibliografia
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|
editar código
]
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http://www.iconecv.com.br/27rba
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"Desastre como processo: Saberes, vulnerabilidade e sofrimento social no caso de Goiânia".  Artigo da antropóloga Telma Camargo da Silva. Publicado em
Tecnologias do Corpo: Uma antropologia das medicinas no Brasil.
Organizado por Annete Leibing. Rio de Janeiro: NAU, 2004. pp. 201 –225.
"Os cientistas sociais no cenário político das sessões especiais do parlamento: A documentação de um caso". Artigo da antropóloga Telma Camargo da Silva. Publicado em:
Políticas Públicas e Cidadania.
. Organizado por Francisco Rabelo e Genilda Bernardes.Goiânia: Canone.2004. pp. 13–27.
"Bodily Memory and the Politics of Remembrance: The aftermath of Goiânia Radiological Disaster".  Artigo da antropóloga Telma Camargo da Silva.
High Plains Applied Anthropology
. Vol.21, 2001. pp 40–52
"Soldado é superior ao tempo: Da ordem militar à experiência do corpo como locus de resistência". Artigo da antropóloga Telma Camargo da Silva.
Horizontes Antropológicos.
Porto Alegre: UFRGS. Nº 9. 1998. pp. 119–143.
"Política da Memória: Recompondo as lembranças no caso do desastre radiológico de Goiânia".  Artigo da antropóloga Telma Camargo da Silva. Publicado em
Memória
. Goiânia: Editora da Universidade Católica de Goiás.1998. pp. 117–138.
"Corpos em perigo: uma análise sobre percepção de risco em caso de desastre radiológico".  Artigo da antropóloga Telma Camargo da Silva. Caxambu. XXII Anpocs. 1998. Disponível em: <
http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar//libros/anpocs/camargo.rtf
[ligação inativa]
>
" Biomedical discourses and health care experiences: The Goiânia Radiological Disaster". Artigo da antropóloga Telma Camargo da Silva. Publicado em
The Medical Anthropologies in Brazil
. Berlim: VWB, 1997. pp. 67–79.
"O acidente com o Césio 137 e a estética do sublime". Artigo do historiador Eliézer Cardoso de Oliveira. Publicado na Revista Locus: Revista de História. Disponível em:
https://locus.ufjf.emnuvens.com.br/locus/article/view/2815
Ligações externas
[
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|
editar código
]
Globo Repórter - Acidente radioativo de Goiânia, 17 de dezembro de 1987
no
YouTube
Imagem de satélite da montanha de concreto com o lixo radioativo, em Abadia de Goiás
The Radiological Accident in Goiânia - Relatório da Agência Internacional de Energia Atômica
Local da casa dos catadores no centro de Goiânia
Césio 137:  A tragédia radioativa do Brasil
Césio 137 - 20 anos de descaso - Greenpeace Brasil
Matéria especial sobre os 30 anos do Césio em Goiânia - Jornal O Popular
v
d
e
Acidentes e incidentes nucleares e radioativos
Listas de
desastres e
incidentes
Crimes envolvendo substâncias radioativas
Acidentes e incidentes de criticidade
Acidentes de derretimento nuclear
Acidentes nucleares militares
Acidentes nucleares e radioativos por número de mortos
Mortes nucleares e de radiação por país
Testes de armas nucleares
África do Sul
China
Coreia do Norte
Estados Unidos
França
Índia
Paquistão
Reino Unido
na Austrália
nos Estados Unidos
União Soviética
Submarinos nucleares afundados
Lista de incidentes de origem órfã
Acidentes de energia nuclear por país
Principais
acidentes
2019
Acidente de radiação de Nyonoksa
2011
Acidente nuclear de Fukushima I
2001
Acidente no Instituto Oncológico Nacional
1996
Acidente radiológico do Hospital San Juan de Dios
1990
Acidente radiológico do Hospital Clínico de Zaragoza
1987
Acidente radiológico de Goiânia
1986
Acidente nuclear de Chernobil
efeitos
1985
Acidente nuclear da baía de Chazhma
1985-1987
Acidente do Therac-25
1982
Acidente nuclear da baía de Andreev
1980
Acidente radiológico de Kramatorsk
1979
Acidente de Three Mile Island
1969
Usina Nuclear de Lucens
1962
Falhas de lançamento de mísseis Thor no atol de Johnston
sob a
Operação Fishbowl
1962
Crise dos mísseis de Cuba
1961
Acidente nuclear do
K-19
1961 Derretimento nuclear do
SL-1
1957
Desastre de Kyshtym
1957
Incêndio de Windscale
1957
Operação Plumbbob
1954
Exercício nuclear de Totskoye
Atol de Bikini
Hanford Site
Fábrica de Rocky Flats
1945
Bombardeamentos atômicos de Hiroshima e Nagasaki
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